Categoria: FCPlink

Já temos 46 treinadores

 

Vamos divulgar e dar a conhecer ainda mais a nossa rede social através deste jogo.

Temos de tentar ser a liga privada com mais portistas ;) é possivel, depende de todos vós, por isso façam o vosso registo em http://pt.uclfantasy.uefa.com/,

Primeiro escolhe o nome da tua equipa, se possivel o nick que utilizas aqui. Segundo cria a tua equipa. Terceiro adere à liga FCPLINK, para assim jogarmos entre todos, para isso basta no menu ligas onde diz aderir a uma liga privada colocar o código 28047-7043. E Aderes. Qualquer dificuldade tens o excelente tutorial do amigo Bruno Fonte.

http://www.fcplink.com/blog.php?user=MadWax&blogentry_id=287

 

Abraço a todos

 

ALELUIA!

 

DÚVIDA? NÃO, MAS LUZ, REALIDADE,
E SONHO QUE NA LUTA AMADURECE:
O DE TORNAR MAIOR ESTA CIDADE
EIS O DESEJO QUE TRADUZ A PRECE.
SÓ QUEM NÃO SENTE
O ARDOR DA JUVENTUDE
PODERÁ VÊ-LA DE OLHOS DESCUIDADOS,
PORTO - PALAVRA EXACTA, NUNCA ILUDE
RENASCE NELA A ALA DOS NAMORADOS.
DERAM TUDO POR NÓS ESSES ATLETAS
SEU TRAJO TEM A COR DAS PRÓPRIAS VEIAS
E A BRANCURA DAS ASAS DOS POETAS
Ó FÉ DE QUE ANDAM NOSSAS ALMAS CHEIAS
NÃO HÁ DERROTAS QUANDO É FIRME O PASSO
NINGUÉM FALA EM PERDER, NINGUÉM RECUA
E A MOCIDADE INVICTA EM CADA ABRAÇO,
A SI MAIS NOS ESTREITA: A PÁTRIA É SUA!
E DE HORA A HORA CRESCE O BALUARTE
VEJO A TORRE DOS CLÉRIGOS ÁS VEZES
UM ANJO DÁ SINAL QUANDO ELE PARTE
SÃO SEMPRE HERÓIS, SÃO SEMPRE PORTUGUESES
E AZUL E BRANCA ESSA BANDEIRA AVANÇA
AZUL, BRANCA INDOMÁVEL, IMORTAL
COMO NÃO POR NO PORTO UMA ESPERANÇA
SE "DAQUI HOUVE NOME PORTUGAL"?

POEMA DE PEDRO HOMEM DE MELLO

Categoria: Imprensa


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Gomes Amaro foi um dos relatadores mais famosos das décadas de 70 e 80, natural de Celorico da Beira, aos 3 anos foi para o Brasil, que onde herdou aquele sotaque com que encantou a geração dessas décadas, que ao Domingo à tarde passavam a ouvir os seus relatos. Sempre acompanhou o F.C.Porto e a selecção portuguesa, relatou durante muitos anos em várias estações de Rádio como a Rádio Porto, Rádio Press e terminou a carreira na Rádio Festival, sempre para o Quadrante Norte, empresa responsável pelo programa.

A sua voz era a voz dos deuses: quando o Porto clube deu o seu grito de Ipiranga, este homem de sotaque brasileiro era a voz da independência face aos radialistas lisboetas. "E que gooolllll"

Era eu menino, e ainda era o futebol aos domingos à tarde, sem transmissões televisivas, quando eu ouvia o Quadrante Norte num pequeno rádio sharp juntamente com meu pai.

Mesmo quando o Porto por vezes não estava a jogar tão bem, ouvir um relato do Gomes Amaro, e a sua peculiar maneira de relatar, parecia que cheirava sempre a golo do nosso Porto.

Quem não se recorda de expressões como:

 

"Cáááátáááá Firme… Mlynarczik!"


"Lá vai Paulo Futre… camisa 10... pega na direita, bota na canhota... passa por um... dois... três... requetou... fuzilou... e é GOOOLL! E quiiii Goool!"


