O sorteio realiza-se na cidade do Cabo, a 4 de Dezembro. A selecção das quinas vai evitar Holanda, Eslovénia, Suíça, Grécia, Sérvia, Dinamarca e Eslováquia.
Portugal já sabe que não será "cabeça-de-série" no sorteio dos grupos da Fase Final do Mundial da África do Sul, que terá lugar no dia 4 de Dezembro, na Cidade do Cabo, evitando a Holanda, Eslovénia, Suíça, Grécia, Sérvia, Dinamarca e Eslováquia.
No total, trinta e duas equipas vão disputar o Mundial. Portugal vai ficar no pote 2, e desta forma poderá defrontar os cabeça-de-série, entre eles, o Brasil, Espanha, Itália e Inglaterra. Em traços gerais, o Pote 2 ficará composto por equipas europeias, o 3 será dividido entre países africanos e sul-americanos, enquanto o 4 e último albergará as nações asiáticas, da América do Norte e Central e da Oceânia.
Confira os potes:
Pote 1: Brasil, Espanha, Itália, Alemanha, Argentina, Inglaterra, França e África do Sul.
Pote 2: Holanda, PORTUGAL, Eslovénia, Suíça, Grécia, Sérvia, Dinamarca e Eslováquia.
Pote 3: Costa do Marfim, Gana, Camarões, Nigéria, Argélia, Paraguai, Chile e Uruguai.
Pote 4: Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, México e Honduras.
fonte: tvnet.sapo.pt
Portugal qualificou-se, hoje, quarta-feira, para a África do Sul após uma exibição fantástica em Zenica, diante de uma Bósnia completamente presa pelos argumentos lusos. Raul Meireles foi o herói, a vitória só pecou por escassa. Carlos Queiroz não mudou praticamente nada no onze, relativamente ao jogo da Luz. Viu-se apenas obrigado a uma alteração forçada: Deco, a contas com uma mialgia, ficou no banco e entrou Tiago. Curiosamente, aconteceu o mesmo na formação da Bósnia dado que, Misimovic, lesionado num joelho, também ficou de fora. Os número 10 estavam de fora e baralhavam ainda mais as contas da eliminatória. Na primeira parte, Portugal nunca chegou a sofrer. Aos 27 minutos, uma valente assobiadela do público para a sua própria equipa (acabava-se aí o mito de que os bósnios são terríveis...) mostrou que as quinas estavam no caminho certo. Pena, que pena, que Raul Meireles tenha desperdiçado um "golo feito", aos 25 minutos, momento em que um belo lance, protagonizado por Liedson, Tiago e Nani, lhe deu a bola para o pé, a poucos metros de Hasagic. A Bósnia, com os caminhos fechados graças a um maravilhoso Pepe, pouco incomodou, ao contrário do que anunciara o seu treinador, Miroslav Blazevic. Não se viram lobos esfomeados em busca do golo, apenas gatinhos, cujas iniciativas eram exemplarmente cortadas por todos os elementos da defesa. Houve só um pequeno momento de relativo pânico quando Ibisevic rematou, de forma perigosa, ao lado da baliza de Eduardo. Mesmo assim, não chegou para exaltar os adeptos. A equipa de Queiroz denotava alguns problemas de adaptação ao relvado e de liderança, visto que, variadas vezes, parecia necessário um Deco para pensar o jogo. Mas, mesmo assim, nunca deixou de fazer o mais importante - controlar todos os acontecimentos. Liedson realizou, incansável, uma tarefa desgastante junto dos centrais, e Nani, assim como Simão, esforçavam-se para criar perigo. Em vão. O jogo disputou-se muito no meio do campo, com Tiago e Meireles a serem interventivos. Os extremos entraram, finalmente, em cena, após o intervalo. Após uma jogada espectacular, o atacante do Manchester United não conseguiu dar a vantagem a Portugal por uma nesga. Pjanic ainda assustou aos 50 minutos, mas o jogo "terminaria" com o golo solitário de Meireles. A partir desse momento, foi contar os minutos até ao fim, sem grandes complicações. Aliás, Portugal podia e deveria ter marcado mais, tamanho foi o desnível entre as formações. Duda, Liedson, Edinho e, outra vez, Meireles, tiveram a sua "conta". Quase no fim, a expulsão de Salihovic e a agressão ao árbitro assistente facilitaram ainda mais a tarefa lusitana. Aguarda-se uma pesada multa ou suspensão para Dzeko e companhia. Fonte. JN
E pronto. Estamos mesmo no Mundial, após uma exibição que não deixou dúvidas sobre quem foi o melhor no play-off. Apesar de todas as reticências, motivadas pelo mau relvado e por um ambiente escaldante, a selecção deu uma lição de eficácia e pragmatismo frente a um adversário arrogante, que não conseguiu marcar um só golo em 180 minutos. É, também, um castigo para quem desrespeitou o hino nacional com assobios estridentes...