« Página Anterior  |  resultados 1-20 de 84  |  Página Seguinte »
Categoria: FCPorto
ENTREVISTA A YURAN
 
alt
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jornal i,
por Rui Tovar, Publicado em 10 de Setembro de 2010   
 
O avançado e Kulkov trocaram o Benfica pelo FC Porto. Estrearam-se de azul e branco a 10 de Setembro
Mogrovejo, Paz, N''Tsunda, Zwane e Baroni. Por incrível que pareça, é assim que começa a caminhada para o inédito penta do futebol português. São estes cinco jogadores os primeiros a ser contratados pelo FC Porto, cortesia de Marcelo Housemann, empresário argentino com ligações privilegiadas ao técnico inglês Bobby Robson. A ideia dos portistas é competir com o campeão Benfica, mas cada nome é pior que o outro. Só se salva o peruano Baroni, o único que joga, ainda que a espaços (14 jogos, todos a suplente), durante a época. Para salvaguardar este quinteto de fiascos, o FC Porto entra finalmente em cena e contrata jogadores a sério, como Emerson (ex-Belenenses) e Rui Barros (Marselha).

Está fechado o plantel? Não, faltam dois jogadores, que só chegam no último dia do mercado: Serguei Yuran e Vassili Kulkov. Se o FC Porto dá tiros nos pés com o penta de reforços de meia-tigela, o Benfica não lhe fica atrás. Além de trocar o treinador campeão (Toni) por Artur Jorge, este novo timoneiro dispensa os dois russos, que, sem clube, rapidamente se apresentam nas Antas. Para jogar e para ganhar - foram aliás os únicos estrangeiros a sagrar-se campeões nacionais em anos seguidos por equipas diferentes. Foi Yuran quem nos chamou a atenção para esta curiosidade.

Yuran, boa tarde. Como está?

Boa noite, aqui já é noite [em Moscovo, são três horas a mais que em Lisboa]. Estou bem, obrigado.

Quero entrevistá-lo. Posso falar português à vontade?

Claro que sim. Aprendi português há mais de dez anos e pratico-o de vez em quando. Há uns três anos estive aí no Algarve com a minha equipa [Shinnik Yaroslavl]. Olha, perdemos com a Olhanense, por exemplo. E pratiquei o meu português. Com o árbitro. Eheheh...

E agora o que faz?

Sou um treinador desempregado. Mas daqui a 15/20 dias hei-de arranjar uma solução. Há conversações com clubes.

Do que eu quero falar consigo é da

carreira de jogador em Portugal. Lembrava-se que neste dia, 10 de Setembro, em 1994, você e o Kulkov se estrearam pelo FC Porto?

Do dia em si, não, mas lembro-me dessa troca e do que ela provocou no futebol português. Afinal não é todos os dias que se sai de um campeão para outro...

De um campeão para outro?

Sim. Nós fomos campeões pelo Benfica em 1994 e fomos campeões pelo FC Porto em 1995. Fomos os primeiros - se não engano, até agora os únicos - jogadores estrangeiros a vencer dois campeonatos nacionais seguidos por clubes diferentes.

Bem visto. Havia diferenças entre o Benfica e o FC Porto?

Ahhhh, claro que sim. O FC Porto era uma família, o Benfica... uma brincadeira. Naqueles tempos o Benfica trocava de treinador constantemente, e até de presidente. No FC Porto ainda hoje isso é impensável. Há um homem-forte que move todo um clube, em luta por títulos e mais títulos. Nunca adormecem à sombra da glória. Têm sempre fome. Por isso o FC Porto foi bicampeão europeu e bicampeão mundial nos últimos 25 anos. Por isso o FC Porto está sempre nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões ou da Taça UEFA.

Mas o Benfica foi quem o trouxe para a Europa, certo?

Sim. Cheguei a Lisboa em 1991. No ano anterior ganhei tudo ao serviço do Dínamo Kiev: campeão da URSS, vencedor da Taça da URSS e eleito melhor jogador da URSS. Além disso, marquei cinco golos na Taça das Taças, um deles em Barcelona [1-1]. Isso deu-me projecção e o passo normal era uma transferência para um grande do futebol europeu. Calhou ser o Benfica. O Eriksson insistiu na minha contratação.

Como foram os tempos em Lisboa?

