Categoria: Arbitragem
Muito criticado pelo Benfica no polémico jogo de Guimarães, Olegário Benquerença disse ontem que está de "consciência tranquila", mas não escondeu que é desconfortável passar por este tipo de situações. "Não deve ser fácil levar com duas semanas como eu tenho levado. Ligo a rádio, ligo a televisão e vejo um jornal... não há coisas só boas, nem há coisas só más", afirmou o árbitro de Leiria, em Rio Maior, durante o IX Encontro Nacional do Árbitro Jovem. Considerando que pode servir de exemplo aos 60 jovens árbitros que o ouviam, Olegário Benquerença revelou que, por outro lado, este é um sinal positivo. "Não tenho dúvidas que todos vós gostariam de ser atacados como eu e os outros colegas somos. Se pudessem não ser, óptimo, mas significa que chegaram a um patamar mediático", referiu, passando aos conselhos. "Só os fortes sobrevivem, porque, senão o fôssemos, trucidavam-nos com toda a facilidade. Se não aguentássemos, fazíamos como o comum dos mortais e desatávamos à bofetada. Temos de ter a capacidade e força de espírito para resistir. Esta capacidade só está ao alcance de meia dúzia de predestinados, porque 90 por cento de quem nos critica, se alguma dia lhes pusessem um apito na boca, borravam-se todos, a começar por um senhor que eu não digo o nome, mas que tem o cabelo encaracolado", atirou. Também em Rio Maior, Luís Guilherme, presidente da APAF, assumiu que a avaliação feita por Vítor Pereira, na terça-feira, provocou "desconforto e perturbação no seio dos árbitros" por não serem previamente conhecidos os timings da intervenção do presidente da Comissão de Arbitragem da Liga. in OJOGO
Categoria: Imprensa
Ser treinador de futebol aos 32 anos não é para qualquer um. Ser treinador de um grande clube aos 32 anos é ainda menos provável. Ser treinador principal do FC Porto, lutar pelo título português e começar uma temporada com nove vitórias consecutivas parece impossível para quem tem apenas 32 anos. Mas não é. André Villas-Boas é o novo rosto do Dragão e está a justificar plenamente a enorme fé e confiança que dois grandes nomes do futebol mundial tiveram nele.O FC Porto é líder isolado da Liga ZON Sagres. São cinco vitórias consecutivas no campeonato sob o leme do novo treinador, às quais se juntam a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao campeão nacional Benfica, e mais três triunfos na UEFA Europa League. Um pleno de sucessos na primeira grande aventura de André Villas-Boas como treinador principal, um primeiro desfecho para uma história recheada de improbabilidades e coincidências felizes.O percurso de Villas-Boas no futebol começou em 1994, quando tinha apenas 16 anos. Não como um jogador predestinado a ser um estrela, já que era apenas um jovem que adorava futebol, que queria tirar um curso de educação física e sonhava vir a estar, um dia, envolvido no desporto do qual tanto gostava. E o destino deu uma ajuda.Sir Bobby Robson era, por essa altura, o treinador do FC Porto – clube com o qual conquistou dois títulos portugueses – e da equipa técnica do inglês fazia parte, como tradutor, um tal de José Mourinho. Robson não demorou a entusiasmar todos os adeptos portistas, mas havia um que não estava totalmente de acordo com as opções do técnico inglês.Habituado a vibrar, durante muitos anos, com os golos do avançado Domingos – actual treinador do Braga -, André Villas-Boas não percebia como é que o ponta-de-lança passava tanto tempo no banco de suplentes. Foi quando deu o passo que mudou a sua vida. Aproveitando o facto de viver no mesmo prédio do treinador britânico e demasiado tímido para o abordar directamente, Villas-Boas decidiu escrever uma carta a explicar as razões do seu descontentamento e colocá-la na caixa de correio de Robson.E o antigo seleccionador inglês gostou do que leu, já que, alguns dias depois, falou com o miúdo André e desafiou-o a começar a recolher dados estatísticos dos jogos do FC Porto para comprovar as suas teorias sobre Domingos. E os relatórios elaborados por Villas-Boas eram tão completos que Robson o convidou a estagiar nas equipas técnicas das camadas jovens do clube portista, além de convencer a começar a tirar o curso de treinador de futebol.Dois anos depois, Bobby Robson e José Mourinho rumaram ao FC Barcelona, mas Villas-Boas continuou a trabalhar nos escalões de formação do FC Porto onde, em 2002, voltaria a encontrar José Mourinho.Ainda não era o Special One, mas