Publicado por Pedro Rocha em carregaporto.blogspot.com

Segunda Mão dos Oitavos de Final da Liga dos Campeões
Emirates Stadium, Londres
F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Nuno André coelho, Ruben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk.
Substituições: Nuno André Coelho por Rodríguez (46m), Rúben Micael por Guarín (75m) e Varela por Mariano González (75m)
Pequenas Notas
Destaques positivos
.Helton
.3000 adeptos nas bancadas do Emirates
.Arsenal
Destaques negativos
.Fucile
.Sector defensivo
.Invenções da praxe
O Jogo
É difícil, é cada vez mais difícil transformar em palavras toda esta frustração e tristeza que me invade a alma. Uma coisa é ser eliminado, mas sair da competição com a honra intacta, agora outra coisa bem diferente e bem mais difícil de digerir, é sair como o fizemos hoje, humilhados, vergados de uma forma ímpar perante os olhos da Europa e do mundo, mas pior que isso, aos olhos de cada adepto azul e branco.
Onde está aquela equipa unida, onde andam aqueles homens que foram juntos à conferência de imprensa para anunciarem em uníssono que não se deixavam abater, que estavam unidos nesta batalha, que eram Porto e que iriam ganhar, iriam voltar a ganhar. Onde está o nosso Porto? Estará ainda perdido em Alvalade? O certo é que de lá para nunca mais se encontrou a equipa, que para além dos maus resultados atravessa uma grave crise de identidade mas acima de tudo de liderança. Bruno Alves é um homem que todos se habituaram a estimar, um jogador
à Porto, com a alma do clube bem entranhada na pele, mas agora mais parece que a cada jogo que passa está ali apenas para fazer um qualquer frete. Parece que não se sente, que tudo lhe passa ao lado, enfim... Mas a culpa não poderá nunca morrer apenas neste ou naquele jogador. É um mal geral, que começa quase inevitavelmente no banco, com o discurso do treinador já mais do que gasto, pelas mensagens que passa à equipa aquando destes jogos, quase sempre a acobardar-se , sempre com uma invenção no onze daquelas que ninguém consegue perceber.
É difícil pedir paciência a estes adeptos, é difícil pedir compreensão quando vemos jogo após jogo isto acontecer, eliminação após eliminação isto a passar-se. Se é isto ou não o fim do ciclo não sei, mas se não o for vai ser muito difícil conseguir convencer a massa adepta a unir-se novamente a uma equipa que parece aversa a uniões de qualquer tipo.
Para finalizar uma palavra de apreço para dois homens, em primeiro lugar para o Helton, graças a ele não estamos a digerir um resultado ainda pior, em segundo lugar para Falcao, que apesar de tudo lutou e não se entregou às feras.