"Lá está ela… no Fundinho do Barbante!"


"Está lá dentro Tibi… e agora... não adianta chorar!"

E as melodias que acompanhavam os golos?

“Que bonito é,
As bandeiras tremulando,
A torcida delirando,
Vendo a rede balançar”

“É gol!
Que felicidade!
É gol!
O meu time é alegria da cidade!”

Até arrepia ….. um momento de glória relatado pelo grande Gomes Amaro

 

 

 

 

 

 

 

 

Categoria: Labaredas

Só me bastou assistir até agora a 45 minutos do Sporting - Olhanense, para ver aonde isto vai parar.
A máquina está montada.
No sábado existe um penalti claro a nosso favor após remate de guarin, e mais outro sobre o hulk, um amarelo para intimidar o mesmo hulk, quando ele apenas se proteje de uma entrada perigosa do jogador do braga.
Ontem os remelosos dos sarracenos casapianos ganham com um penalti inventado, hoje o sporting benefecia de um penalti que nem ao diabo lembra...

Jogadores do FC PORTO, é preciso te-los no sitio. Tenham tomates, temos de vencer esta palhaçada nem que seja ao biqueiro e sapatada. Peguem nos vídeos antigos e revejam jogadores como Pacheco, André e Paulinho Santos.
Custa me imenso ver o hulk ser perseguido e os colegas de equipa nada fazerem. Noutros tempos com jogadores de tomates o árbitro corria à frente deles.

Lutem, sejam verdadeiros dragões. Sejam uma devastação em campo.

Os arbitros têm de nos respeitar.

Seja da forma que tiver que ser

 

 

Quanto ao árbitro  Jorge Sousa, é quase certo que é mouro, consta-se que ele possui um restaurante com adereços do benfica e que um dos seus fiscais de linha é conhecido como o mouro de Valongo. Esse tal fiscal de linha foi o mesmo que não viu na segunda parte uma mão clara de david luiz na área do benfica, mas a rtp fez o favor de não passar repetição.

 

Dragões no proximo jogo, os que forem ao estádio, apoiem a nossa equipa e treinador, temos de lutar contra tudo e contra todos. Vamos mostrar a força destruidora do dragão.

Categoria: Labaredas

Este penalty fantasma em Leiria, já me faz suspeitar que este árbitro é mouro, apesar de ser de Lordelo...senão vejamos:

Este árbitro é o mesmo que na época passada sonegou uma agressão de um adepto do benfica ao seu fiscal de linha no jogo  Benfica - Porto.


 

Mas este caso de violência que marcou o Benfica-Porto da 2ª jornada da Liga 2008-2009 não foi mencionado no relatório da equipa de arbitragem liderada por Jorge Sousa. Caso tivesse sido aplicaria se o que diz o Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional nos  artigos 138 e 139. www.lpfp.pt/SiteCollectionDocuments/Regulamento%20disciplinar.pdf

Se  houvesse justiça na Liga de Clubes e se Jorge Sousa, tivesse escrito no relatório o que aconteceu, o Benfica teria tido o seu estádio interdito ou ter de jogar à porta fechada.

 

Ainda no clássico da época passada:

 In Record 3 de Setembro de 2008

 

“Denúncias na Liga
DRAGÕES QUEREM VER LUÍS FILIPE VIEIRA PUNIDO POR ABORDAR ÁRBITRO JORGE SOUSA

 

O clássico ainda mexe. A SAD do FC Porto reentrou em campo e encaminhou duas denúncias contra o Benfica para a Comissão Disciplinar da Liga. A primeira prende-se com a intervenção de Luís Filipe Vieira junto de Jorge Sousa e do seu auxiliar José Ramalho. Record deu conta do pedido de desculpas apresentado pelo presidente encarnado na sequência da atitude de um adepto benfiquista junto do árbitro assistente. Reclamam os dragões que a suspensão de dois meses que Vieira cumpre não lhe permite tal comportamento. O castigo que lhe foi aplicado impede-o, lê-se no acórdão, da “prática de actos de representação do clube ou sociedade desportiva sempre que tais actos tenham subjacentes matérias de natureza eminentemente relacionada com a competição desportiva e sejam praticados perante quaisquer entidades ou órgãos da hierarquia desportiva”.