Mourinho dava os primeiros passos rumo ao estrelato e contava com Villas-Boas para lhe dar uma mãozinha. Responsável pela observação dos adversários, viveu de perto as vitórias na Taça UEFA (2003) e na Liga dos Campeões (2004), mantendo-se nas equipas técnicas de Mourinho durante as passagens pelo Chelsea e Inter de Milão.Mas Villas-Boas queria mais e, em Outubro de 2009, tornou-se treinador principal da Académica, mantendo a equipa de Coimbra no principal escalão do futebol português e, mais importante do que isso, colocando os estudantes a jogar um futebol atractivo.Despertou o interesse do Sporting e do FC Porto, acabando por rumar ao Dragão onde procura, agora, seguir os passos dos seus dois grandes mentores. Tanto Bobby Robson, falecido em 2009, como José Mourinho foram bicampeões no FC Porto, uma coincidência que André Villas-Boas não se importaria, certamente, de repetir, mas com um estilo muito próprio.É que, enquanto grande parte dos treinadores tem como objectivo treinar nas grandes ligas europeias, o treinador portista pensa noutras paragens para o seu futuro. “Gostava de treinar na Argentina, no Chile e no Japão”, disse, recentemente, André Villas-Boas. Mas esses objectivos ficam para mais tarde. Agora, é tempo de procurar manter o registo 100 por cento vitorioso no FC Porto e, quem sabe, igualar os títulos obtidos pelos dois mestres na Cidade Invicta.in fifa.com
Categoria: Declarações
O ex-guarda-redes do FC Porto, Vítor Baia, lamentou hoje não ter tido uma festa de despedida à altura dos 26 anos que dedicou aos “dragões”, clube que representou pela ultima vez num particular com o Leixões.Vítor Baia, que falava à margem de uma visita a uma escola de Baguim do Monte, Gondomar, recordou a promessa da festa de despedida feita pela direção do FC Porto, quando pendurou as luvas, e disse que continua à espera.“Quando acabei a minha carreira foi isso que me prometeram e gostava, após tantos anos ligado ao clube e às páginas mais bonitas da sua história, de me despedir dos adeptos e agradecer-lhes o carinho e a forma como me trataram ao longos dos anos”, disse.Afastado da vida ativa desportiva desde que deixou este ano o cargo de diretor do FC Porto, por não caber na sua estrutura, Vítor Baia está neste momento virado para as actividades da sua fundação e para os seus negócios. “Não deixei o FC Porto com mágoa. Tenho objetivos de vida e projetos pessoais em curso e ao não caber na estrutura do FC Porto, não me restou outra saída”, disse Baia, frisando: “As pessoas quando não estão bem, saem”.A saída do FC Porto, ainda de acordo com Baia, após 26 anos de ligação, tem a ver com a conjuntura atual. “O cargo que ocupava estava vazio de conteúdos e como não havia espaço na área do futebol...”, explicou.“Gosto muito do FC Porto e não ia aproveitar a situação de estar ligado ao clube por estar. Decidi de consciência em sair e dedicar-me aos meus projetos pessoais. À minha fundação e os meus negócios”, adiantou.Questionado pelas crianças da escola de Baguim do Monte se estaria a pensar um dia regressar ao FC Porto, nomeadamente como presidente, Baia sorriu e disse que não sabe o que o espera no futuro.“Não posso dizer desta água não beberei, mas neste momento o clube tem presidente e o cargo está bem entregue”, respondeu, tranquilo, Vítor Baia às crianças que o interpelavam, no âmbito da sua visita.O ex-guarda-redes abordou ainda o bom momento vivido pelo FC Porto e recordou que tal não é novidade, pois é um clube que luta sempre pelo título, independentemente das circunstâncias.“Espero que as coisas continuem a correr desta forma. A minha forma de ver e de pensar, não só no desporto como na própria vida, é que não desejo mal aos outros para aparecer como salvador da pátria”, disse.Vítor Baia deslocou-se a Baguim do Monte no âmbito de uma visita associada à iniciativa “A PT com o desporto escolar”, cujo objetivo é promover a pratica desportiva e a adoção de um estilo de vida saudável.“Este é um excelente projeto da PT e a mensagem que levámos às escolas neste três anos tem sido de grande importância. A nossa missão é tentar transmitir conhecimentos que ajudem os jovens a ser amanhã o futuro de Portugal, de uma forma sustentada”, disse.A mensagem a passar às crianças “inclui valores como seriedade e honestidade, questões de cidadania e a abordagem aos problemas da má alimentação ou a temas atuais como a violência escolar, droga e tabagismo”.
