Categoria: FCPorto
ENTREVISTA A YURAN
 
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Jornal i,
por Rui Tovar, Publicado em 10 de Setembro de 2010   
 
O avançado e Kulkov trocaram o Benfica pelo FC Porto. Estrearam-se de azul e branco a 10 de Setembro
Mogrovejo, Paz, N''Tsunda, Zwane e Baroni. Por incrível que pareça, é assim que começa a caminhada para o inédito penta do futebol português. São estes cinco jogadores os primeiros a ser contratados pelo FC Porto, cortesia de Marcelo Housemann, empresário argentino com ligações privilegiadas ao técnico inglês Bobby Robson. A ideia dos portistas é competir com o campeão Benfica, mas cada nome é pior que o outro. Só se salva o peruano Baroni, o único que joga, ainda que a espaços (14 jogos, todos a suplente), durante a época. Para salvaguardar este quinteto de fiascos, o FC Porto entra finalmente em cena e contrata jogadores a sério, como Emerson (ex-Belenenses) e Rui Barros (Marselha).

Está fechado o plantel? Não, faltam dois jogadores, que só chegam no último dia do mercado: Serguei Yuran e Vassili Kulkov. Se o FC Porto dá tiros nos pés com o penta de reforços de meia-tigela, o Benfica não lhe fica atrás. Além de trocar o treinador campeão (Toni) por Artur Jorge, este novo timoneiro dispensa os dois russos, que, sem clube, rapidamente se apresentam nas Antas. Para jogar e para ganhar - foram aliás os únicos estrangeiros a sagrar-se campeões nacionais em anos seguidos por equipas diferentes. Foi Yuran quem nos chamou a atenção para esta curiosidade.

Yuran, boa tarde. Como está?

Boa noite, aqui já é noite [em Moscovo, são três horas a mais que em Lisboa]. Estou bem, obrigado.

Quero entrevistá-lo. Posso falar português à vontade?

Claro que sim. Aprendi português há mais de dez anos e pratico-o de vez em quando. Há uns três anos estive aí no Algarve com a minha equipa [Shinnik Yaroslavl]. Olha, perdemos com a Olhanense, por exemplo. E pratiquei o meu português. Com o árbitro. Eheheh...

E agora o que faz?

Sou um treinador desempregado. Mas daqui a 15/20 dias hei-de arranjar uma solução. Há conversações com clubes.

Do que eu quero falar consigo é da

carreira de jogador em Portugal. Lembrava-se que neste dia, 10 de Setembro, em 1994, você e o Kulkov se estrearam pelo FC Porto?

Do dia em si, não, mas lembro-me dessa troca e do que ela provocou no futebol português. Afinal não é todos os dias que se sai de um campeão para outro...

De um campeão para outro?

Sim. Nós fomos campeões pelo Benfica em 1994 e fomos campeões pelo FC Porto em 1995. Fomos os primeiros - se não engano, até agora os únicos - jogadores estrangeiros a vencer dois campeonatos nacionais seguidos por clubes diferentes.

Bem visto. Havia diferenças entre o Benfica e o FC Porto?

Ahhhh, claro que sim. O FC Porto era uma família, o Benfica... uma brincadeira. Naqueles tempos o Benfica trocava de treinador constantemente, e até de presidente. No FC Porto ainda hoje isso é impensável. Há um homem-forte que move todo um clube, em luta por títulos e mais títulos. Nunca adormecem à sombra da glória. Têm sempre fome. Por isso o FC Porto foi bicampeão europeu e bicampeão mundial nos últimos 25 anos. Por isso o FC Porto está sempre nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões ou da Taça UEFA.

Mas o Benfica foi quem o trouxe para a Europa, certo?

Sim. Cheguei a Lisboa em 1991. No ano anterior ganhei tudo ao serviço do Dínamo Kiev: campeão da URSS, vencedor da Taça da URSS e eleito melhor jogador da URSS. Além disso, marquei cinco golos na Taça das Taças, um deles em Barcelona [1-1]. Isso deu-me projecção e o passo normal era uma transferência para um grande do futebol europeu. Calhou ser o Benfica. O Eriksson insistiu na minha contratação.

Como foram os tempos em Lisboa?