A segunda situação denunciada pela SAD portista remete para o lance ocorrido aos 4’ do clássico e que envolveu, na área encarnada, Luisão e Sapunaru. Os dragões entendem que a cotovelada do brasileiro no romeno foi deliberada e, por isso, pediram um processo sumaríssimo para o central benfiquista. Ontem, em comunicado, a Comissão Disciplinar anunciou a punição do defesa por 2 jogos, alegando que o trio de arbitragem nomeado não visualizou o gesto de Luisão no relvado.”

  

Vamos estar atentos a este senhor Jorge Sousa

 

 

Categoria: Labaredas

15 Setembro 2009 - 00h30

U. Leiria: Tribunal Administrativo colhe decisão do Supremo

Escutas do Apito ilegais

O Tribunal Administrativo de Lisboa (TACL) reconheceu ontem a ilegalidade da utilização das escutas nos processos disciplinares a João Bartolomeu, presidente da União de Leiria.

"A decisão do TACL anula o acto do Conselho de Justiça da FPF, que não atendeu o Supremo Tribunal Administrativo [STA], e declara nula a deliberação que violou esse acórdão", salientou o advogado Paulo Samagaio.

Esta decisão veio reconhecer uma outra do STA, de Novembro de 2008, que declarou ilegal o uso das escutas telefónicas fora do processo criminal em que são utilizadas para o efeito.

João Bartolomeu foi punido em Maio de 2008 com um ano de suspensão e multa de quatro mil euros por tentativa de corrupção pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) no âmbito do processo ‘Apito Final’. Em causa estava o jogo com o Belenenses da época 2003/2004.

O advogado espera agora que o Conselho de Justiça, perante a decisão do Tribunal, "profira nova decisão". Samagaio espera, assim, que o seu constituinte seja absolvido neste caso e não exclui a hipótese de uma indemnização.

Contactado pelo CM, o presidente leiriense preferiu não comentar a decisão do Tribunal Administrativo: "Não posso falar. Imposição da Liga. Não quero ser castigado."

Este acórdão é válido não só para este processo como para todos os outros, nomeadamente aqueles em que foram punidos o FC Porto e o seu presidente, Pinto da Costa, e o Boavista e o seu ex-presidente, João Loureiro. Entretanto, os boavisteiros – através de Adelina Guedes – já se congratularam com a decisão do Tribunal.

Filipe António Ferreira com Lusa

 

 

 

 

Algumas considerações:

 

Não podia ser outra a decisão do Tribunal Administrativo ao confirmar a ilegalidade da utilização das escutas como prova nos processos disciplinares desportivos.
Eu do pouco que sei de Direito, aprendi na faculdade, e sei que a nossa constituição está no topo da hierarquia das leis, e portanto todas as outras têm de lhe obedecer, caso contrário correm o risco de serem consideradas inconstitucionais.
Ora, as escutas já haviam sido consideradas inconstitucionais, mas mesmo assim estes senhores (que têm formação jurídica) do conselho de disciplina da liga, não acataram esta regra elementar.
Muitos na altura com falsas esperanças alegaram que em Itália é que foi, a Juventus desceu logo etc. Mas amigos há uma diferença entre o nosso sistema judicial e o Italiano. Em Itália existe um tribunal desportivo e uma lei desportiva.
Em Portugal existem apenas regulamentos disciplinares da liga e da FPF, que em caso de punição de algum clube, o recurso é a lei cível, e se esta der razão aos punidos, o conselho da liga ou FPF só tem como dever legal acatar essas decisões ou recorrer.
Estes senhores não podem punir à margem da lei constitucional, lei processual penal, penal e civil.
Há um vazio de uma lei desportiva e uma instância onde se possa julgar estas situações de alegadas fraudes desportivas. Tem que existir um código desportivo e um tribunal desportivo. Não se pode julgar tendo em conta o sensacionalismo, clubismo e com base em obras escritas e manipuladas por terceiros.
O livro da Carolina Salgado foi manipulado por elementos ligados ao Benfica e escrito à pressa num hotel de Lisboa, conforme testemunho da professora contratada para o redigir.

