Adeus, Mister Robson: Reacções
As reacções à morte de Bobby Robson sucedem-se. Jorge Nuno Pinto da Costa, Vítor Baía e João Pinto privaram com o treinador inglês e destacam algumas das suas qualidades. A unanimidade da sua competência, todavia, é universal. Para Jesualdo Ferreira parte o homem, mas fica o exemplo.
Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do FC Porto
«Bobby Robson foi um grande senhor do futebol mundial, que evoco com muita saudade e orgulho por ter sido bicampeão pelo FC Porto. As suas qualidades como treinador eram invulgares, mas a sua força no período da doença, quando estava no FC Porto, foi um exemplo de resistência e vontade de viver que nunca esquecerei»
Vítor Baía, Director de Relações Externas e Expansão da FC Porto, SAD
«Morreu uma pessoa especial, como treinador e como homem. Por tudo o que deu ao futebol, seguramente que nunca será esquecido. Recordo os momentos das grandes conquistas, tanto ao serviço do FC Porto, como do Barcelona. Foram momentos de partilha de muitas emoções, de muitas alegrias, nos quais já sofria, mas sem nunca perder o humor muito próprio e contagiante»
Jesualdo Ferreira, treinador do FC Porto
«Morreu um grande senhor e um dos maiores treinadores da história do futebol mundial. Não privei com ele, mas a sua imagem deixou-me ideias que configuram uma pessoa de grande honestidade intelectual. Se recebeu o título de Sir, é porque tinha esta qualidade individual. Espero que seja um exemplo para todos, como profissional e como pessoa. Até na doença foi um campeão»
João Pinto, treinador assistente do FC Porto
«Bobby Robson foi um treinador que fica na história do FC Porto. Ganhou dois campeonatos e abriu a sequência do Penta¸mas devemos destacar, acima de tudo, o homem que sempre foi. Era uma pessoa animada, que punha o grupo muito bem disposto. Para mim, hoje é um dia triste»
Fonte: www.fcporto.pt
"Bobby Robson foi um grande senhor do futebol mundial que evoco com muita saudade e orgulho por ter sido bicampeão pelo FC Porto. As suas qualidades de treino eram invulgares mas a sua força no período da doença quando estava no FC Porto foi um exemplo de resistência e vontade de viver que nunca esquecerei", disse Pinto da Costa à Lusa.
"Orgulho-me muito de o ter tido como treinador do FC Porto", concluiu Pinto da Costa.
Bobby Robson foi campeão nacional pelo FC Porto nas épocas 1994/95 e 1995/96, tendo-se depois transferido para o FC Barcelona, após acordo entre Josep Lluis Nuez, então presidente do Barcelona, e Pinto da Costa.
Bobby Robson morreu hoje, aos 76 anos, informou a família. De acordo com um comunicado Bobby Robson "perdeu a sua longa e corajosa batalha contra o cancro e morreu, em paz, na manhã de hoje, na sua casa do condado de Durham, com a mulher e a família ao seu lado".
Lusa
Morreu Bobby Robson
O antigo seleccionador de Inglaterra e treinador, entre outros, de Sporting e FC Porto, morreu na manhã desta 6.ª feira, aos 76 anos, depois de uma longa batalha contra o cancro.
Segundo a edição online do jornal inglês Times, Sir Bobby Robson, morreu após ter recebido o seu quinto diagnóstico de cancro, que afectava ambos os pulmões, já se encontrava em fase terminal desde Fevereiro de 2007.
O ex-seleccionado inglês iniciou a sua carreira no futebol como jogador, ao serviço do Fulham, West Bromwich e selecção inglesa. Mas foi como treinador que se consagrou, tendo treinado clubes como o PSV Eindhoven, Sporting, FC Porto, Barcelona e Newcastle, para além de ter treinado Inglaterra.
Considerado o melhor treinador europeu em 1997, foi com Bobby Robson que José Mourinho iniciou a sua carreira de treinador, tendo acompanhado o inglês nas suas passagens pelo Sporting, FC Porto e Barcelona.
Depois de ter sido despedido do Sporting pelo presidente Sousa Cintra, Bobby Robson mudou-se para o rival FC Porto, tendo ganho dois campeonatos nacionais e uma Supertaça Cândido Oliveira.
Mudou-se depois para Barcelona, onde acompanhado de Mourinho, Luís Figo, Fernando Couto e Vítor Baía venceu uma Taça do Rei, uma Supertaça Espanhola e uma Taça das Taças.
Bobby Robson regressou depois a Inglaterra, comandando o Newcastle durante seis temporadas, abandonando depois o mundo do futebol. Foi também o último treinador inglês que conseguiu levar a equipa das rosas mais longe no Mundial, desde 1966, tendo alcançado em as meias-finais em 1990.