Loucos, eheheh. Agora entendo a raiva de algumas pessoas, mas têm de compreender que eu e o Kulkov, que chegou na mesma época que eu, só que vindo do Spartak Moscovo, viemos de uma realidade completamente diferente. Em Kiev, na URSS, era treino, estágio, treino, estágio. Uma seca, pá! Os jogadores passavam muitas horas juntos, sem nada para fazer. Quando chegámos a Portugal havia um treino de hora e meia e depois era dia livre para o que quiséssemos fazer. Por isso íamos às compras, íamos aos restaurantes, íamos passear, íamos para os bares. Agora entendo que isso é errado, mas aquela realidade entrou em choque com a nossa cultura e deixámo-nos absorver por ela. E foi bom.

Quando iam aos restaurantes ou aos bares, nenhum adepto vos irritou ou incomodou?

Nunca, nunca. Sempre tivemos o respeito de toda a gente. Algumas pessoas até nos ofereciam uns copos. E diziam-se do Benfica. Será que era do Sporting e só nos queriam enganar? Eheheh...

E a ressaca no dia seguinte?

Não havia ressaca nenhuma. Eheheh. Treinávamos normalmente, como se nada fosse. E quando tínhamos algum problema falávamos com o Eriksson [o treinador, sueco, na primeira época de Yuran e Kulkov, em 1991-92].

Então o Yuran nunca teve problemas no Benfica?

Só nunca contei com a compreensão do Mozer. Esse estava sempre a implicar comigo.

Porquê?

Não sei, pergunta-lhe tu a ele. Não devia gostar das pessoas de Leste. Também implicou com o Ivic [treinador jugoslavo no início da época 1992-93, substituído em Dezembro por Toni]. Comigo, às vezes, era duro naquelas bolas divididas. Eu revidava e lá vinham problemas, porque ele não aceitava que lhe tocassem. Quantas vezes o treino foi interrompido para os outros nos separarem? Não há dedos nas mãos para isso. Mas o problema maior nem era esse.

Então?

No FC Porto, o Paulinho Santos e eu também estávamos sempre às turras. Depois, no balneário, os mais velhos, como o João Pinto, juntavam-nos, abraçavam-nos e serenavam os ânimos. Costumavam chamar-nos o Mike Tyson I e o Mike Tyson II. Íamos almoçar em grupo, ali para os lados de Vila do Conde, de onde era natural o Paulinho Santos, ou então ia só almoçar com o Mourinho e tudo ficava resolvido. No Benfica não havia esse sentimento de aproximação depois dos treinos. As brigas entre mim e o Mozer eram constantes e nunca nos acalmavam os ânimos. No fim do treino, cada um ia à sua vida. No dia seguinte eu aparecia descontraído e o Mozer parecia que trazia o problema do dia anterior com ele e aí era pior ainda.

Como se deu a troca Benfica-FC Porto?

Foi tudo muito rápido. O Artur Jorge não contava connosco e tratámos de arranjar um clube, com a ajuda do nosso empresário [Paulo Barbosa]. Tanto eu como o Kulkov nos dávamos muito bem com o Bobby Robson, sobretudo depois do acidente do Cherbakov [avançado russo que ficou tetraplégico depois de um acidente de viação na Avenida da Liberdade], em que nós os três, mais o Mourinho [adjunto de Robson], nos encontrávamos no hospital [S. José, em Lisboa] com regularidade. Ficámos amigos desde então e trocávamos muitas mensagens. Quando soube que o Benfica nos dispensara, o Robson falou com o Pinto da Costa e o negócio fez-se num instante. O Benfica ainda ganhou muito dinheiro com esta dupla transferência [a segunda da história entre os dois clubes, depois de Dito e Rui Águas terem feito o mesmo trajecto, em 1988-89], mas nós é que voltámos a ser campeões.

Alguma recordação especial dessa época?

Ahhhh, claro que é aquele golo na Luz [2 de Outubro de 1994]. Marquei o 1-0 aos 65 minutos, fui expulso por dois amarelos aos 75'' e o Isaías empatou aos 90''. Acabou 1-1, mas marcar aquele golo foi muito bom, libertador. A caminho do balneário, o José Mourinho, naquele estilo que ainda hoje lhe é característico, agarrou-se a mim e gritava para o ar ''és o maior'', ''estás aqui é para marcar'', ''mostraste aos gajos que és bom'', ''deste-lhes uma lição''. Eu só me ria, enquanto os jogadores do Benfica seguiam cabisbaixos, como o treinador [Artur Jorge] e até o presidente [Manuel Damásio]. O Mourinho deixou a porta do balneário aberta e continuou a falar altíssimo, para os do Benfica ouvirem.