Ora o campeonato da época passada já foi homologado, os pontos teriam de ser devolvidos ao FC Porto e Leiria nesta época. o Boavista foi despromovido. Que fazer com o Boavista?
O Boavista terá direito a uma indemnização, e não sei como vão resolver esta trapalhada.
O FC PORTO e o seu presidente também deverão exigir uma indemnização por ter sido lesada a sua imagem.
Enfim, estes senhores que têm formação júridica deveriam saber disto tudo, mas foram arrogantes e agiram à margem da lei e de regulamentos internos que vão contra a lei.
Outra coisa ridícula, o Dr. Bexiga foi agredido, ficou provado que Pinto da Costa nada teve a ver. Mas sabe-se de certeza que Carolina afirmou que contratou pessoas para o agredirem... ora a lei não pune esta senhora que diz que manda agredir alguém? Este Dr. Bexiga não faz nada para que tal aconteça? Ou será que Carolina mentiu, e por tal deveria ser condenada por perjúrio?
Outra coisa quando se fala em tráfico de influências parece que isto não é o mais comum no nosso país, que para ser a Colômbia só lhe falta as FARC.. Todos nós por ter conhecidos aqui e acolá , já incorremos neste crime. Conseguimos por exemplo resolver um problema nas finanças sem filas porque temos lá um amigo, conseguimos uma consulta médica mais rápido, porque conhecemos alguém do hospital etc
No futebol é igual, O Vieira telefonou para o Major Valentim a escolher arbitro para o jogo contra o Belenenses por exemplo. No ano que quebraram o longo jejum convidaram a direcção, atletas e treinadores do Estoril para uma almoçarada, antes do jogo Estoril-Benfica no Algarve. Litos e Carlos Xavier denunciaram a situação…e onde estavam estes senhores para aplicar os regulamentos … eu sei onde estavam … estavam no estádio do Algarve a torcer pelo Benfica.
Nos últimos dias vem a lume mais um trafico de influências, o delegado da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) no Benfica-Nacional da Madeira da temporada passada foi suspenso por 18 meses.
O castigo foi decidido por ter falsificado o relatório do encontro, anunciou hoje, quinta-feira, a Comissão Disciplinar do organismo.
Devido aos acontecimentos no final dessa partida (0-0), que o árbitro Pedro Henriques anulou um golo dos "encarnados" nos minutos finais, Nuno Gomes recebeu dois jogos de suspensão e uma multa de 1000 euros por "por factos ocorridos no jogo e infracção disciplinar", mas o comportamento do internacional luso não foi "intencionalmente" mencionado no relatório de João Pedro Simões Dias.
"Tal delegado presenciou, após o jogo, no túnel de acesso aos balneários e junto da equipa de arbitragem, comportamentos injuriosos de agentes desportivos e tais comportamentos lhe foram comunicados pela mesma equipa de arbitragem", lê-se no acórdão da Comissão Disciplinar da Liga.


Daqui só se conclui uma coisa, o alvo a abater era o FC PORTO, infelizmente Boavista e Leiria foram apanhados na rede de fanatismo e esperança de prejudicar o nosso clube.

Categoria: FCPlink

Uefa fantasy football, é um jogo mundial, que consiste em tu escolheres a tua equipa antes de cada ronda da uefa champions league, e depois mediante a actuação dos jogadores por ti escolhidos, obterás pontos.

Ganha como é óbvio quem obtiver mais pontos. Este jogo desenrola-se ao longo de toda a competição.

Pode-se neste jogo criar grupos de competição entre amigos, pelo que logo que possível,  irei criar o grupo FCPLINK, ao qual poderão aderir e jogar.

