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Categoria: Imprensa

altNão foi mais do que 1 minuto (38 segundos mais exatamente) o tempo que Jesualdo Ferreira esteve na sala de imprensa do Centro de Treinos PortoGaia, ao final da manhã de hoje. Dada a presença da equipa de reportagem do jornal "A Bola", o treinador do FC Porto recusou-se a fazer a antevisão do jogo com a União de Leiria, limitando-se a mostrar a sua "solidariedade" com o grupo de trabalho, face ao blackout decretado pelos jogadores em relação àquela publicação desportiva.

 

"Na vida fui sempre solidário com as causas que entendo que são justas e corretas. Num comunicado, os meus jogadores marcaram uma posição e emitiram uma opinião. Em nenhum  momento não marcaria a minha solidariedade com a equipa. Face a isto, encerro a minha presença na conferência", afirmou Jesualdo em pouco menos de um minuto de conversa com os jornalistas presentes na sala de conferências do Olival.

 

Fonte: Record

Categoria: Imprensa
Apesar da descida de 11 lugares (de 18.º para 29.º) em relação ao ano anterior, o FC Porto continua a ser o melhor clube português no ranking de 2009 da Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS). O Barcelona lidera a lista, seguido de Chelsea e Manchester United.
 
O Sporting teve uma queda ainda maior que os dragões, pois passou de 49.º para 62.º, constituindo uma descida de 13 posições. Já o Benfica registou a melhor subida entre os representantes portugueses. Os “encarnados” melhoraram em relação 30 clubes, passando do 96.º posto, para 66.º.
 
O Nacional (142.º) é o quarto clube português com melhor registo, superando o Sp. Braga, actual líder da I Liga. Os bracarenses (176.º) assinalaram mesmo a segunda maior queda portuguesa na tabela (38 lugares), apenas batidos pelo P. Ferreira (261.º), que desceu 56 lugares.
 
Classificação dos dez melhores clubes:
1.º Barcelona (Espanha), 341,0 pontos
2.º Chelsea (Inglaterra), 292,0
3.º Manchester United (Inglaterra), 291,0
4.º Shakhtar Donetsk (Ucrânia), 275,0
5.º Werder Bremen (Alemanha), 272,0
6.º Hamburgo (Alemanha), 264,0
7.º Arsenal (Inglaterra), 260,0
8.º Estudiantes de La Plata (Argentina), 243,0
9.º Cruzeiro (Brasil), 235,0
10.º Galatasaray (Turquia), 219,0
(...)
29.º FC Porto, 176,0
62.º Sporting, 145,0
66.º Benfica, 141,0
142.º Nacional, 104,5
176.º Sp. Braga, 90,0
261.º P. Ferreira, 74,5
Categoria: Imprensa

altO director do jornal A Bola considerou hoje "sem sentido" o corte de relações do plantel do FC Porto, na sequência da manchete de domingo sobre os incidentes no túnel do Estádio da Luz, após jogo com o Benfica.

Em declarações à agência Lusa, Vítor Serpa confessou sentir "um pouco de confusão por, em pleno século XXI, se continuar com a tendência de querer matar o mensageiro" e sublinhou a veracidade da notícia de que os jogadores portistas Fucile, Helton e Cristian Rodriguez também estiveram envolvidos, juntamente com Sapunaru e Hulk, nos desacatos com os "stewards".

"Estamos 100 por cento certos daquilo que escrevemos e dissemos. A notícia corresponde a uma realidade que nós afirmamos e de que estamos absolutamente seguros", referiu o director do diário desportivo, acrescentando que a "Comissão Disciplinar (CD) da Liga vai observar com certeza um vídeo que tem um determinado tipo de cenas que envolvem aqueles jogadores de que demos conta".

Salientando que os responsáveis editoriais de A Bola têm a notícia "como absolutamente confirmada", Vítor Serpa observou que foi aplicado "todo o cuidado na formulação da informação".

"Não fizemos qualquer tipo de juízo de valor. Sabemos que a CD da Liga vai ver as imagens e existe também uma queixa feita na Polícia, que decorrerá no âmbito da justiça que não será a desportiva. Não dissemos se as pessoas são culpadas, se foram agressoras ou não. Apenas damos conta de que essa situação é real", esclareceu.

Vítor Serpa lamentou que estas situações de corte de relações institucionais sejam recorrentes e recordou que o "há mais de um ano que a SAD do FC Porto tinha estabelecido que os jogadores não davam entrevistas" ao jornal A Bola.

"Gostaríamos de ter mais abertura para falar com os jogadores e nem sequer entendemos muito bem este tipo de comunicado porque o plantel do FC Porto sabe que não está autorizado a falar para A Bola há muito tempo, por razões várias que se prolongaram no tempo e que lamentamos, como essas guerras Norte/Sul", referiu, aludindo ao prestígio nacional e internacional do diário desportivo, que completa 65 anos a 29 de Janeiro.

