Jesualdo Ferreira admite processar o árbitro Olegário Benquerença por este ter alegadamente faltado à verdade no relatório do clássico entre o FC Porto e o Benfica de domingo passado, em concreto no descritivo que faz das razões para a expulsão do treinador portista à passagem da hora de jogo.
No relatório assinado pelo árbitro de Leiria, a que O JOGO teve acesso, esse momento é descrito da seguinte forma: "Aos 60 minutos de jogo, foi expulso o treinador do FC Porto, Sr. Manuel Jesualdo Ferreira, por insultar o árbitro assistente nº 1, após lance decidido contra o FC Porto, afirmando: 'Isto é uma vergonha! Sois uns *******s!'" Terá sido este descritivo que resultou na suspensão de Jesualdo Ferreira por dez dias decidida pela Comissão Disciplinar da Liga, que afasta o treinador do banco no último jogo do campeonato a disputar em Leiria. E também é este descritivo que é contestado pelo técnico tricampeão nacional, que agora admite recorrer à justiça civil para repor o seu bom-nome, bem como ressarci-lo dos danos à sua imagem e ainda dos prejuízos patrimoniais que resultaram desta decisão.
Recorde-se que, logo no final da partida, na conferência de Imprensa que se seguiu ao jogo, Jesualdo Ferreira abordou a sua expulsão referindo ter "dificuldade em sentir, nos jogos, pessoas sem coragem" admitindo ter usado "uma palavra vulgar" quando se dirigiu ao assistente Bertino Miranda. "É uma palavra que não é insultuosa, é apenas aquilo que chamamos com vulgaridade, normalmente, às pessoas que não têm coragem, que têm algum medo."
O FC Porto já colocou o departamento jurídico do clube à disposição do treinador, oferecendo todo o aconselhamento necessário para avançar com o eventual processo.
Fonte: O Jogo.pt
O juiz lisboeta, recorde-se, desentendeu-se com Ricardo Peres, um dos adjuntos da equipa técnica leonina, antes do jogo com o V. Setúbal, disputado em Alvalade a 9 de Maio passado. A Comissão Disciplinar da Liga considerou que Duarte Gomes demonstrou «comportamento ilícito», mas salientou, na ocasião, que se verificou «causa de exclusão de culpa», decidindo por isso não castigar o árbitro.
Já o treinador de guarda-redes foi repreendido por escrito e multado em 400 euros.
Duarte Gomes será coadjuvado pelos assistentes Venâncio Tomé e José Lima.
Na recepção do Benfica ao Leixões, também marcada para sábado, vai estar João Capela, da AF Lisboa.
O jogo do líder Sp. Braga com o Olhanense, que abre a jornada sexta-feira em Olhão, será dirigido por Jorge Sousa, da AF Porto.
Nomeações:
Sexta-feira
Olhanense-Sp. Braga, Jorge Sousa (Porto)
Sábado
V. Setúbal-P. Ferreira, Hugo Miguel (Lisboa)
Marítimo-Naval, Vasco santos (Porto)
Rio Ave-Académica, Pedro Henriques (Lisboa)
FC Porto-Sporting, Duarte Gomes (Lisboa)
Benfica-Leixões, João Capela (Lisboa)
Segunda-feira
V. Guimarães-U. Leiria, Paulo Baptista (Portalegre)
O Belenenses-Nacional foi adiado para o dia 10 de Outubro.
Nomeações II Liga:
Quinta-feira
Santa Clara-Feirense, Carlos Xistra (Castelo Branco)
Sábado
Trofense-Portimonense, Artur Soares Dias (Porto)
Freamunde-Varzim, Jorge Tavares (Aveiro)
Gil Vicente-Fátima, Pedro Proença (Lisboa)
Penafiel-Sp. Covilhã, Luís Reforço (Setúbal)
Carregado-Desp. Chaves, Luís Catita (Évora)
Desp. Chaves-Estoril, João Ferreira (Setúbal)
Beira-Mar-Oliveirense, André Gralha (Santarém)
Fonte: A Bola.pt

A comissão disciplinar escreve que ficou demonstrado que o jogador "tombou no relvado sem que tenha sofrido rasteira, fazendo com que a equipa de arbitragem assinalasse, erradamente, essa falta" (...)
A comissão disciplinar esclarece ainda que de acordo com os regulamentos, "o jogador que provoque uma decisão errada da equipa de arbitragem por ter simulado de forma evidente falta inexistente que conduza à marcação de pontapé de grande penalidade a favor da sua equipa, com beneficio para a sua equipa na atribuição final dos pontos em disputa (...) é punido com pena de suspensão de um jogo na primeira infracção (...)".
No documento lê-se também que existiu "uma simulação evidente" na medida em que "o único contacto físico entre os dois jogadores verificou-se ao nível da mão esquerda do jogador adversário na região abdominal do jogador arguido, sendo manifestamente insuficiente para justificar 'a falta reflectida na intervenção técnica e disciplinar do árbitro'".
E conclui: "Em rigor, ao contrário do sustentado pelo jogador arguido quando inquirido, a sua queda nunca poderia ter ocorrido como ocorreu: para a frente e de corpo direito".
in JN, 01/04/2009

Fonte: Reflexão Portista

Não sendo a do patinho feio, esta é a história de alguém que sempre foi tratado de forma diferente.
Tudo começou muito cedo, logo pela própria mãe que, achando que ele era muito mais forte do que as outras crianças da mesma idade, decidiu dar-lhe a incrível alcunha de Hulk.
Fez-se, um dia, jogador a sério e, quando regressou a Portugal, mesmo antes de o verem actuar, já o seu nome-de-guerra provocava as habituais piadinhas de escárnio e maldizer. Apenas e só porque era… diferente.
Tão diferente era que arrasou tudo e todos, logo na sua primeira época na Europa. Elogios à diferença que fazia, dentro do campo, começaram, então, a chover de todos os lados.
E tão diferente prosseguiu que, a partir de certa altura, os árbitros passaram a considerar que, dado o seu porte físico, e jogando ele no FCP, poderia levar mais pancada que qualquer outro, sem que tal fosse devidamente sancionado.
Tão diferente continuou que, agora, querem fazer dele o primeiro craque da bola a levar mais amarelos e vermelhos do que todos aqueles que tanto o massacram durante todas as partidas.
Por último, para ser ainda mais diferente, vai passar também a ser o primeiro jogador que, mesmo já depois de expulso, um árbitro reconsiderou e decidiu (re)expulsá-lo de uma forma mais severa. (Depois dos célebres "sumaríssimos", eis que o nosso clube volta a ser pioneiro em mais uma inovação do futebol português).
Para atingir o cúmulo do diferenciamento, até alguns adeptos do próprio FCP, que já deviam estar vacinados e revacinados para este tipo de artimanhas, parecem dar o seu aval àqueles que querem passar, o pobre do Hulk, de vítima a réu, assim em duas penadas.
Quem não se engana é o “sistema” anti-FCP.
Logo à primeira jornada, já está bem acordado e sabe muito bem de onde vem o perigo real.
Se antes a táctica passava por travar, até fora das quatro-linhas, McCarthy, Quaresma e Lisandro, agora escolheram o Hulk.
Fonte: Reflexão Portista