Não se paga nada, apenas tens de escolher a tua equipa. No final de cada jornada recebes e-mail com a tua pontuação. No dia anterior à jornada receber lembrete no e-mail para fazer a equipa.

Faz o teu registo em http://pt.uclfantasy.uefa.com/

Primeiro escolhe o nome da tua equipa, se possivel o nick que utilizas aqui. Segundo cria a tua equipa. Terceiro adere à liga FCPLINK, para assim jogarmos entre todos, para isso basta no menu ligas onde diz aderir a uma liga privada colocar o código 28047-7043. E Aderes. Qualquer dificuldade manda mensagem.

Abraço a todos

Categoria: FCPorto

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 altHoje assisti com grande felicidade e orgulho ,ao desempenho magnífico do nosso piloto Álvaro Parente.

Na segunda prova do dia fiquei perplexo com a parcialidade desse alegado canal de televisão TVI. Só davam relevo ao Petiz, até o quequezinho ter partido a caixa de velocidades, e ser obrigado a desistir.

Depois vem a entrevista aos vip’s, que de very important people nada têm, são portugueses incultos, cegos, dementes e adeptos do clube co-fundado por casapianos (e que por isso deviam estar habituados ao sofrimento, de tanto levar nele). Houve um iluminado que nem me lembro o nome, que quando questionado pela jornalista se iria apoiar a outra equipa portuguesa em prova, afirmou que iria apoiar o Flamengo que ia em primeiro na segunda corrida do dia. Este alegado VIP que vá para o Parque Eduardo VII apanhar na bolha (e desculpem o termo), já que o seu clube não tem carro em pista.

Há de realçar o patriotismo dos adeptos do Sporting, que afirmaram que passavam a apoiar o carro portista. Bem hajam!

No final da vitória nesta segunda corrida,  metem um longo intervalo, e não mostram os festejos do Álvaro junto de Vítor Baía e restante equipa.

A Media Capital não se enganou quando terminou com o Jornal Nacional de Sexta, apresentado pela mulher da boca cujo tamanho mete inveja aos hipopótamos. Deviam era fechar o canal que mais envergonha o jornalismo em Portugal.

Depois vem o mais ridículo, nova regra impede o Álvaro de participar na super final, enfim…. Ficamos todos desiludidos, mas ficou a excelente prestação na segunda corrida do carro do nosso Fc Porto.

É esta revolta de diferença de tratamento, que faz de nós portistas mais unidos a lutar contra estes adeptos do maior clube português “Anti-Porto FC”.

 

Este será o carro do clube co-fundado por casapianos para o ano, caso paricipem na provaalt

 

 

Excelente entrevista de João Nuno Coelho na última Pública. [abaixo transcrita]

Mais do que aconselhável leitura. Da futebolização do país Portugal (e do Ma-schamba??). Não resumo, acho que vale a pena ler tudo.

Apenas dois retoques. Ainda que não criticas, pois estamos diante de uma mera entrevista, não é decerto um discurso acabado (se é que os há). Diz JN Coelho:

“O futebol propicia a criação da tal unidade nacional, que é a pedra de toque do nacionalismo, fazendo-nos crer que somos todos iguais, todos portugueses e todos juntos. E esse é o grande perigo, porque esse discurso de unidade facilmente faz esquecer as tais diferenças que são salutares. E porque o futebol faz a tal representação da nação como interesse supremo é que muitas vezes o discurso reproduzido pelos jornalistas e também pelos políticos coloca o interesse da selecção acima de todos os outros interesses, dizendo, em termos simbólicos, que o que interessa é a nação. Aliás, se há ideologia bem sucedida é o nacionalismo, que é apresentado como mais importante do que a própria vida.”

a. mas todas as sociedades produzem rituais e/ou festividades, mais ou menos cíclicas, onde se propaga momentaneamente essa igualdade, essa comunhão (muitas vezes até invertendo hierarquias), se sedimenta uma pertença conjunta, esse interesse superior. E esses momentos existirão também porque no quotidiano a comunhão, a igualdade não são totalmente assumidos. Não há aqui particularismo. Portanto, onde está o perigo? Pelo menos, onde está o perigo particular?

b. o discurso dominante é o do reduzido nacionalismo português. Aliás muitas vezes associado à decadência do país, o constante “decadentismo”. Ora por um lado encontramos um país que se auto-considera pouco nacionalista (ou que o diz, o que será algo diferente). Ou pelo menos que pouco pratica o nacionalismo, nesta época europeísta. Por outro temos um país radicalmente futebolizado.