De acordo com um comunicado da família, Bobby Robson “perdeu a sua longa e corajosa batalha contra o cancro e morreu, em paz, na manhã de hoje, na sua casa do condado de Durham, com a mulher e a família ao seu lado”.
Fonte: O jogo
Besiktas-FC Porto, 0-0: Da praia para a meia-final
A areia juntou-se ao calor na aventura andaluz e o futebol tornou-se numa espécie de praia sem direito a protectores ou mergulhos refrescantes. O péssimo relvado e a sauna do Sanchez Pizjuan desenharam um jogo do tipo missão impossível, que o Dragão, ainda assim, quis sempre descodificar. Valeu pela atitude, pela qualidade empregue em muitos lances e pela certeza de que o FC Porto é candidato a figura nesta Peace Cup.
Os contornos do encontro desta noite estão comprimidos no primeiro parágrafo, no qual não coube uma arbitragem terrivelmente condicionada pelas altas temperaturas. Talvez o suor tenha impedido o juiz de ver duas grandes penalidades flagrantes sobre Hulk que, uma vez convertidas, poupariam o Dragão a esforços prolongados.
Fale-se agora em exclusivo de futebol. Que hoje até parecia «de praia», mas mesmo assim justificou a competência e a entrega habituais. O FC Porto entrava em campo com as meias-finais da Peace Cup na mente e a certeza de que a fase de testes ganha brilho quando os resultados são favoráveis.
Os Tetracampeões estiveram sempre melhor. A solidez defensiva, a fluidez do meio-campo, com Guarín, Raul Meireles e Belluschi sempre em busca de rupturas, a pujança de Hulk e o labor de Farías consentiram um par de oportunidades nos primeiros 45 minutos. Para o Dragão, percebia-se, missões impossíveis não passam de exercícios de superação.
Com a segunda parte chegou uma eficiência que destacaria o guarda-redes con
trário. Alvaro Pereira, Raul Meireles e Farías fecharam jogadas de bom entendimento com veneno, mas o golo parecia não ter reservado lugar neste filme. O empate acabaria por servir ao FC Porto, mesmo que, na prática, jamais o satisfaça. A equipa de Jesualdo Ferreira segue para a meia-final de Málaga, onde, na sexta-feira, encontrará o Aston Villa. E isso é o mais importante.
FICHA DO JOGO
Peace Cup (Grupo D)
Estádio Sanches Pizjuan, em Sevilha
Árbitro: Michael Koukoulakis (Grécia)
Assistentes: Dimitrios Saradaris e Christos Gennaios
4º árbitro: Stefan Johannesson
BESIKTAS: Rustu; Erhan, Sivok, Ferrari e Ismail; Fink e Ernst; Holosko, Inceman e Serdar Ozkan «cap.»; Bobo
Substituições: Rustu por Hakan Arikan (46m), Inceman por Nobre (61m), Serdar Ozkan por Tello (62m), Holosko por Erkan Zengin (74m) e Bobo por Nihat (79m)
Não utilizados: Ibrahim, Yusuf Simsek e Korcan
Treinador: Mustafa Denizli
FC PORTO: Beto; Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e Raul Meireles; Guarín, Farías e Hulk
Substituições: Raul Meireles por Varela (67m), Farías por Falcao (67m), Miguel Lopes por Fucile (78m), Belluschi por Valeri (90m) e Guarín por Nuno André Coelho (90m)
Não utilizados: Helton, Benítez, Marino González, Maicon, Prediger e Nuno
Treinador: Jesualdo Ferreira
Disciplina: Cartão amarelo a Inceman (25m), Sivok (29m), Miguel Lopes (53m), Holosko (64m), Belluschi (65m) e Hulk (90m)
Fonte: FCporto.pt
O rescaldo do FC Porto - Besiktas
Se ainda não és membro do Grupo Rescaldo, junta-te já para participares na análise do jogo do FC Porto, frente ao Besiktas.
Logo, durante e imediatamente a seguir ao jogo, o rescaldo será aqui no FCPlink. Criado especialmente para debater o jogo, promover a discussão e as vossas opiniões, o grupo Rescaldo vai receber todos os Dragões que queiram fazer os comentários da nossa prestação do jogo contra o Besiktas, no caminho para as meias-finais.
O empate garante a passagem às meias-finais da Peacecup, mas Jesualdo Ferreira não se contentará certamente com o empate, ainda que o jogo possa servir de laboratório para a entrada de alguns jogadores menos usados na pré-época.