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O FC Porto saiu de cena da UEFA Champions League 2009/10 entre as 16 melhores equipas do continente e num jogo em que não foi propriamente bafejado pela sorte. Na noite gelada de Londres, a chama do Dragão ainda foi capaz de reforçar os arrepios dos adeptos da casa, mas não resistiu ao cinismo de um marcador que abriu com um erro clamoroso de arbitragem. Um fora-de-jogo do tamanho do Big Ben deixou o Arsenal na posição mais confortável. E assim é mais fácil.

O Arsenal, como se esperava, entrou forte. Estava a perder a eliminatória e era puxado pelo braço pelo fervor dos seus apoiantes. O quadro mais vantajoso, todavia, chegaria numa jogada ilegal, principiada por um pontapé longo de Almunia, disputado por Arshavin depois de vários segundos «acampado» nas proximidades de Helton. Evidente para todos, estranhamente invisível para quem vestia de negro.

Na frente, com o apuramento na mão, o Arsenal pôde esperar a remontada do Dragão e apostar ainda mais na velocidade, chegando ao segundo golo numa dessas acelerações e ainda antes da resposta azul e branca. Especialmente depois do descanso, o FC Porto logrou assentar o seu futebol, empurrar o adversário para zonas recuadas e criar lances de perigo. O melhor surgiria num pontapé de canto cobrado por Rúben Micael e que Rodríguez, que entrara ao intervalo, cabeceou para golo. Salvou Nasri, de forma atabalhoada.

E como a noite gelada de Londres não ealtstava de feição, os ingleses engordaram a diferença pouco depois, afastando as dúvidas e definindo a eliminatória. O FC Porto conservou-se firme até ao final, sempre apoiado pelos três mil seguidores que vieram ao Emirates, e insistiu em discutir, sem baixar os braços, quando o resultado já deixara de entrar nas contas.

FICHA DO JOGO

UEFA Champions League (oitavos-de-final, 2ª mão)

Emirates Stadium, em Londres
Assistência: 59.661 espectadores

Árbitro: Franck De Bleeckere (Bélgica)
Assistentes: Peter Hermans e Walter Wromans
4º árbitro: Serge Gumienny

ARSENAL: Almunia «cap.»; Sagna, Campbell, Vermaelen e Clichy; Song e Diaby; Rosicky, Nasri e Arshavin; Bendtner
Substituições: Rosicky por Eboué (57m), Nasri por Denilson (73m) e Arshavin por Walcott (76m)
Não utilizados: Fabianksi, Eduardo, Silvestre e Traoré
Treinador: Arsène Wenger

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Nuno André Coelho, Rúben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk
Substituições: Nuno André Coelho por Rodríguez (46m), Rúben Micael por Guarín (75m) e Varela por Mariano González (75m)
Não utilizados: Nuno, Belluschi, Maicon e Miguel Lopes
Treinador: Jesualdo Ferreira

 

Fonte: FCPorto


O treinador do Arsenal, Arsene Wenger, confirmou em conferência de imprensa que o médio espanhol Cesc Fabregas não está apto para defrontar, amanhã, o FC Porto, no jogo da segunda “mão” dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

O capitão dos “gunners” está a contas com um problema muscular na coxa resultante do encontro deste sábado com o Burnley, para a Premier League.

O técnico francês ainda tinha esperança em recuperar o internacional espanhol para o embate com os azuis e brancos, mas a reavaliação efectuada no treino desta segunda-feira desaconselha a utilização do jogador.

O camaronês Alex Song deverá render Farbregas no meio-campo do Arsenal, que parte para o jogo da segunda “mão” em desvantagem após a derrota (2-1) no Dragão, no primeiro jogo.

 

Fonte: A bola.pt


altOs «quartos» não ficam propriamente ali ao lado, ao virar da esquina, porque só uma exibição perfeita em Londres permitirá ao Dragão repetir a presença entre os oito melhores da Europa, mas sobre a qualidade portista não restam dúvidas. Com um jogo positivo, preparado para ganhar, o Arsenal fez muito mais do que contribuir para o brilho da vitória do FC Porto. Passou-lhe, pelo seu próprio punho, o atestado, acrescido de certificado de garantia.

 


Atitude foi, claramente, um dos atributos destacados do regresso portista à UEFA Champions League, mas o termo revaltela-se insuficiente para caracterizar a reapresentação, feita também de classe e aptidão no passe e na escolha de soluções e, em particular, na gestão dos ritmos de jogo, que oscilaram entre o rápido e… o muito rápido.

Ainda o primeiro minuto mal havia expirado e já a audácia atacante tinha aproximado o FC Porto do golo. Para Fabiansky deixara de haver defesa, mas o remate colocado de Ruben Micael encontraria o corpo de um adversário a meio caminho da baliza.

A sequência imediata sublinhava a intencionalidade do jogo portista, que não se fazia de acasos, e o golo tornava-se uma inevitabilidade, reduzida a uma mera questão de tempo. Mesmo que, no minuto imediato, Hulk falhasse o alvo por pouco, num remate cruzado.

A vantagem percebia-se no ar, quase podia cheirar-se, de tão intensa e rápida que a partida se tornara. Brilhante na posse de bola, o Arsenal não conseguia evitar o assédio à baliza do guarda-redes polaco que protegia as suas redes e, à terceira, Varela marcou, num ponalttapé em que misturou cruzamento e remate, depois de um drible absolutamente fabuloso sobre Clichy.

Num encontro de alto calibre, disputado palmo a palmo, a cada nesga de terreno e a um ritmo elevado, em que o FC Porto não corria sozinho e o Arsenal não dormia, o ascendente azul e branco desfez-se em sete minutos, num pontapé de canto que permitiu a Campbell compor a igualdade.