Então como manter a equação que o trecho citado afirma?

Gostava de encontrar o homem. Seja ele pouco académico e dará para uma boa conversa.

 

A Excessiva Importância Social e Política Que Damos ao Futebol É Ditatorial e Asfixiante

 

Por JOÃO NUNO COELHO (Sociólogo)

 

Domingo, 20 de Junho de 2004

 

Natália Faria Fernando Veludo

 

Começou por fazer parte da alta burguesia ligada aos ingleses. Depressa se alargou a todas as classes sociais e Salazar não tardou em usá-lo como instrumento legitimador. Hoje, a sociedade portuguesa está totalmente futebolizada, espelhando um país litoralizado e imobilista. O sociólogo João Nuno Coelho diz que há uma total futebolização da sociedade portuguesa e havemos de pagar um preço depois do Euro 2004.

 

P. Em que momento é que, em Portugal, o futebol deixou de ser um fenómeno de elites para se democratizar e tornar num espectáculo de massas?

Nos anos 1920 e 1930. O primeiro jogo de futebol envolvendo portugueses foi em 1888, promovido pela aristocracia e alta burguesia de Lisboa, que tinham contactos com os ingleses ou alguns filhos a estudar em Inglaterra, e que trouxeram bolas e começaram, no fundo, a convidar os seus pares para jogar futebol. Até ao final do século XIX, é essa a realidade: um desporto praticado de forma desinteressada, sem estruturas, sem clubes, apenas brincadeira de amigos.

P. Mas expande-se rapidamente a toda a sociedade.

Curiosamente, o futebol teve alguma dificuldade de inserção por causa do Ultimato inglês, que levou a que se considerasse mau tudo o que estivesse conotado com os ingleses. O futebol era, aliás, chamado o “jogo do coice” dos ingleses. Só no início do século XX é que surge o primeiro clube de base claramente popular, quando diversos casapianos se juntam para criar o Sport Lisboa e Benfica (na altura Sport Lisboa de Belém). O Sporting e o Porto, que nasceram também nessa altura, foram criados por pessoas de condição social superior e ainda com muitas ligações aos ingleses.

P. O futebol português não ajudou também a alcandorar à condição de heróis indivíduos de classes baixas?

A popularidade do futebol está muito ligada ao associativismo e às identidades locais. Por volta de 1910, o futebol começa a representar o local em competição com outros locais, proporcionando a sensação de pertença, de fazer parte de algo. É a partir do momento em que se tornam legítimos representantes do local (da nossa cidade do nosso país…) que os jogadores são elevados à condição de heróis. Aquilo que eles dão, no fundo, é a validação da nossa identidade.

P. Essa equiparação dos de condição baixa à condição de heróis não baralhava a lógica salazarista, que promovia a conformação social, o viver pobre e alegremente?

Sim, mas até 1960 não havia profissionalismo no futebol em Portugal. Ninguém podia dizer que havia jogadores profissionais a ganhar imenso dinheiro. Não era legal nem assumido. Ou seja, essa ideia do herói não era correspondida por pagamentos e por capital económico. Por outro lado, Salazar não permitiu que vários jogadores fossem para o estrangeiro. O Eusébio podia ter ido jogar para o estrangeiro ganhar imenso dinheiro nos anos 60, mas foi proibida a sua saída, porque era um símbolo nacional.