Categoria: Arbitragem
O presidente da Comissão de Arbitragem da liga, Vítor Pereira, fez esta terça-feira um balanço ao trabalho dos árbitros nas primeiras jornadas dos campeonatos nacionais. Com a ajuda de vídeo, explicou que o Benfica tem razão nas queixas de uma grande penalidade e um fora-de-jogo, frente ao V. Guimarães, e que o Sporting teve um golo mal validado, frente à Naval. Numa conferência de imprensa que durou cerca de uma hora, Vítor Pereira analisou 20 lances polémicos das primeiras cinco jornadas, explicou os critérios que presidem à avaliação dos árbitros e deu a sua opinião sobre cada um dos momentos polémicos.Sob avaliação estiveram 20 lances, repartidos entre foras-de-jogo, disciplina e grandes penalidades. Especial atenção, claro, para os lances do V. Guimarães-Benfica, jogo que levou os encarnados a reagirem violentamente contra o que consideraram quatro erros de arbitragem.Vítor Pereira falou de forma clara, dando a sua opinião. Não disse que Aimar sofreu penalty, mas disse que Carlos Martins foi derrubado em falta.Sobre a grande penalidade reclamada por Aimar, reconhece ser complicado: «Ao vivo ficamos com a noção de que é o defesa que joga a bola, mas na televisão percebe-se que o avançado coloca o pé entre a bola e o defesa e este corta a bola e também acerta na perna do avançado. É um lance complicado».Sobre a grande penalidade reclamada por Carlos Martins, Vítor Pereira assume erro do árbitro: «Há um grande aglomerado de jogadores, e quando o defesa estica a perna para jogar a bola, não lhe acerta e impede o adversário de progredir. Havia lugar à marcação de uma grande penalidade. Da mesma forma, no mesmo jogo, disse que Cardozo estava fora-de-jogo «milimétrico» num lance em que acaba por introduzir a bola na baliza e que a Saviola foi um fora-de-jogo mal assinalado, por «mau posicionamento» do árbitro auxiliar.Ainda sobre o primeiro golo do Sporting frente à Naval (apontado por Liedson), num jogo que os leões venceram 3-1, Vítor Pereira disse que Liedson estava fora de jogo, pelo que o lance foi mal validado. Acho muito bem falar-se de arbitragem só que quando o FCP está em primeiro lugar, fala-se descaradamente dos erros que desfavorecem o SLB, mas para o primeiro jogo oficial deste ano ninguém veio falar da pessima arbitragem que favoreceu o SLB, com tanta expulsão que merecia ter, esse bando de caceteiros.Enfim isso já estou habituado a ver nestes ultimos anos, agora que falta fez este pesar de conscìência no ano passado, aí sim dava valor a este senhor.