Loucos, eheheh. Agora entendo a raiva de algumas pessoas, mas têm de compreender que eu e o Kulkov, que chegou na mesma época que eu, só que vindo do Spartak Moscovo, viemos de uma realidade completamente diferente. Em Kiev, na URSS, era treino, estágio, treino, estágio. Uma seca, pá! Os jogadores passavam muitas horas juntos, sem nada para fazer. Quando chegámos a Portugal havia um treino de hora e meia e depois era dia livre para o que quiséssemos fazer. Por isso íamos às compras, íamos aos restaurantes, íamos passear, íamos para os bares. Agora entendo que isso é errado, mas aquela realidade entrou em choque com a nossa cultura e deixámo-nos absorver por ela. E foi bom.

Quando iam aos restaurantes ou aos bares, nenhum adepto vos irritou ou incomodou?

Nunca, nunca. Sempre tivemos o respeito de toda a gente. Algumas pessoas até nos ofereciam uns copos. E diziam-se do Benfica. Será que era do Sporting e só nos queriam enganar? Eheheh...

E a ressaca no dia seguinte?

Não havia ressaca nenhuma. Eheheh. Treinávamos normalmente, como se nada fosse. E quando tínhamos algum problema falávamos com o Eriksson [o treinador, sueco, na primeira época de Yuran e Kulkov, em 1991-92].

Então o Yuran nunca teve problemas no Benfica?

Só nunca contei com a compreensão do Mozer. Esse estava sempre a implicar comigo.

Porquê?

Não sei, pergunta-lhe tu a ele. Não devia gostar das pessoas de Leste. Também implicou com o Ivic [treinador jugoslavo no início da época 1992-93, substituído em Dezembro por Toni]. Comigo, às vezes, era duro naquelas bolas divididas. Eu revidava e lá vinham problemas, porque ele não aceitava que lhe tocassem. Quantas vezes o treino foi interrompido para os outros nos separarem? Não há dedos nas mãos para isso. Mas o problema maior nem era esse.

Então?

No FC Porto, o Paulinho Santos e eu também estávamos sempre às turras. Depois, no balneário, os mais velhos, como o João Pinto, juntavam-nos, abraçavam-nos e serenavam os ânimos. Costumavam chamar-nos o Mike Tyson I e o Mike Tyson II. Íamos almoçar em grupo, ali para os lados de Vila do Conde, de onde era natural o Paulinho Santos, ou então ia só almoçar com o Mourinho e tudo ficava resolvido. No Benfica não havia esse sentimento de aproximação depois dos treinos. As brigas entre mim e o Mozer eram constantes e nunca nos acalmavam os ânimos. No fim do treino, cada um ia à sua vida. No dia seguinte eu aparecia descontraído e o Mozer parecia que trazia o problema do dia anterior com ele e aí era pior ainda.

Como se deu a troca Benfica-FC Porto?

Foi tudo muito rápido. O Artur Jorge não contava connosco e tratámos de arranjar um clube, com a ajuda do nosso empresário [Paulo Barbosa]. Tanto eu como o Kulkov nos dávamos muito bem com o Bobby Robson, sobretudo depois do acidente do Cherbakov [avançado russo que ficou tetraplégico depois de um acidente de viação na Avenida da Liberdade], em que nós os três, mais o Mourinho [adjunto de Robson], nos encontrávamos no hospital [S. José, em Lisboa] com regularidade. Ficámos amigos desde então e trocávamos muitas mensagens. Quando soube que o Benfica nos dispensara, o Robson falou com o Pinto da Costa e o negócio fez-se num instante. O Benfica ainda ganhou muito dinheiro com esta dupla transferência [a segunda da história entre os dois clubes, depois de Dito e Rui Águas terem feito o mesmo trajecto, em 1988-89], mas nós é que voltámos a ser campeões.

Alguma recordação especial dessa época?

