Na época 2004/2005, rebenta o apito dourado, com o afastamento do presidente da Liga de clubes, Valentim Loureiro, e espaço aberto para o director executivo da Liga, Cunha Leal. No dia 7 de Dezembro de 2004, o apito dourado chega ao FC Porto, dia em que o FC Porto jogava contra o Chelsea, e tinha que vencer e esperar pelo resultado do outro jogo, para passar aos oitavos de final.Felizmente e mais uma vez, a equipa, mesmo com o Presidente a ser ouvido no tribunal e apenas ter chegado ao Dragão, perto do final do jogo, conseguiu ganhar ainda mais força e vencer o Chelsea de Mourinho.
Apesar de na época 2004/2005, ter sido possivel assistir, ao campeão mais injusto que tenho memória, ainda assim, o FC Porto, com os erros de gestão do futebol (3 treinadores numa só época), contratações erradas, o Cunha Leal a dirigir a Liga cuidadosamente ao serviço do seu clube do coração (quem não se lembra dos inumeros sumarissimos aos jogadores do FC Porto, do jogo no Algarve com o Estoril Praia e dos inumeros erros de arbitragem) foi possivel lutar pelo titulo até ao último jogo do campeonato contra a Académica no Dragão, ganhar 1 supertaça (contra o SLB) e ganhar o 6º titulo europeu (Taça Intercontinental).Como é obvio, que um campeão à força, sem base de trabalho e sem estrutura, resultou que nos 4 anos seguintes apenas ganhou 1 supertaça e 1 taça de liga, contra 4 campeonatos, 2 taças de Portugal e 2 supertaças e ainda destacar um apuramento para os quartos de final da liga dos campeões.
Durante estes 4 anos após era Apito Dourado, relembro alguns factos caricatos, como por exemplo na época 2007/2008, num jogo de preparação no estágio do FC Porto, o Lisandro Lopez ter sido expulso e ter cumprido um jogo de castigo no 1º jogo oficial da FPF, concretamente na supertaça contra o Sporting, que para além deste facto, o árbitro do jogo Bruno Paixão, resolveu lembrar a memoria de CampoMaior ao perdoar um penalti do Tonel. Nesta mesma época, não podia terminar da melhor maneira, com a subtração de 6 pontos pelos 2 processos do Apito Dourado e uma suspensão de 2 anos ao Presidente do FC Porto, cujos recursos para os tribunais civis, não aplicaram qualquer punição ao Presidente do FC Porto.
Já na época passada, 2008/2009, a mesma FPF que tinha castigado com 1 jogo de castigo o Lisandro, num jogo de pré-época, não seguiu o critério ao não castigar o Pedro Silva do Sporting, por expulsão num jogo de preparação. Novamente contra o Sporting, no famoso jogo da taça de portugal, em Alvalade, lá surgiu a figura Bruno Paixão num jogo em que não assinalou 3 penaltis a favor do Porto, 1 a favor do Sporting e não expulsou o Rochemback por agressão ao Rolando e que resultaria num dos penaltis. Felizmente, fez-se justiça e o FC Porto foi mais feliz nos penaltis. Isto para não falar da pré-época que se destacou a cruzada dos amigos SLB e Guimarães que não conseguiram colocar o FC Porto fora da Uefa e da famosa reunião do conselho de justiça da FPF, que empurraram para fora da reunião o presidente que em recurso aos tribunais civis, foi-lhe dada razão.E quem não se lembra do FC Porto-Benfica, da época passada e do castigo histórico aplicado ao Lisandro por suposta simulação de um penalti? Alguem se recorda de um castigo do género aplicado em Portugal? Provavelmente não, mas de simulações de penaltis, que resultaram em golo, certamente que sim.Este ano, claramente será o título mais saboroso do FC Porto, pois será mais forte que o campeão à força que está a surgir no panorama do futebol Português. Estamos a falar de 3 pontos de vantagem, na classificação actual da Liga, mas os jogos de Leiria e Guimarães, onde ocorreram erros de arbitragem com influência no resultado, e a juntar ao facto de em Paços de Ferreira, ter ocorrido lances anormais contra o FC Porto, estariamos a falar provavelmente de uma vantagem do FC Porto à 5ª jornada dos mesmos 3 pontos.Tal como Jesualdo Ferreira disse hoje, vamos estar atentos! Eu acrescentava, vamos estar presentes a apoiar o nosso grande clube do coração.Temos massa adepta suficiente para encher qualquer estádio deste País.
Ricardo Jorge