Categoria: FCPorto
A secção de atletismo do FC Porto está suspensa por «tempo indeterminado», anunciou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, o director da modalidade, Fernando Oliveira. A suspensão deve-se à súbita mudança de regulamentos imposta pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).Depois de se ter sagrado campeão nacional de clubes em pista coberta e ao ar livre, em femininos, o FC Porto foi confrontado com uma decisão da assembleia-geral da FPA, de 24 de Julho, comunicada oficialmente apenas a 1 de Setembro. De acordo com a nova regulamentação, os atletas estrangeiros que tenham competido, nos últimos 12 meses pelas suas selecções, não podem participar nos campeonatos nacionais colectivos. Essa decisão impede os Dragões de cumprirem compromissos assumidos com atletas comunitárias, que ajudaram os azuis e brancos a quebrar o longo ciclo de invencibilidade do Sporting.Na conferência de imprensa, que contou com a presença do presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, Fernando Oliveira explicou a situação: «No último ano, fomos pela primeira vez campeões nacionais, com toda a legitimidade e mérito. O FC Porto utilizou 26 atletas, das quais 18 portuguesas de nascença, a maioria delas das nossas escolas. Para além disso, tínhamos oito atletas de origem comunitária. Nesta última época, proporcionamos aquele que talvez tenha sido o melhor meeting de atletismo em Portugal, com algumas das melhores atletas do mundo. Não contávamos que isso fosse criar tanta azia à FPA, na pessoa do seu presidente». O responsável pelo atletismo azul e branco descreveu depois o processo que levou à aprovação dos regulamentos: «Em finais de Julho, a FPA promoveu a assembleia-geral, cuja ordem de trabalhos a Associação de atletas apenas conheceu com dois dias de antecedência. Os objectivos da assembleia patrocinada pelo presidente foram conseguidos, com a aprovação dos novos regulamentos de transferência, indecorosos, ilegais e com o único propósito de prejudicar o FC Porto. Perante este cenário, e não havendo recuo da federação, a secção lamenta informar que vai suspender a sua actividade, por tempo indeterminado, pelo menos enquanto Fernando Mota se mantiver como presidente da federação, colando-se ao clube nosso adversário». Fernando Oliveira comunicou ainda aos jornalistas que o departamento jurídico do clube já está a trabalhar para que a federação seja responsabilizada pela «ilegalidade cometida», que «fere a norma da livre circulação de atletas comunitários». O FC Porto pretende ser ressarcido por «danos materiais e morais»: «Espero que o secretário de Estado do Desporto possa ter uma palavra a dizer. Isto foi tratado à revelia dos clubes e em tempo recorde. Não vamos deixar o caso morrer, mas enquanto Fernando Mota for presidente não há qualquer hipótese de voltarmos a competir».
Decididamente não há vergonha no futebol português, o clube que se diz campeão nacional volta novamente a fazer queixinhas. Da última vez que ouvi falar em ***cote, não ser porquê, faz-me lembrar uma final de taça designada SLB (só lucilio batista) ganha com uma mão que toda a gente viu que foi,pelo menos a parte benfiquista,onde até o jogador que fez o penalti lançou a medalha em sinal de protesto.Hoje voltaram novamente a este estratagema, uma vez que dizem e passo a citar "não defende condições de privilégio", antes reclama "igualdade de tratamento, isenção no momento de tomar decisões e verdade"- Isto é o quê, continuar a ganhar jogos onde tocar a bola com uma parte do corpo que não seja a mão seja grande penalidade.Mais,«São estes princípios que, infelizmente, têm faltado ao campeonato de futebol profissional da primeira Liga nestas primeiras quatro jornadas», maneira simpatica de tentar esquecer os frangos que sofreram em alguns jogos.Atacam tudo e todos e ainda por cima citam uma frase relativo a arbitros, um senhor que se acha dono do futebol europeu,A questão do