Referindo-se à história da publicação, Vítor Serpa, que defendeu que o jornal não pode ser "vilipendiado por dar uma notícia com todo o sentido de verdade", acentuou que jamais se cometeria "o sacrilégio de publicar, com o destaque que teve, uma notícia que não estivesse devidamente confirmada".

"É uma notícia desagradável para alguns jogadores do FC Porto? Bom, a nossa ideia é que não podemos pensar que as notícias são agradáveis ou desagradáveis. Qualquer notícia é desagradável para alguém. Se quisessemos esconder notícias que seriam eventualmente desagradáveis a terceiros, os jornais morreriam, acabavam-se as notícias", disse.

Apesar do "blackout", Vítor Serpa salientou que "o acesso à informação é inatacável" e notou que A Bola "não vai abdicar de todo o tipo de direitos" consagrados na lei no acompanhamento noticioso da equipa do FC Porto.

No comunicado do FC Porto, que perdeu por 1-0 na visita ao Benfica, em jogo da 14.ª jornada da Liga Sagres, o plantel profissional dos campeões nacionais sustenta o corte de relações com a "falta de rigor e isenção na edição de 3 de Janeiro, no que concerne a ocorrências após o jogo no Estádio da Luz"."

O Jogo

Categoria: Imprensa

O FC Porto continua como a ser um dos favoritos à conquista do título mas há um duplo semáforo de sinal encarnado a travar a habitual caminhada de ouro sobre azul rumo ao primeiro lugar: a afirmação Sp. Braga e a confirmação Benfica, vencedores do campeonato de Inverno, que vão passar o Natal com mais quatro pontos do que os tetracampeões nacionais. E assim se fecha o trio de candidatos ao triunfo na Liga portuguesa, na qual a surpresa entronca numa mera troca de nome: o Sporting de Portugal desceu um degrau e luta agora pelo primeiro lugar a seguir aos grandes; o Sp. de Braga subiu um posto e arrisca suceder a Belenenses e Boavista como o próximo não grande a sagrar-se campeão.

altMANCHA NO TÚNEL Do sinal encarnado para a bolinha vermelha no canto da imagem, acentuou-se uma regra que já surgira no passado: os grandes encontros nunca terminam com o último apito do árbitro e os túneis vão somando manchas no futebol português. Cardozo e Leone abriram hostilidades na recepção dos arsenalistas aos lisboetas (acabaram ambos expulsos logo no intervalo. Já se tinha visto um autêntico circo de feras digno de Xutos & Pontapés ainda no relvado), em Outubro. Sucedeu uma semana depois de Ruben Micael - a grande referência da prova extra primeiros classificados, que conseguiu ainda marcar sete golos na Liga Europa - ter alertado a comunicação social "para as coisas estranhas que se passavam nos túneis", sobretudo no Estádio da Luz (que motivaram, no último ano, castigos a Nuno Gomes, Rui Costa e Paulo Gonçalves após um Benfica-Nacional). Para fechar o 14.º capítulo em beleza, foi a dupla Hulk e Sapunaru a ser expulsa após o final do clássico por alegada agressão a um segurança do estádio. Mais uma vez, os intervenientes disseram que não viram nada e está tudo dependente das câmaras de vigilância internas. As mesmas que, no caso de Cardozo, não conseguiram mostrar qualquer agressão do paraguaio.

O QUE SE MANTEVE O Nacional mostra que a última campanha não foi obra do acaso e conjuntos como V. Guimarães ou Marítimo assumem-se como candidatos a lugares europeus; em contrapartida, Académica, V. Setúbal ou Belenenses lutam para não descer de divisão. Até aqui tudo mais ou menos dentro da normalidade. Mas o maior ponto de contacto com as épocas transactas é mesmo a arbitragem - todos reclamam, alguns têm razão mas poucos (ou nenhuns) conseguem inverter a tendência em voga.

Do pouco tempo útil de jogo (o último Benfica-FC Porto teve 37 minutos em 90 possíveis) ao excesso de cartões (o Olhanense-Benfica teve 13, sendo que nenhum encontro terminou sem haver pelo menos um), passando pelo crescente número de paragens (o Belenenses-Naval, partida com menos paragens até ao momento, teve 72, mas o Rio Ave-Sp. Braga foi interrompido em 176 ocasiões), os juízes da Liga profissional continuam a estar na mira de todos os responsáveis. Até nas nomeações, como se viu com a chamada de Duarte Gomes (com quem o Sporting tem processos ainda a decorrer) para o clássico dos leões no Dragão.

Mas algo mudou - o tom. E a forma de criticar: nesta altura, fala-se de ameaças telefónicas a alguns árbitros que dirigiram encontros de candidatos ao título. A Polícia Judiciária estará a investigar o teor das chamadas e mensagens escritas mas, como têm número inglês, é coisa para demorar algum tempo.