Ahhhh, claro que é aquele golo na Luz [2 de Outubro de 1994]. Marquei o 1-0 aos 65 minutos, fui expulso por dois amarelos aos 75'' e o Isaías empatou aos 90''. Acabou 1-1, mas marcar aquele golo foi muito bom, libertador. A caminho do balneário, o José Mourinho, naquele estilo que ainda hoje lhe é característico, agarrou-se a mim e gritava para o ar ''és o maior'', ''estás aqui é para marcar'', ''mostraste aos gajos que és bom'', ''deste-lhes uma lição''. Eu só me ria, enquanto os jogadores do Benfica seguiam cabisbaixos, como o treinador [Artur Jorge] e até o presidente [Manuel Damásio]. O Mourinho deixou a porta do balneário aberta e continuou a falar altíssimo, para os do Benfica ouvirem.

Foi bicampeão nacional e depois voltou à Rússia.

Estava cansado e triste. Aconteceram muitas coisas más, como o acidente do Cherbakov [pausa], a morte do Rui Filipe [mais uma pausa]. Bem sei que são coisas que acontecem, mas de certa forma enfraquecem-nos. Por isso quis voltar para casa. E até fui bem-sucedido, no Spartak Moscovo.

Ao lado do Kulkov?

Claro, éramos inseparáveis. E eu pergunto: quantas equipas ganharam os seis jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões? O Spartak Moscovo, em 1995-96, num grupo com Blackburn, Légia Varsóvia e Rosenborg. Seis jogos, seis vitórias. Eu marquei quatro golos, um em Blackburn, quando ganhámos 1-0. Foi, aliás, esse o golo que me fez transferir para o Millwall, também da Inglaterra, a meio dessa época.

Deixe-me adivinhar: você e o Kulkov?

Claro que sim, mas então? O Bobby Robson aconselhou-nos ao Mick McCarthy, o treinador do Millwall. O problema é que mal chegámos o Mick saiu para treinar a selecção da República da Irlanda. Com outro treinador, não jogámos muito. Ou mesmo pouco.
Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt

É oficial Raul Meireles vai representar o Liverpool!

A Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD, nos termos do artigo 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que chegou a acordo com o Liverpool FC para a cedência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva do jogador profissional de futebol Raul Meireles pelo valor de 13.000.000 € (treze milhões de euros).
Mais se informa que o acordo relativo a esta transferência envolve pagamentos eventuais futuros, dependentes da performance desportiva do clube que o atleta irá representar.

O Conselho de Administração

Porto, 29 de Agosto de 2010
 
Raul Meireles nasceu em 17 de Março 1983 no Porto, cidade onde sempre jogou. 
 
Convocado regularmente para as selecções portuguesas de formação, Raul Meireles já tem no seu currículo um título do Campeonato da Europa de Sub-16, conquistado em Israel, no ano 2000. No Verão de 2004, Meireles fez parte da equipa portuguesa que conseguiu o terceiro lugar no Campeonato da Europa de Sub-21, na Alemanha, e que valeu a Portugal, e ao próprio jogador, a presença nos Jogos Olímpicos de Atenas.
 
Raul Meireles produto das escolas de formação do Boavista FC, foi inicialmente emprestado ao Desportivo das Aves na época de 2001/02. Regressou ao Bessa no Verão de 2003 para dar início a uma época de sucesso pessoal, tendo participado em 29 jogos da Superliga, com apenas 21 anos de idade. Em Julho de 2004, o jovem médio assinou por cinco épocas no rival e campeão europeu FC Porto. Após ter assinado pelo FC Porto, Meireles disse o seguinte : 
 
"Transferi-me para um grande clube. Quando recebemos um convite deste género, não há quaisquer dúvidas. Vou continuar na minha cidade, mas no melhor clube da Europa". 
 
O caminho para a sua afirmação no FC Porto foi árduo, teve de lutar para se manter nos campeões nacionais no final da primeira (e atribulada) temporada, foi conquistando a pouco e pouco o exigente Co Adriaanse e transformou-se em jogador imprescindível para Jesualdo Ferreira.

alt

2004/2005

 
Raul Meireles não conseguia afirmar-se, e o tribunal do Dragão não lhe perdoava o mínimo erro, cada vez que entrava na equipa.
O clube vivia dias atribulados, com a reconstrução de uma equipa que havia conquistado a Europa.
Qualquer jovem como ele, Diego, Bosingwa ou Pepe não tinham grande margem para errar. Os adeptos exigiam a afirmação.
Em jogo diante do Liverpool, disputado na pré-época ainda com Del Neri, Meireles e Bosingwa fizeram dupla no miolo … e saíram-se bem, tendo Meireles sido elogiado por Wenger, mas com a saída do treinador italiano, voltaram as indefinições.
Chegou mesmo a actuar pela equipa B. Ponderou-se a hipótese de empréstimo, mas eis que com a saída de Costinha e Maniche abriram-se portas para Raul que assim participou em mais jogos, sendo que alguns como titular. Nesta época fez apenas 13 jogos e não marcou qualquer golo.
 