apedrejamento do autocarro, quando nunca os ouvi falar do atear de chamas de um autocarro de uma claque portista no perimetro do estádio da luz.E ao dizerem aos adeptos para não comparecerem aos estádios onde o clube vai jogar já devem estar a pensar na continuação de maus resultados desportivos que vão continuarem a terDepois do caso CALABOTE estes senhores atacam a arbitragem como sendo aquilo que os impede de serem campeões,como o caso do jogo do ESTORIL PRAIA, no estádio do algarve.A entrega de uma camisola de NUNO GOMES no intervalo de um jogo,a um dos arbitros, Agora leiam todas as ordens da assembleia de urgência e digam (e sinceramente espero que me digam aquilo que pensam) aquilo que vocês acham.«Há momentos que exigem ponderação de análise e firmeza na acção. Há momentos que obrigam a uma participação alargada na tomada de decisões porque isso fortalece a decisão. Razões suficientes que justificaram a convocação de um plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica. Nunca defendemos condições de privilégio, o que sempre reclamámos na nossa história foi igualdade de tratamento, isenção no momento de tomar decisões e verdade.São estes princípios que garantem a credibilidade em qualquer sector de actividade, seja na política, na economia ou no desporto. São estes princípios que, infelizmente, têm faltado ao campeonato de futebol profissional da primeira Liga nestas primeiras quatro jornadas.Perante a evidência de tantos erros em tão pouco tempo, a esperança de um campeonato sério ainda não morreu, mas foi fortemente atingida. Aceitar com ligeireza o que se tem passado neste início de campeonato é negar o obvio e pactuar com a mentira.Qualquer generalização é perigosa e nós não o queremos fazer. Há árbitros competentes – temos essa consciência e essa certeza – mas, infelizmente, por acção de alguns, todos são postos em causa. O Benfica agirá sempre no estrito cumprimento da lei, não estando disponível para trilhar caminhos sinuosos que outros percorreram sem problemas de consciência e sem reparo ou castigo da justiça. Se for outro caminho que os benfiquistas querem seguir, então estes órgãos sociais não servem. No nosso mandato não vamos montar uma estrutura organizada à margem da lei, nem um modelo de violência e intimidação de agentes desportivos ou jornalistas. Essa não é a nossa postura, nem a nossa forma de agir. Ganhar dessa forma é apenas alimentar uma mentira.Da reunião do plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica foram assumidas as seguintes orientações:a) Reafirmar a total confiança do Clube nos seus atletas e na sua equipa técnica, e a garantia de que ninguém vai desistir dos objectivos propostos no início da presente temporada. Resistir é próprio dos que nesta casa se bateram e continuarão a bater pela verdade no futebol português.A falta de credibilidade que está a atingir a arbitragem enfraquece o futebol e só quem não está preocupado com o futebol pode estar satisfeito com a presente situação. Não é ilibando, nem protegendo aqueles que reiteradamente erram que se protege o futebol. Há quem veja e queira fazer-se de cego. A esses, essa cegueira tem de custar-lhes caro.O futebol protege-se agindo, assumindo as medidas necessárias para que a transparência regresse à nossa arbitragem. Quem tem responsabilidades perante a actual situação tem de se fazer ouvir.O futebol não é viável sem verdade e sem acções. O senhor Vítor Pereira deve pronunciar-se sobre o que se passou, sobre o que pensa fazer para o futuro e sobre o entendimento que tem – na forma e no tempo - sobre a homenagem promovida no dia 5 de Setembro, pela Associação de Futebol do Porto, ao senhor Olegário Benquerença. Citando o Presidente da UEFA, Michel Platini “os árbitros incompetentes devem ser varridos do futebol”. Pela nossa parte, acabou a tolerância com árbitros incompetentes ou habilidosos.Cada um deve assumir as suas responsabilidades e o senhor Vítor Pereira tem