Foi bicampeão nacional e depois voltou à Rússia.

Estava cansado e triste. Aconteceram muitas coisas más, como o acidente do Cherbakov [pausa], a morte do Rui Filipe [mais uma pausa]. Bem sei que são coisas que acontecem, mas de certa forma enfraquecem-nos. Por isso quis voltar para casa. E até fui bem-sucedido, no Spartak Moscovo.

Ao lado do Kulkov?

Claro, éramos inseparáveis. E eu pergunto: quantas equipas ganharam os seis jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões? O Spartak Moscovo, em 1995-96, num grupo com Blackburn, Légia Varsóvia e Rosenborg. Seis jogos, seis vitórias. Eu marquei quatro golos, um em Blackburn, quando ganhámos 1-0. Foi, aliás, esse o golo que me fez transferir para o Millwall, também da Inglaterra, a meio dessa época.

Deixe-me adivinhar: você e o Kulkov?

Claro que sim, mas então? O Bobby Robson aconselhou-nos ao Mick McCarthy, o treinador do Millwall. O problema é que mal chegámos o Mick saiu para treinar a selecção da República da Irlanda. Com outro treinador, não jogámos muito. Ou mesmo pouco.
Categoria: Andebol
Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 
Andebol * EHF Champions League * HC Dinamo Minsk 23 - FC Porto 23
 
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EHF Champions League, torneio de apuramento – grupo 2, 3ª. jornada
Pavilhão Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.932 espectadores

Árbitros "encomendados": Martin Gjeding e Mads Hansen (Dinamarca)

HC DINAMO MINSK: Koshovy (g.r.), Kazhaneuski (6), Rutenka (2), Pukhouski, Cepulis (1), Onufryienko (6) e Tsitou (1)
Jogaram ainda: Babichev (3), Shylovich (1), Kovalenko e Atman (3)
Treinador: Sergii Bebeshko

FC PORTO: Hugo Laurentino (g.r.), Filipe Mota (7), Tiago Rocha (2), Dario Andrade (1), Ricardo Moreira (3), Wilson Davyes (1) e Inácio Carmo
Jogaram ainda: Nuno Grilo (6), Gilberto Duarte (1) e Pedro Spínola (2)
Treinador: Ljubomir Obradovic

Ao intervalo: 13-10

Hoje, o FC Porto não conseguiu qualificar-se para a fase de grupos da EHF Champions League.
Foram uns últimos 15 segundos emocionantes, as equipas estavam empatadas a 23 golos, o Dragão Caixa deitava labaredas, os jogadores do Dínamo a fazer tudo por tudo para evitar a derrota, um jogador bielorusso é excluído a 10 segundos do fim, o nosso treinador e bem retira Laurentino e coloca Gilberto Duarte no ataque, os bielorrusos aguentam os nossos bravos atletas, faltam 5 segundos e na marcação de uma falta surge uma jogada fantástica, a bola é colocada na ponta esquerda em Wilson Davyes, que simula remate e faz um passe que sobrevoa a área para a ponta direita para Ricardo Moreira que conclui com um excelente golo … o árbitro não valida … passavam umas milésimas de segundos depois do apito final… na bancada gritámos golo … só percebi que tinha sido invalidado quando vi o Ricardo Moreira cair frustrado com as mãos na cabeça.
 
O público do Dragão Caixa reage de imediato com um grande apoio aos nossos bravos jogadores que tudo fizeram para vencer.
 
Aos contrário dos dois jogos anteriores, entramos fortes no jogo, agressivos e em poucos minutos fizemos 3 golos sem resposta, o Dragão Caixa estava em ebulição, os bielorussos tentavam aguentar-se usando a sua corpulência, chegamos a estar a ganhar por 4 golos de diferença (6-2), mas eis que surgem dois “encomendados” dinamarqueses que vieram apitar o jogo, a excluir jogadores do FC Porto, e a mandar ter calma aos nossos atletas cada vez que os bielorussos usavam e abusavam do físico sem serem excluídos.
Tivemos uma imensa falta de sorte nesta primeira parte com várias bolas nos postes, e com Dário Andrade numa tarde infeliz. Obradovic na segunda parte retirou mesmo Dario do jogo, dando-lhe um abraço paternal e o público gritou pelo seu nome dando o apoio ao atleta.
Com toda a nossa falta de sorte e com a ajuda dos “encomendados” dinamarqueses, o Dínamo chega ao intervalo a vencer por 13-10.
 