 
alt2005/2006
 
Meireles foi aposta inicial de Co Adriaanse na pré-época, fazendo parte de um trio que era constituído por ele, Lucho e Hélder Postiga (a 10!!!).
Todavia Meireles lesiona-se e perde o lugar definitivamente para Paulo Assunção.
Entretanto Postiga sai, Diego afirma-se e o nosso trio de meio campo passa a Assunção, Lucho e Diego.
Depois de Adriaanse se ter chateado e colocado de lado Diego, o treinador holandês altera o sistema táctico para um ofensivo 3-3-4, ganhando assim Meireles espaço na equipa que se sagrou campeã nacional, passando o nosso trio a ser Assunção, Meireles e Lucho, os quais se afirmaram e mantiveram na época seguinte. Nesta época fez apenas 19 jogos e marcou 2 golos.


alt
2006/2007
 
Já com Jesualdo Ferreira no comando técnico, surgiram novas dificuldades para Meireles. O FC Porto contrata jovem Anderson, o então considerado melhor jogador do mundo na sua idade.
 
Lucho e Assunção eram pedras basilares e Meireles via o seu lugar em perigo.
Mas quando Anderson se estava a afirmar, eis que é alvo de uma entrada bárbara de um jogador do Benfica e lesiona-se gravemente ficando parado durante meio ano.
O azar do jovem brasileiro foi a sorte de Meireles, que se afirmou no FC Porto Bicampeão nessa época. Nesta época fez apenas 33 jogos e marcou 4 golos.




alt
 2007/2008
 
Foi a época mais feliz de Meireles no FC Porto.
Anderson é transferido para o Manchester United e o trio Assunção, Lucho e Meireles, tornam-se o motor do naturalmente Tricampeão com mais de 20 pontos de avanço sobre o 2º classificado. Após esta fantástica época, Meireles é convocado para o Euro 2008, prova na qual marcou um golo frente à Turquia. Nesta época fez apenas 37 jogos e marcou 4 golos.




alt
2008/2009
 
Meireles assume-se definitivamente no campo e no balneário.
Assunção abandona o clube e é substituído por Fernando, sem nunca estar em causa o lugar de Meireles e Lucho.
Nos maus momentos, fruto da indefinição da posição 6, consegue ser ele a manter os equilíbrios no meio campo, pois Lucho não estava na melhor forma das épocas transactas.
Raúl Meireles faz uma excelente época, sagra-se Tetracampeão e ganha a titularidade da nossa selecção. Nesta época fez apenas 39 jogos e marcou 4 golos.

 
alt
2009/2010
 
Meireles assume a camisola 3 de Pedro Emanuel, perde o seu companheiro de meio campo Lucho … e isso nota-se.
Faz uma época mais abaixo do que pode e sabe, e tudo parece sair mal à equipa neste campeonato dos túneis.
Não se sagra Pentacampeão. Nesta época fez apenas 35 jogos e marcou 2 golos.

Falham os objectivos no clube, apenas colmatados pela conquista da Taça de Portugal, e após a conquista da Taça Raul afirma:
 
«Todos os jogadores querem ir o mais longe possível, e eu não fujo à regra. Se aparecer uma boa proposta de um bom clube, é só conversar e ver se é bom para mim.» 
 
[mas sente que esta é uma boa altura para dar o salto?] «É uma altura boa para dar o salto, mas estou bem no F.C. Porto, que é um excelente clube. O que tiver de acontecer, acontecerá.»
 
É convocado para o mundial da África do Sul, após ter sido um dos jogadores mais importantes no apuramento.
Faz um excelente mundial, e torna-se um alvo apetecível dos clubes europeus, pelo que a sua saída era inevitável.
 
O FC Porto não pode "cortar" as pernas a um jogador que quer sair, e que vai celebrar um excelente contrato aos 27 anos.
 
Raul deve ter vivido maus momentos nesta pré-época com a indefinição face ao seu futuro. 
 