a obrigação de garantir condições de igualdade nos critérios e na acção dos árbitros a todos os clubes em Portugal. Algo que até aqui não aconteceu.b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.A equipa já sabe que vai ter de lutar contra muitas adversidades, algumas previstas, outras totalmente imprevistas - já o sentiu neste início de época - e vai conseguir superá-las, mas os sócios e adeptos do Sport Lisboa e Benfica não devem continuar a ser lesados económica e emocionalmente. A nossa ausência será o melhor indicador da nossa indignação.c) Solicitar ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica a suspensão imediata de quaisquer negociações relativas aos direitos televisivos relativos aos jogos da sua equipa profissional a partir da época 2012/13 que possam estar a decorrer com a Olivedesportos. Mais, foi igualmente solicitada uma avaliação no sentido de apurar a possibilidade do Clube passar a gerir de forma autónoma os seus direitos audiovisuais. Não podemos continuar a tolerar que a falta de seriedade dentro de campo tenha a cumplicidade daqueles que, tendo os nossos direitos televisivos, não revelam isenção na análise e camuflam os erros daqueles que sistematicamente nos prejudicam.d) Equacionar, em face do desgaste e da falta de garantias de isenção na arbitragem agora evidenciadas, a participação na presente edição da Taça da Liga.e) Solicitar à comunicação social que, fazendo o seu trabalho, denuncie quem adultera as regras. Que investigue as notas que alguns observadores têm atribuído a algumas actuações de árbitros. Que compare aquilo que sucedeu no campo com a nota posteriormente atribuída.f) Solicitar ao Senhor Ministro da Administração Interna uma audiência para debater a violência de que a equipa do Benfica tem sido alvo cada vez que se desloca ao Porto. Não queremos confundir as gentes do Porto – que seguramente não se revêem neste tipo de comportamento – com um grupo de delinquentes que organizada e reiteradamente e de forma impune têm vandalizado o autocarro do Benfica e atentado contra a integridade física dos seus atletas.g) Declarar o Secretário de Estado ‘persona non grata’ pelo trabalho que prestou ao futebol português. Abandonou a anterior Direcção da Liga no seu combate pela credibilização do futebol português, alheou-se – por completo – do processo “apito Dourado”. É, ainda, o responsável por nada fazer para aplicar a lei, pelo que a arbitragem e a Comissão Disciplinar continuam na Liga, quando já deviam estar na Federação Portuguesa de Futebol desde 1 de Julho.Para além de tudo isto, lamentar as declarações desrespeitosas que o secretário de Estado teve para com o Sport Lisboa e Benfica e que branqueiam o comportamento daqueles que adulteram a verdade desportiva.Quem se demite das suas responsabilidades, deve saber que isso tem consequências.Queremos concluir dizendo que compete aos benfiquistas defender o Benfica e apelando a todos para amanhã, no nosso estádio, darmos uma grande demonstração da nossa força e da nossa união.» 22:21 - 13-09-2010
Categoria: FCPorto
O FC Porto ganhou em três campos. Em casa contra o Braga, por 3 a 2, mas também em Alvalade e em Guimarães, aproveitando os deslizes de Sporting (empate) e Benfica (derrota) para ampliar a vantagem no topo do campeonato. Os Dragões só sabem vencer em 2010/11, contanto sete vitórias em outros tantos jogos oficiais, e, este sábado, enfrentaram e superaram o desafio mais complicado que tiveram até agora.Pela frente estava o vice-campeão em título e o Braga provou que não perdeu gás em relação à época passada, conseguindo estar a vencer por duas vezes no Estádio do Dragão. Mas aos golos de Luís Aguiar e Lima responderam Silvestre Varela, por duas vezes, e um enorme Hulk, concretizando a reviravolta e um triunfo que dará ainda mais confiança a uma equipa que respira... confiança.E que jogo se viu no Estádio do Dragão! FC Porto e Braga protagonizaram aquele que foi, até