Na segunda parte marcamos 4 golos sem resposta, três dos quais apontados pelo Filipe Mota, e conseguimos passar para a frente do marcador.
 
O Dínamo, fruto da sua experiência e da ajuda dos “encomendados” dinamarqueses conseguiram equilibrar novamente a contenda.
Estes “encomendados” dinamarqueses só deram a primeira exclusão ao Dínamo aos dois minutos e meio da segunda parte!!!! E fiquei com a sensação que uma das bolas que bate na trave e no chão entra na baliza, não tendo sido considerado golo.
Ontem levamos com uma dupla sueca de "encomendados", e hoje foi uma dupla dinamarquesa de "encomendados", tal como no futebol, estes árbitros nórdicos, também na EHF são os árbitros dos favores!!!
Até ao final foi um jogo equilibrado, e as vantagens nunca foram além de um golo.
Aos bielorussos bastava o empate, e com o passar dos minutos fizeram valer essa condição.
Destaco na equipa do Dínamo o guarda-redes que não cabia (em altura) na baliza, o número 19 e o ponta direita número 33.
Na nossa equipa estiveram em plano de evidência Laurentino, Filipe Mota (melhor em campo na minha opinião) e Nuno Grilo (apesar de por vezes se precipitar nos remates).
Sempre com o apoio do público, a equipa acreditou sempre e deixou a pele em campo.
Foram bravos os nossos rapazes, uns dragões valentes que mereciam a qualificação. Fomos roubados ontem e hoje por arbitragens vergonhosas, que ajudaram a afastar-nos da EHF Champions League.
 
 
Ljubomir Obradovic
«Em primeiro lugar, sou um homem muito orgulhoso dos meus jogadores e dos adeptos, que apoiaram a equipa do princípio ao fim. Tacticamente e fisicamente aguentámos tudo. Mais uma vez, não compreendo quando se marca ou não dois minutos, quando é jogo passivo e falta, de um lado e do outro. Por outro lado, estou muito triste, porque esta equipa é muita séria, treina todos os dias quatro horas ou mais. O Dinamo Minsk é uma equipa muito séria, muito boa, que sabe o que quer em cada momento, na defesa e no ataque. Quero dar-lhes os parabéns pela entrada na Champions League e desejar-lhes muita sorte.»

Pedro Spínola
«Por um golo se ganha, por um golo se perde. Sentimos muita frustração por não conseguirmos um dos objectivos da época, por um golo, por um segundo. Não é fácil digerir a quente o que se passou. Temos de continuar a trabalhar para todos os outros objectivos. Começámos agora a época, temos um mês de trabalho. Para o ano temos a possibilidade de voltar a lutar por este objectivo e isso é o mais importante.»

Resumo do Jogo





Andebol * EHF Champions League * FC Porto 24 - Metalurg 24

 
EHF Champions League, torneio de apuramento – grupo 2, segunda jornada
4 de Setembro de 2010
Pavilhão Dragão Caixa, no Porto
 
Árbitros: Rickard Canbro e Mikael Claesson (Suécia)
 
FC PORTO: Hugo Laurentino (g.r.), Filipe Mota (1), Tiago Rocha (4), Dario Andrade (1), Ricardo Moreira (7), Wilson Davyes (2) e Inácio Carmo (1)
Jogaram ainda: Nuno Grilo, Gilberto Duarte (6), Augusto Pedro e Pedro Spínola (2)
Treinador: Ljubomir Obradovic
 
HC METALURG: Petar Angelov (g.r.), Mladen Rakcevic (4), Goce Georgievski (1), Duje Milak (1), Filip Mirkulovski (1), Naumce Mojsovski (2) e Stefche Alusovski (6)
Jogaram ainda: Milan Levov (1), Filip Lazarov, Velko Markoski, Zlatko Mojsovski (6), Goran Gjorgonoski, Mitko Stoilov (1), Ace Jonovski e Ivan Smigic (1)
Treinador: Lino Cervar
 
Ao intervalo: 14-10
 
 
O FC Porto empatou ontem com Metalurg da Macedónia, que já estiveram duas presenças na Champions League, por 24-24, na segunda jornada do torneio de qualificação para a EHF Champions League.
 