Soube esperar, e o nosso presidente como sempre esticou a corda ao máximo conseguindo colocar Meireles num grande clube europeu … e Raul merece-o! 
 
Longa foi a espera … mas valeu a pena! 
 
Claro que o Raul vale mais que 13 milhões...mas nas circunstâncias actuais é um valor aceitável... O Real Madrid só pagou 15 milhões ...por Mesut Özil.
 
Meireles fez 176 jogos pelo FC Porto, tendo apontado 16 golos, entre as épocas de 2004-2005 e 2009-2010.


Perdemos uma referência no nosso balneário, que depois das saídas de Bruno e Nuno, vão dificilmente colmatadas. Não obstante Helton estar a cumprir bem o papel, acho que o Porto deve ter como líder de balneário um jogador à “Porto”.
 
alt
 
 
Na Selecção Nacional
 
Raul Meireles alcança um historial de 33 internacionalizações pela Seleção Portuguesa, aos 27 anos. Sendo ainda da época de Scolari, no entanto só começou a ser utilizado regularmente a partir da época de Queiroz, na qual se revelou um médio de grandes qualidades.
Foi ele que marcou o golo que carimbou definitivamente a ida da seleção ao Mundial da África do Sul frente à Bósnia. No mundial marcou um golo frente a Coreia do Norte, em partida que acabou em 7-0.






 
 
 
"Raul Meireles faz parte de uma categoria de jogadores que, silenciosamente, colocam a máquina do onze em movimento. Eles são como a «caixa negra» da equipa onde fica gravada a estratégia treinada durante a semana e os segredos da vitória ou da derrota no jogo".
Luís Freitas Lobo
 
Palmarés:
 
Campeonato Europeu de Futebol sub-17: 2000
 
Campeonato Português: 2005-2006, 2006-2007, 2007-2008, 2008-2009
 
Taça de Portugal: 2005-2006, 2008-2009, 2009-2010
 
Supertaça Cândido de Oliveira: 2005-2006, 2008-2009, 2009-2010

Obrigado por tudo Tetra Campeão e boa sorte nesta tua nova etapa da tua carreira.
Categoria: FCPorto

Publicado por Ricardo Jorge em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt


O FC Porto venceu esta noite o Rio Ave e após três jornadas da Liga, consegue a liderança isolada e mantém-se apenas com vitórias e sem golos sofridos, numa média de 2 golos por jogo.
 
O FC Porto respira confiança, tranquilidade e nível elevado de eficácia. Assim até parece simples.
 
Claramente mérito do FC Porto, que tem entrado nestes jogos oficiais (6 até ao momento) com o adversário muito bem estudado e com uma capacidade de mudar o esquema táctico adaptando-se às reacções do próprio adversário. Mérito dos jogadores, do plantel (mesmo com limitações de lesões, inscrições, gestão activos, etc...) e de Villas Boas, que mais uma vez demonstra estar muito atento ao jogo, incidência a incidência, alterando o esquema e substituindo jogadores, não quando os treinadores de bancada entendem, mas sim, antes, o que demonstra a atenção com que está ao jogo.
 
Esta noite, foi um FC Porto à imagem dos últimos jogos fora de casa (Naval e Genk). Não foi dominador, não foi arrebatador, deixou respirar o adversário, mas atacou-o nos momentos certos e manteve sempre um controlo do jogo, mesmo quando não tinha a bola em seu poder. Ou seja, o FC Porto, salvo a devida comparação, parece uma típica equipa italiana a jogar, cínica, mortífera, a defender bem, a atacar pouco mas com nível elevado de eficácia.
 
Não foi um jogo muito bem jogado, tecnicamente, mas tacticamente o FC Porto esteve mais uma vez muito bem, principalmente no meio campo e ataque e mais uma vez, Helton, nas poucas intervenções que teve, esteve ao mais alto nível.
 
Contudo, penso que o FC Porto, sobretudo na primeira parte, ficou preso de movimentos pelo esquema de 4X3X3 apresentado, isto porque Hulk encostado a uma das linhas não tem o rendimento que apresenta quando joga mais solto e Varela acabou por não ser feliz e desequilibrador, tal como o foi na Supertaça, o que acabou por limitar a acção de Falcão.
Na segunda parte, o Rio Ave abriu mais espaços e acabou por permitir ao FC Porto jogar como gosta, com mais espaço para a criatividade dos médios. Foi assim que surgiu o 2º golo, numa bela jogada que passou por vários jogadores e finalizada por Hulk.
 