P. E daí passa-se para o aproveitamento do futebol enquanto instrumento de afirmação do orgulho pátrio?

Apesar de não gostar nada de futebol, Salazar teve a noção de que ele podia ajudar a manipular os processos identitários. O Benfica (não por culpa sua mas pelo facto de ganhar) tornou-se muito apelativo em termos de discurso identitário. Mas Salazar serviu-se muito do futebol sobretudo na questão da multirracialidade do Império, aproveitando o facto de haver muitos jogadores oriundos das ex-colónias.

P. Isso era usado para legitimar a presença portuguesa nas colónias?

Completamente. Numa altura em que havia enorme pressão internacional no sentido do reconhecimento da independência das colónias, o futebol apresentava essa presença de forma positiva, dando a entender que existia respeito pelos colonizados e uma grande multirracialidade, o que não era verdade.

P. Como é que o futebol, na altura como agora, reproduz a ideia de nação?

O futebol propicia a criação da tal unidade nacional, que é a pedra de toque do nacionalismo, fazendo-nos crer que somos todos iguais, todos portugueses e todos juntos. E esse é o grande perigo, porque esse discurso de unidade facilmente faz esquecer as tais diferenças que são salutares. E porque o futebol faz a tal representação da nação como interesse supremo é que muitas vezes o discurso reproduzido pelos jornalistas e também pelos políticos coloca o interesse da selecção acima de todos os outros interesses, dizendo, em termos simbólicos, que o que interessa é a nação. Aliás, se há ideologia bem sucedida é o nacionalismo, que é apresentado como mais importante do que a própria vida.

P. Que consequências é que isso pode ter no viver colectivo?

O caso português é muito interessante porque faz parte de um conjunto de países em que a identidade nacional está muito ligada ao futebol. E isso decorre, como dizia o [sociólogo] Boaventura Sousa Santos, do défice de produção de cultura e de identidade nacional, na escola e a vários níveis, por parte do Estado português.

P. Que se serve do futebol como muleta para colmatar essa falha?

Sim. E chegamos a esse ponto simbólico que é o Euro 2004, que traduz uma grande e quase patética imaginação do centro: estamos nós a tentar fazer parte do centro. E depois vemos os políticos, que detêm as responsabilidades, a falarem permanentemente da sua importância na auto-estima dos portugueses. É algo que a mim me choca profundamente. Sou um grande apaixonado por futebol, mas acho muito grave ver a auto-estima dos portugueses dependente de um evento futebolístico.

P. Até porque o futebol é um jogo todo ele dominado pela arbitrariedade: a sorte e o azar…

… E por uma bola de futebol que bate num poste e pelo mau momento de um jogador. Estamos a atravessar um momento de total futebolização da sociedade portuguesa. E havemos de pagar um preço, nomeadamente depois do Euro 2004, por esta excessiva importância social e política do futebol, que é ditatorial e asfixiante. Não faz sentido que o futebol profissional, que tem supostamente tantas potencialidades económicas, seja apoiado pelo poder político. O que faz sentido é apoiar o futebol amador.

P. Haverá aqui uma inversão da lógica inicial? A nação usava o futebol para se legitimar e agora é o futebol que se impõe à política.

Na medida em que os políticos esperam que o apoio aos clubes se traduza em votos no dia das eleições. E isso também se passa devido à tal simplicidade do futebol que permite que a maior parte das pessoas o compreenda e se sinta capaz de discutir e de manejar os conceitos. Note que a maior parte das esferas mediatizadas surge como complexas e difíceis de interpretar pelas pessoas, enquanto o futebol é muito simples e por isso é que há tantos treinadores de bancada: as pessoas sentem que controlam esses factores. Para os políticos, a colagem ao futebol é também uma maneira de se tornarem compreendidos.

P. O que é que o futebol português, dentro e fora do campo, diz daquilo que somos?

Por um lado, vemos uma concentração do poder à volta de três clubes. E o facto de os três grandes terem ganho 97 por cento dos títulos diz muito acerca de uma sociedade conservadora e imobilista. E mesmo o Belenenses e o Boavista são clubes das grandes cidades (Lisboa e Porto, respectivamente), o que traduz uma litoralização, uma desigualdade brutal em termos territoriais e sociais.