Ontem o FC Porto, esteve duas vezes a vencer por uma diferença de 6 golos no marcador (19-13 e 21-15), todavia quando teve de haver a necessária rotação do plantel, pois este torneio de 3 jogos em 3 dias assim o exige, permitiram ao Metalurg marcar 5 golos sem resposta em seis minutos e a anulação da desvantagem.
Fomos claramente superiores a uns macedónios que davam dois de nós fisicamente, e que na defesa lhes era permitido por parte da equipa de arbitragem usar essa força física além do razoável.
Tal como no jogo de ontem, entramos adormecidos no jogo, mas sempre seguros defensivamente, ao nível da eficiência defensiva demonstrada na época transacta.
 
in fcporto.pt
 
Com o passar dos minutos, o FC Porto Vitalis manteve a segurança defensiva e aumentou o ritmo no ataque, conseguindo mesmo gizar lances de excelente recorte.

Gilberto Duarte voltou a entrar com extrema confiança na partida e, nos instantes finais do primeiro tempo, Pedro Spínola, com um remate surpresa aos nove metros, e Ricardo Moreira, num contra-ataque criado pela defensa agressiva da equipa casa, elevaram a contagem para 14-9. Em inferioridade numérica, os Dragões conseguiram um parcial de 2-0 e foram para o intervalo a vencer por 14-10.

A primeira metade da segunda parte voltou a ser completamente dominada pelo FC Porto, que teve por várias vezes seis golos de vantagem. O andebol-espectáculo contagiou os cerca de 1200 espectadores presentes no Dragão Caixa, com Ricardo Moreira e Gilberto Duarte a combinarem numa jogada área que colocou o marcador em 18-12. A primeira linha funcionava em pleno e nada fazia prever que a vitória fugisse aos azuis e brancos.

Contudo, os macedónios recuperaram – beneficiando de uma estranha mudança de critérios da arbitragem no que toca aos lances ofensivos – e levaram a decisão para os últimos minutos. Foi preciso apelar à alma do Dragão e Ricardo Moreira (melhor marcador da partida, com sete golos) colocou o FC Porto Vitalis na frente, a 30 segundos do fim. Um livre de sete metros de Mojsoski, a cinco segundos do termo do encontro, deixou tudo empatado. Não há muito a lamentar, porque as decisões finais ficariam adiadas, de qualquer forma, para a última jornada.
 
Gilberto Duarte com 6 golos e Ricardo Moreira com 7 golos estiveram em destaque.
Hugo Laurentino também fez uma excelente exibição, e ele é o tal sinónimo da segurança defensiva!
 
Obradovic
"Não gosto de ficar à frente do marcador por muitos golos logo no início do jogo. O nosso plantel é jovem e algo inexperiente nestas provas e quando se sentiu a dominar pensou que o jogo tinha acabado, mas o jogo só acaba com um apito e quanto o árbitro apitou o Metalurg tinha empatado." Foi assim que o técnico do FC Porto explicou o resultado, algo inesperado, frente aos macedónios. Segundo Obradovic, hoje o FC Porto defrontará "uma equipa como o Metalurg, que não brinca e luta sempre até ao fim. A única diferença é que os macedónios jogam mais de modo individual, os bielorrussos têm um sistema de jogo". 
 
Hugo Laurentino
"O resultado não espelha o que se passou em campo. Fomos superiores, mas com dez minutos sem marcar é evidente que o Metalurg iria aproveitar." 
 
O FC Porto terá de vencer hoje o Dínamo de Minsk para conseguir o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. O jogo entre o Zaporohye e Dínamo de Minsk, que terminou com a vitória tangencial (29-28) dos bielorrussos, coloca a formação de Leste com mais um ponto do que o FC Porto, daí a obrigatoriedade de hoje VENCER. 
 
Pinto da Costa que assistiu ao jogo e antes esteve ao lado da equipa durante o aquecimento. No fim voltou a descer ao terreno de jogo, para a cumprimentar. "Foi uma jornada emocionante. Tivemos o jogo na mão mas acabámos por ceder o empate em cima do apito final. Agora vamos ganhar. Contamos com o apoio do nosso público. Por mim, cá estarei", disse.