agora, o melhor espectáculo na Liga 2010/11, com cinco golos, muita emoção e incerteza até ao último apito do árbitro.Foi o Braga a primeira equipa a festejar. Aos 16 minutos, o uruguaio Luís Aguiar cobrou, na perfeição, um livre directo e bateu Helton para o 1 a 0. A resposta portista surgiu por obra e graça de Hulk, que ameaçou por duas vezes – numa das quais rematou ao poste – antes de começar a escrever a história do jogo.Aos 33 minutos, o brasileiro fugiu pelo flanco direito, tirou Elderson do caminho e cruzou para um cabeceamento bem sucedido de Silvestre Varela, que resultou no 1 a 1.Hulk voltou em grande dos balneários e protagonizou uma jogada fantástica, quando ultrapassou quatro defesas adversários, fintou o guarda-redes, mas Felipe ainda teve calma e classe para travar o remate do compatriota.Um minuto depois repetiu-se o duelo, com Felipe a defender o remate de Hulk e, de repente, o Braga voltou a ficar em vantagem no jogo. Aos 61, Lima decidiu-se por um remate de muito longe e a bola só parou no fundo das redes.Na situação mais complicada que já viveram esta época, os adeptos do FC Porto não tiveram, porém, tempo para ficar nervosos. Apenas dois minutos depois do segundo golo do Braga, Hulk recebeu uma assistência perfeita de Alvaro Pereira e rematou muito forte para o 2 a 2. O brasileiro já é o melhor marcador da Liga portuguesa.Num período verdadeiramente louco do jogo, aos 68, os Dragões conseguiram dar a volta ao encontro. Falcao segurou a bola e lançou a entrada de Varela que, com um remate poderoso e ao ângulo, fez o 3 a 2 final.árbitros: Pedro Proença (Lisboa), Tiago Trigo e André Campos; 4º Árbitro: Vasco Santos.FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.Substituições: João Moutinho por Rúben Micael (66m), Falcao por Cristian Rodríguez (77m) e Varela por Souza (83m).Não utilizados: Beto, Fucile, Walter e Otamendi.Treinador: André Villas-Boas.SC BRAGA: Felipe; Sílvio, Moisés, Rodriguez e Elderson; Alan, Leandro Salino, Vandinho «cap» e Paulo César; Luís Aguiar e Lima.Substituições: Elderson por Miguel Garcia (65m), Lima por Matheus (67m) e Luís Aguiar e Hugo Viana (72m).Não utilizados: Artur Moraes, Paulão, Andrés Madrid e Elton.Treinador: Domingos Paciência.Marcadores: Luís Aguiar (16m), Varela (33m), Lima (61m), Hulk (62m) e Varela (70m).Disciplina: cartão amarelo a Fernando (15m), Rodriguez (36m), Paulo César (43m), João Moutinho (56m), Leandro Salino (72m), Belluschi (81m), Sapunaru (89m).DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDAAndré Villas-Boas: «O mais importante foi termos sido capazes de demonstrar equilíbrio e controlo emocional. Se o tivéssemos perdido, entraríamos num jogo que não é o nosso, num jogo de transição, de ganho e perda de bola. Se assim fosse, não teríamos ganho. Na forma como abordamos as partidas, a pausa é tão importante como a pressa. Só esse grande rigor mental nos permitiu ganhar este jogo. Nunca perdemos o controlo emocional. Defrontámos um Braga extremamente motivado, mas também com grande organização, especialmente em termos defensivos. O Braga pune o erro do adversário como ninguém, é capaz de matar qualquer equipa em transição. Foi um jogo de grande exigência mental. Depois do golo do Braga, se não tivéssemos sido rigorosos e tivéssemos ido de encontro ao que o público pedia em termos de pressa, seríamos rapidamente punidos com o 2-0. É preciso ter algum cuidado com a nossa situação no campeonato. Está a ser um início completamente anormal. Os nossos adversários mais directos foram extremamente penalizados, mas há equipas em ascensão e ninguém nos diz que o Guimarães não pode fazer o mesmo que o Braga fez no ano passado. Neste momento, qualquer ponto reduzido em relação ao FC Porto pode ser um grande balão de oxigénio para os outros. Temos de nos manter lúcidos e continuar a ganhar. Temos deslocações importantes e difíceis fora, por isso é importante continuar a manter a regularidade exibicional.»
