
Não sendo a do patinho feio, esta é a história de alguém que sempre foi tratado de forma diferente.
Tudo começou muito cedo, logo pela própria mãe que, achando que ele era muito mais forte do que as outras crianças da mesma idade, decidiu dar-lhe a incrível alcunha de Hulk.
Fez-se, um dia, jogador a sério e, quando regressou a Portugal, mesmo antes de o verem actuar, já o seu nome-de-guerra provocava as habituais piadinhas de escárnio e maldizer. Apenas e só porque era… diferente.
Tão diferente era que arrasou tudo e todos, logo na sua primeira época na Europa. Elogios à diferença que fazia, dentro do campo, começaram, então, a chover de todos os lados.
E tão diferente prosseguiu que, a partir de certa altura, os árbitros passaram a considerar que, dado o seu porte físico, e jogando ele no FCP, poderia levar mais pancada que qualquer outro, sem que tal fosse devidamente sancionado.
Tão diferente continuou que, agora, querem fazer dele o primeiro craque da bola a levar mais amarelos e vermelhos do que todos aqueles que tanto o massacram durante todas as partidas.
Por último, para ser ainda mais diferente, vai passar também a ser o primeiro jogador que, mesmo já depois de expulso, um árbitro reconsiderou e decidiu (re)expulsá-lo de uma forma mais severa. (Depois dos célebres "sumaríssimos", eis que o nosso clube volta a ser pioneiro em mais uma inovação do futebol português).
Para atingir o cúmulo do diferenciamento, até alguns adeptos do próprio FCP, que já deviam estar vacinados e revacinados para este tipo de artimanhas, parecem dar o seu aval àqueles que querem passar, o pobre do Hulk, de vítima a réu, assim em duas penadas.
Quem não se engana é o “sistema” anti-FCP.
Logo à primeira jornada, já está bem acordado e sabe muito bem de onde vem o perigo real.
Se antes a táctica passava por travar, até fora das quatro-linhas, McCarthy, Quaresma e Lisandro, agora escolheram o Hulk.
Fonte: Reflexão Portista