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O Prêmio FIFA Fair Play de 2009 foi concedido em caráter póstumo a Sir Bobby Robson, falecido no dia 31 de julho ao 76 anos de idade após uma longa batalha contra o cancro.

 

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A viúva, Lady Elsie, esteve presente ao Kongresshaus em Zurique para receber o prémio, concedido ao ex-técnico da Inglaterra pelo cavalheirismo que ele mostrou durante toda sua carreira como jogador e treinador.

 

 

Colegas, adversários e adeptos no mundo  respeitavam e admiravam Robson, que exemplificou os valores da desportivismo e do fair-play numa carreira de muito sucesso.

Como jogador, ele actuou pela Inglaterra no Campeonato do Mundo da FIFA 1958. Como treinador, conquistou títulos nacionais na Holanda e em Portugal, além de outros troféus na Inglaterra e na Espanha.

 

Uma vida de liderança
Nascido na região de Durham no dia 18 de fevereiro de 1933, Robson foi aprendiz de electricista antes de começar a carreira de jogador aos 17 anos no Fulham.

Nas duas passagens pelo clube, fez 77 golos em 344 partidas. Já pelo West Bromwich, foram 55 golos em 239 jogos. Robson também teve 20 jogos pela selecção inglesa, na qual foi substituído pelo inesquecível Bobby Moore.

Ele começou a carreira de técnico em 1968 no Fulham, mas não conseguiu repetir no clube o mesmo sucesso que tivera como jogador. Porém, realizou verdadeiros milagres no comando do Ipswich Town. A equipa tornou-se uma das mais fortes do futebol inglês, conquistando a Taça de Inglaterra em 1978 e a Taça  UEFA em 1981.

A recompensa pelo sucesso foi a escolha para dirigir a Inglaterra em 1982. No Campeonato do Mundo da FIFA México 1986, ele levou o país até as quartos-de-final, etapa em que os ingleses foram eliminados num jogo marcado por dois golos inesquecíveis de Diego Maradona. Quatro anos mais tarde, a selecção foi um passo adiante, perdendo apenas nos penaltis na meia-final com a Alemanha.

Em seguida, Robson retornou à rotina dos clubes, tentando a sorte com o PSV da Holanda em 1990 e depois em 1999. Entre os dois momentos, também treinou Sporting de Lisboa, Porto e Barcelona. Ele voltou para casa em 1999 para assumir o Newcastle, equipa em que permaneceu até 2004.

Desde o primeiro diagnóstico de cancro em 1992, Bobby Robson lutou e superou a doença em diversas ocasiões antes de reiniciar o tratamento em 2007. Entretanto, em fevereiro daquele ano, o ex-jogador recebeu a notícia de que a enfermidade estava em fase terminal. Pouco mais de um ano depois, ele inaugurou a Fundação Sir Bobby Robson para angariar fundos para a pesquisa contra o cancro. A fundação conseguiu arrecadar mais de 2 milhões de libras para a detecção e o tratamento do cancro em fases iniciais e para os testes clínicos de novos medicamentos que poderão vencer a doença no futuro.

 

Homenagens
O mundo do futebol fez diversas homenagens à figura carismática de Sir Bobby Robson após o seu falecimento. O Presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, agradeceu a sua contribuição ao futebol britânico. "Ele sempre mostrou grande paixão pelo futebol, e todos os adeptos no mundo sentirão a sua falta."

 

Em entrevista recente ao FIFA.com, o ex-lateral da seleção inglesa Stuart Pearce falou sobre o homem que foi ídolo dentro e fora das quatro linhas. "Bobby Robson era exactamente como o público o via", afirmou enfaticamente. "Ele sempre se conduziu com grande integridade, mesmo após a terrível derrota para a Alemanha na mei-final. Tive muita sorte de ter actuado com ele no comando."

Pela sua energia, sucesso e desportivismo, Robson é meritoriamente agraciado com este prêmio. A FIFA e o mundo do futebol o saúdam e louvam os valores que ele defendeu durante toda a vida.