in jornal i Nos últimos cinco anos, os portistas são aqueles que mais dinheiro fizeram com vendas de jogadores: 249,1 milhões, o dobro do Benfica.Incrível mas verdadeiro. É português o clube que melhor vende (por favor, não confundir com o clube que mais vende, em quantidade de jogadores) desde o Verão de 2006 até ao de 2010 - e, atenção, não estamos aqui a contar com os 98,9 milhões de euros do Verão 2004 (ver ao lado), quando o FC Porto se deu ao luxo de despachar sete recém-campeões europeus, incluindo os três marcadores de golos dessa final da Champions, com o Monaco: Carlos Alberto, Deco e Alenitchev. Não, aqui não entram esses números exorbitantes. É só de 2006 em diante e, mesmo assim, o FC Porto domina as atenções, com 29 milhões de euros de avanço sobre o Real Madrid.Se estendermos o ranking de 2004 a 2010, o FC Porto é ainda o rei, com 397,9 milhões de euros, seguido do Real Madrid (306,2 milhões de euros), Inter (305,7 milhões) e Manchester United (279,2 milhões).REALIDADE Todos os anos, o FC Porto vende com critério, sem targets específicos. No top 10 dos mais vendidos de 2006 a 2010, só há um clube repetido: o francês Lyon, com Lisandro e Cissokho. De resto, é uma autêntica Torre de Babel, que não entra em conflito com a dos Clérigos. Que o diga Manchester United (Anderson), Real Madrid (Pepe), Inter (Quaresma), Zenit (Bruno Alves), Chelsea (Bosingwa), Marselha (Lucho González), Liverpool (Raul Meireles) e Werder Bremen (Diego).Há todo um leque original de compradores que vão ao baú do FC Porto e enchem-no de dinheiro: 249,1 milhões de euros, para ser mais exacto. Quase o dobro do Benfica (125 milhões), a segunda força nacional neste capítulo das vendas. O Sporting está em terceiro, com 64,7 milhões de euros - aliás, no panorama dos grandes da Europa, os leões foram os menos empreendedores dos últimos cinco anos, só acompanhado de perto pelo Bayern Munique (80 milhões), sempre cauteloso na hora de pagar por quem quer que seja, menos por Robben, a quem deu 24 milhões de euros ao Real Madrid e agora paga 11 mil euros por dia para o ver a recuperar de uma lesão até Janeiro.Virando o bico ao prego, o melhor Verão de sempre em termos de vendas foi do Inter, em 2009, com 104,4 milhões, graças sobretudo ao Barça (69,5 milhões por Maxwell e Ibrahimovic) e ao Genoa (28 milhões pelo quinteto Acquafresca, Bonucci, Meggiorini, Fatic e Bolzoni). O caso de Van der Vaart é só um, entre muitos, e serviu essencialmente para o Real Madrid encaixar finalmente algum dinheiro com uma transferência, após um Verão inteiro a gastar 81 milhões de euros em reforços (Di María, Özil, León, Khedira, Ricardo Carvalho e Canales). Com Van der Vaart no Tottenham, o Real Madrid ultrapassa o Inter no ranking dos clubes mais vendedores nos últimos cinco anos. Porque isto do negócio do futebol não é só comprar e comprar, e também passa por vender uns activos, os madridistas sobem ao segundo lugar mas continuam atrás do FC Porto, o rei do mercado.
O FC do Porto incorre na perda de três pontos, já neste campeonato, devido ao suposto aliciamento ao avançado do Marítimo,o brasileiro Kléber. O regulamento disciplinar da Liga cuja última actualização aconteceu a 30 de Junho, é bem explícito quanto ao aliciamento de jogadores , pelo que se os insulares, conforme prometeu o presidente destes Carlos Pereira, accionar uma queixa formal contra os portistas, estes incorrem num castigo que passa pela perda de três pontos e ainda a proibição de registar o referido jogador como reforço. A notícia é avançada esta quarta-feira pelo jornal Diário de Notícias da Madeira, segundo o qual Carlos Pereira tem em mãos documentos que podem comprometer a SAD portista, entre os quais o facto de ter direito de opção na compra do passe o jogador no final do empréstimo, portanto uma cláusula que não foi respeitada. Em Julho, o líder maritimísta já havia deixado o aviso ao Porto, acusando os dragões de aliciamento. Contactado já hoje pela RR, Carlos Pereira disse somente que deposita total confiança na justiça desportiva, e mantém a posição há muito manifestada.O prazo de inscrições terminou ontem e Kléber continua a treinar no plantel do Atlético Mineiro, apesar de estar emprestado mais uma época ao Marítimo. Entretanto foi inscrito na Liga para a presente temporada pelo emblema maritimísta, o que reforça o facto de, pelo menos até Dezembro só poder jogar pelos verde-rubros. Recorde-se que o vínculo contratual de Kléber com o Marítimo só termina em Junho de 2011, pelo que a SAD do Marítimo terá exigido cerca de 470 mil euros de compensação – 20% do valor acordo na transferência – para libertar o jogador no imediato, pretensão que não foi atendida nem pelo Atlético Mineiro nem pelo FC Porto, que negociaram o passe do jogador a 23 de Junho por cerca de 2,5 milhões de euros.IN FUTEBOL PORTUGAL
Segue-nosFacebook  Twitter  Blogger