A lógica do ascendente portista, interrompida por uma enérgica disputa pela supremacia, foi retomada pouco depois do intervalo, na transformação rápida de um livre indirecto na área defendida pelos londrinos, que permitiu a Falcao fazer o 2-1 final, muito antes de os opositores darem a questão por encerrada.

Em períodos distintos, como que à vez, FC Porto e Arsenal estiveram por cima, mais fortes, mas os Dragões ficaram bem mais perto do 3-1, que acrescentaria margem de manobra para o jogo do Emirates Stadium, do que propriamente os ingleses do empate.

FICHA DE JOGO

UEFA Champions League, 1/8 de altfinal, 1ª mão
Estádio do Dragão, no Porto
17 de Fevereiro de 2010
Assistência: 40.717 espectadores

Árbitro: Martin Hansson (Suécia)
Assistentes: Henrik Andren e Stefan Wittberg
4º Árbitro: Jonas Eriksson

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Ruben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk
Substituições: Raul Meireles por Tomás Costa (68m), Hulk por Mariano (81m), Ruben Micael por Belluschi (85m)
Não utilizados: Beto, Guarín, Maicon e Miguel Lopes
Treinador: Jesualdo Ferreira

ARSENAL: Fabianski; Sagna, Campbell, Vermaelen e Clichy; Dnilson, Diaby e Fábregas «cap»; Rosicky, Bendtner e Nasri
Substituições: Rosicky por Walcott (68m), Bendtner por Vela (83m) e Nasri Eboué (88m)
Não utilizados: Mannone, Ramsey, Silvestre e Traoré
Treinador: Arsène Wenger

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Varela (11m), Campbell (18m), Falcao (51m)
Disciplina: cartão amarelo a Diaby (31m), Bruno Alves (34m), Fucile (64m), Álvaro Pereira (78m), Fernando (82m)

 

Fonte. FCPorto


alt

O FC Porto é a equipa mais rematadora da Liga dos Campeões, com um total de 105 remates nos seis jogos disputados na fase de grupos da competição. Os azuis-e-brancos, que registam uma média de 17,5 remates por jogo, suplantam emblemas como o Manchester United e Real Madrid, ambos com um total de 93 remates.

 

Ainda assim, o conjunto orientado por Jesualdo Ferreira não tem demonstrado uma pontaria particularmente afinada, uma vez que também é a equipa que mais remata para fora, com um total de 55 remates desenquadrados com as balizas adversárias.

 

No que diz respeito à consistência defensiva, algo que os tetracampeões não têm demonstrado no plano interno, a conversa é outra. O FC Porto, com apenas três golos sofridos, terminou a fase de grupos com a segunda defesa menos batida, superado apenas pelo Bordéus, que consentiu somente dois.

 

Estes números, fornecidos pela UEFA, ajudam a perceber a excelente carreira dos portistas na presente edição da Liga dos Campeões, onde terminaram no 2º lugar do Grupo D, com quatro vitórias em seis jogos, oito golos marcados e três sofridos. Seguem-se os oitavos-de-final.

 

Fonte: SCN.pt


 

Jesualdo melhor que Mourinho na Champions


Os dragões  fizeram este ano a segunda melhor fase de grupos da sua história. Apenas a equipa orientada por António Oliveira, em 96/97, conseguiu mais pontos. Até os campeões europeus em 2004 somaram menos um ponto.

 

O FC Porto fez este ano a segunda melhor fase de grupos da sua história na Liga dos Campeões. A equipa orientada por Jesualdo Ferreira somou quatro vitórias e duas derrotas, tal como em 99/00 e 08/09, mas desta vez, conseguiu uma melhor diferença entre golos marcados e sofridos (5).

 

Esta equipa dos dragões apenas é superada por aquela que em 1996/97 somou 16 em 18 pontos possíveis. Com António Oliveira como treinador e com Jardel a deixar a Europa de boca aberta logo na primeira jornada, ao marcar dois golos na vitória do FC Porto, em San Siro, frente ao AC Milan. Os portistas terminaram o grupo D em primeiro lugar com apenas um empate, cedido em casa com os então campeões italianos, tendo ainda marcado 12 golos e sofrido apenas quatro. Já no ano do título europeu com Mourinho (2003/04), o FC Porto fez menos um ponto do que agora na primeira fase: 11.

 

A equipa de Jesualdo não tem o fulgor da de Oliveira, mas nos seis jogos que disputou no grupo D mostrou uma grande capacidade de remate, contabilizando 105 remates no total (uma média de 17,5 tiros por jogo) , a melhor marca entre as 32 equipas da Liga dos Campeões, à frente do Real Madrid (98). O único senão é que mais de metade desses remates (55) foram para fora e apenas 50 acertaram na baliza.

É verdade que tantos remates não significam eficácia, pois o FC Porto apenas marcou oito golos, tendo ficado bem distante da produção do Real Madrid, o melhor ataque nos seis jogos, com 15 golos marcados.

 

A qualidade defensiva dos dragões foi, no entanto, uma imagem de marca na fase de grupos e, ao mesmo tempo, a principal explicação para o sucesso da equipa. Apenas sofreram três golos, que lhes valem o segundo lugar no ranking, igualado com Lyon e Barcelona - um trio de equipas apenas superado pelo campeão francês Bordéus, que sofreu só dois.

 

A boa organização defensiva dos portistas vê-se também pelo facto de terem visto apenas sete cartões amarelos nos seis jogos disputados, algo que apenas quatro equipas se podem orgulhar de ter feito melhor ou igual (Debrecen, Manchester United, Wolfsburgo e Liverpool). Ainda assim, Jesualdo Ferreira viu dois dos seus jogadores serem expulsos: Fernando e Mariano González.

Fonte. DNdesporto.pt

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