Depois: como é que um fenómeno social que consegue fazer parar o país várias vezes ao ano e abre telejornais e bate recordes de audiência e tem capacidade para vender mais de 300 mil diários desportivos por dia não consegue ter nos estádios mais de uma média de cinco mil espectadores por jogo? O que é que isso diz acerca do processo de mediatização brutal na sociedade portuguesa? O que é que isso diz acerca da participação dos portugueses nas coisas ou da sua acomodação? Acho que diz muito.

P. Então o que é que se está a jogar verdadeiramente no Euro 2004?

O que se devia estar a jogar era um Campeonato da Europa de Futebol, que é realmente uma festa fantástica. O que me parece é que, ao mesmo tempo, se está a jogar essas representações de pequenez e de grandeza, de decadência, de fazer parte do centro…

P. O investimento de dinheiros públicos no evento está à espera de ser justificado com uma vitória portuguesa?

Sem dúvida.

P. O que é que acontece num cenário de derrota?

Há aqui duas coisas diferentes: organização do campeonato e aspecto desportivo. É mais aceitável que corra mal em termos desportivos - embora me preocupe a forma como foi concebida a ideia de que a auto-estima dos portugueses poderá ficar muito melhorada com uma vitória - do que na própria organização do evento. Se a organização falhar, se houver problemas de segurança, então sim, será grave. De resto, não faz sentido que Portugal, com as suas lacunas em termos económicos, organize um campeonato desta dimensão. Os outros países que organizaram campeonatos europeus são centrais: a França, Alemanha, Inglaterra… A Holanda e a Bélgica optaram por organizar juntas o campeonato.

P. A Inglaterra, por exemplo, tem diários desportivos?

Não. Tem imensas revistas e semanários de desporto, mas, em termos de diários, há jornais generalistas com secções de desporto.

P. E como explica o facto de em Portugal haver três diários desportivos?

Talvez porque o futebol cumpre funções muito mais vastas do que seria desejável e racional. Isso decorre também da tal incapacidade de o Estado promover políticas de cultura, de desporto que não só o futebol, de educação. É um factor do nosso subdesenvolvimento.

P. Pode-se dizer que o futebol tem um efeito terapêutico na vida das pessoas?

Não sei se é terapêutico, é com certeza factor de excitação numa sociedade cada vez mais inexcitante, em que as emoções são cada vez mais controladas. Há todo um processo civilizacional que leva ao controlo dos comportamentos e a uma redução cada vez maior dos espaços de transgressão. Nessa medida, o futebol permite um descontrolo controlado das emoções. Mas tenho um cuidado brutal em não me deixar apanhar pelo discurso legitimador, porque o futebol não pode ser tudo na vida, tem que haver outras formas de êxtase.

P. E tem os ingredientes de que se compõe a vida: a arbitrariedade, a sorte e o azar, a meritocracia.

Porque funciona como uma condensação simbólica das sociedades é que o futebol tem tanta popularidade. E tem, além dos factores que referiu, um elemento neutro, o árbitro, que nos permite justificar as derrotas. Se não houvesse esse bode expiatório, seria terrífico, insuportável para algumas pessoas. Aquele senhor que está ali permite que a derrota nunca seja total. 

PERFIL
João Nuno Coelho, 34 anos, foi pioneiro na eleição do futebol como objecto de estudo em Portugal. Sociólogo desde 1993, soube fintar os narizes torcidos da academia e hoje tem três livros publicados sobre a matéria. O primeiro, “Portugal, a Equipa de Todos Nós - Nacionalismo, Futebol e Media”, saiu em 2001 e valeu-lhe o prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de Língua Portuguesa. No ano seguinte, arrisca uma história do futebol português no livro “A Paixão do Povo”, em parceria com Francisco Pinheiro. A mesma dupla regressou, no início deste mês, às livrarias, com a publicação de “A

 

A ilusão

 

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A esperança

 

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A desilusão

 

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O medo

 

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A dura realidade

 

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