O QUE MUDOU O Leixões passou dos primeiros para os últimos lugares da classificação - no plano oposto ao Rio Ave -, o P. Ferreira desceu da metade inicial para posições mais desconfortáveis mas o Sporting tem sido a surpresa (pela negativa) da prova: cinco vitórias em 14 jogos (apenas duas por mais de um golo de diferença) e um futebol cinzento e pouco atractivo. José Eduardo Bettencourt, o líder dos lisboetas, continua a afirmar que a segunda volta será melhor porque os leões vão investir no mercado. Mas ficará sempre a pergunta: e se esse esforço tivesse sido feito no Verão? Uma coisa é certa - Paulo Bento, com diferentes soluções, poderia estar ainda no comando técnico. E não teriam existido aqueles quatro meses a mais em Alvalade.

A saída de Alex Ferguson da formação verde-e-branca foi só a penúltima gota num novo oceano que se abriu no campeonato: a despedida de treinadores. Excepção feita ao trio da frente e aos aflitos Leixões e Olhanense, todas as equipas já mudaram de técnico (João Carlos Pereira, do Belenenses, foi a 11.a vítima da expressão que todos usam mas poucos ou nenhuns sabem onde nasceu: a chicotada psicológica). E até José Mota e Jorge Costa começam a ficar pressionados pela falta de resultados. Mas, no meio do entra e sai, ressalve-se a constante aposta em nomes portugueses.

FIGURAS Keirrison, avançado emprestado pelo Barcelona, ainda não se mostrou no Benfica mas a verdade é que as águias souberam investir e Javi García, Ramires ou Saviola mostraram que o caro às vezes acaba por sair barato. Ao contrário do FC Porto, que teve olho de Falcao para suprir a saída de Lisandro, genica para colmatar a venda de Cissokho com a entrada de Alvaro Pereira (ambos desviados à última da hora do grande rival de Lisboa) mas ineficácia para disfarçar a ausência de El Comandante Lucho González. E continua a sofrer com isso.

Em planos opostos situam-se os dois Sportings, num duelo de "Kramer vs. Kramer:" o de Braga, sem grandes meios para arriscar, conseguiu a cedência do imprescindível Hugo Viana e reforçou-se com segundas linhas de melhor qualidade (à excepção de Possebon, emprestado pelo Manchester United); o de Lisboa, que já chegara ao fim de um ciclo, optou pelo pouco e barato (Angulo, Caicedo ou André Marques). Isso saiu-lhe mal. E caro.

 

Fonte: IOnline

Categoria: Imprensa

Porque hoje o jornal "Record" comemora 60 anos de existência, não queria deixar passar esta data em branco.

 

Assim deixo aqui um texto demonstrativo da qualidade e linha editorial deste "jornal":

Alexandre Pais, director de Record, Outubro 2008

 

alt

"Já não deve haver muitas dúvidas: este Benfica de Quique Flores/Rui Costa é o melhor dos últimos anos. Pelo menos, já não tinha ideia de uma jogatana dos encarnados ao nível daquela com que nos brindou na segunda parte da partida contra o Nápoles, para mais sem contar com quatro pesos-pesados: Carlos Martins (até aos 26 minutos) no banco, Suazo e Aimar lesionados, e Cardozo castigado.Ufffff! – suspiro enfim de alívio ao olhar para a manchete de ontem de Record. De facto, “Digno de Reyes” aplica-se perfeitamente ao jogo do Benfica, com o avançado espanhol a repetir a proeza de quatro dias antes, frente ao Sporting, e Nuno Gomes a confirmar, na execução superior de um golpe de cabeça, que está de volta aos seus melhores dias.As manchetes viram-se normalmente para os golos e para os “heróis” imediatos. Não fosse isso e eu preferiria salientar que foi da lucidez de Quique – com a aposta na dupla Luisão/Sidnei, que deu solidez à defesa, e com a recuperação de Katsouranis para a sua verdadeira posição, que dotou de outra profundidade e consistência o meio-campo – que nasceu o “novo” Benfica.E pensar que nos debatemos aqui, nos últimos anos, com a necessidade comercial de “pisar o risco”, incensando na 1.ª página vitórias tangenciais e exibições medíocres, do género “Águias voam alto” ou “Aí está o Benfica!”, tantas vezes quando o “alto” era baixo como o Colombo ou o “Benfica” que se exaltava nada tinha do Benfica que conhecíamos e que parece estar agora de volta. Será que já não precisaremos mais, não de mentir, mas de dar à verdade um embrulho de ouro para material de pechisbeque? Em nome de Record, agradeço os bons ofícios de D. Enrique Sánchez Flores."

 

Será preciso dizer mais?

 

Fonte: futebolar

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