Jogos para o dia de hoje:

HC Metalurg - ZTR Zaporozhey ( 15H00 ) ( RTP2 )
HC Dínamo Minsk – FC Porto ( 17H00 ) ( RTP2 )
 
 
Resumo do jogo


TODOS AO DRAGÃO CAIXA HOJE ÀS17h00
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Sábado, 4 de Setembro de 2010

Andebol * EHF Champions League * ZTR Zaporozhye 20 - FC Porto 27

 

 
EHF Champions League, torneio de apuramento – grupo 2, primeira jornada
3 de Setembro de 2010
Pavilhão Dragão Caixa, no Porto
 
Árbitros: Rickard Canbro e Mikael Claesson (Suécia)
 
ZTR Zaporozhye: Komok (g.r.), Kysil (4), Ganchev (5), Natalyuk, Krivchikov (2), Petrychko e Zvyezdov (1)
Jogaram ainda: Lyubchenko, Mogylka, Konstantinov, Gurkovsky, Stetsyura (3), Tsap (4) e Burka (1)
Treinador: Olexandr Sckol
 
FC PORTO: Hugo Laurentino (g.r.), Filipe Mota (2), Tiago Rocha (3), Dario Andrade (3), Ricardo Moreira (6), Wilson Davyes (6) e Inácio Carmo
Jogaram ainda: Ricardo Pesqueira, Nuno Grilo, Gilberto Duarte (4), Jorge Silva, Augusto Pedro, Pedro Spínola (3), Mário Lourenço e Hugo Santos
Treinador: Ljubomir Obradovic
 
Ao intervalo: 9-14
 
O FC Porto levou ontem de vencida os experientes campeões ucranianos do ZTR Zaporozhye, que contam já com oito presenças na EHF Champions League, por 27-20 na primeira jornada do torneio de qualificação para a EHF Champions League.
O FC Porto entrou mal no jogo, estando o jogo equilibrado até aos 15 minutos.
Esta entrada menos boa no jogo é normal para uma equipa jovem, que estava com alguma ansiedade para disputar este torneio de qualificação para a Liga de Campeões de andebol, onde o FC Porto ao contrário do seu adversário, não é um clube experimentado.
 
Com o decorrer do jogo e a partir do quarto de hora, fomos ganhando confiança, perdemos a dita ansiedade, e começamos a dominar o campeão ucraniano, que conta no seu plantel com muitos internacionais pelo seu país, assim depois de uma vantagem inicial dos ucranianos de (6-5), Gilberto Duarte com 2 golos, meteu o FC Porto no jogo, e disparamos para uma vantagem de 5 golos ao intervalo (14-9).
 
Na segunda metade do desafio, mantivemos o nosso domínio e aos sete minutos aumentamos a vantagem no marcador para 7 golos (18-11).
O FC Porto esteve seguro defensivamente, ao nível da eficiência defensiva demonstrada na época transacta, aliás o Zaporozhye pouco mais conseguiu fazer do que um parcial de 4-0 entre os minutos 37 e 43, conseguindo reduzir a desvantagem de 7 para 3 golos no marcador 18-15.
 
Mas FC Porto reagiu e respondeu à letra, com um parcial de 4-0, ficando muito perto da vitória. Houve então que manter a concentração até ao final, porque os ucranianos nunca cederam e os Dragões chegaram a acumular duas exclusões simultâneas. O resultado final (27-20) não deixou margem para dúvidas.
 
As figuras do jogo foram o jovem Gilberto Duarte que apontou 4 golos, saltando do banco nos momentos difíceis para soltar a equipa.
Ricardo Moreira e Wilson Dayves apontaram 6 golos cada um, estando também em evidência nesta partida.
 
Obradovic utilizou todos os jogadores (excepto o guarda-redes Miguel Marinho), e mesmo assim manteve-se no controlo das operações, o que abre boas perspectivas para o jogo de hoje (15 horas), frente ao Metalurg que, com alguma surpresa, perdeu (21-27) com o Dínamo de Minsk.

Jogos para o dia de hoje:

FC Porto - HC Metalurg ( 15H00 ) ( RTP2 )
HC Dínamo Minsk - ZTR Zaporozhey ( 17H00 )


Galeria de fotos (clica para visualizar)

Resumo do jogo


 

 


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