Quanto ao árbitro, passou algo despercebido com excepção de algumas entradas mais duras, recordo uma sobre Sapunaru, com ou sem intenção, foi perigosa e lesionou o jogador e mais uma cotovelada, desta vez de Milhazes sobre Hulk, que também não mereceu acção do árbitro. O lance mais polémico acaba por ser perto do final da primeira parte, uma acção faltosa de Alvaro Pereira dentro da área. Penso que seja penalti apesar de apenas ser visível nas imagens que Alvaro Pereira não corta a bola. Contudo, antes um jogador do Rio Ave ganha posição vindo de fora de jogo.

 
Algumas notas para os jogadores do FC Porto:
 
Helton (4) – Mais uma vez, decisivo em impedir que o FC Porto sofresse golos. Poucas vezes chamado, mas sempre com intervenções de grau de dificuldade elevado. A continuar assim, será a melhor época no FC Porto.

Sapunaru (3)– Continua a não apoiar o ataque tal como faz Alvaro Pereira. Mais recatado, não comprometeu apesar de ter tido algumas dificuldades com Bruno Gama. Saiu lesionado, após ter sofrido mais uma entrada dura.

Alvaro Pereira (3) - Muito atacante como é seu estilo, mas teve algumas dificuldades para defender ao mesmo nível que lhe é habitual. Aparentemente cometeu uma falta dentro da área num lance que se precipitou na forma como entrou à bola.

 

Maicon (3) – Juntamente com Rolando, não tiveram muito trabalho, contudo nota-se alguma intranquilidade da dupla que não aconteceu em outros jogos.

Rolando (3) – Sente-se nos últimos jogos alguma intranquilidade que pode estar relacionada com a contratação de Otamendi e a exibição menos conseguida no jogo com o Genk no Dragão, contudo não comprometeu apesar de juntamente com Maicon ter permitido alguns remates perigosos do adversário.

 

Fernando (4)– Mais uma boa exibição. Acima de média. Está em todo o lado. Este ano junta à força alguma técnica e acções ofensivas. Excelente.

Moutinho (3) – Não está a ter um papel de destaque na equipa tal como tinha no Sporting. Claramente no Sporting carregava a equipa, aqui, é mais um num meio campo de grande qualidade. Nota-se igualmente que tem um papel mais defensivo e prova de como está a cumprir e bem é a ausência de destaque em terrenos mais ofensivos. Cada vez mais um 8 e menos um 10.

 

Belluschi (3)– Tem subido de produção nos últimos jogos. Para além de já ter marcado 2 golos esta época, e logo 2 grandes golos, demonstra mais confiança desde o jogo da Naval, onde claramente não esteve nada bem. A concorrência aperta e parece que está a ser saudável e com benefícios para a equipa. Boa visão de jogo, bom toque de bola. Pena que no esquema de 4X3X3 ainda se preocupe com tarefas defensivas. Este é mais um jogador que no esquema de 4X4X2 terá mais rendimento.

 

Hulk (4)– Força, técnica, explosão e eficácia. Desta vez não marcou de bola parada, mas apareceu muito bem no centro da área, à ponta de lança, para marcar o 2º golo. É o jogador que faz a diferença. Pena que continue em momentos do jogo encostado às linhas.

 

Varela (3) – Muito apagado na primeira parte. Melhor na segunda parte, sobretudo pelo lance do golo. Muito longe do Varela sem ritmo do jogo da supertaça. Nota-se alguma apatia e falta de rapidez nos dribles.

Falcão (3) – Pouco interventivo no jogo, mas mais uma vez, derivado da ausência de solicitações por parte dos extremos. Esteve na luta, sabe guardar a bola e hoje não marcou, mas é do tipo de jogador que amanhã, pode marcar 2 ou 3 golos num só jogo.

 

Fucile (3) –Mais uns minutos em campo, por força maior, mas já ninguém acredita que não vai ficar no plantel. Villas Boas está a apostar nele, e com a previsível lesão de Sapunaru, deverá ser a primeira opção dentro em breve. Nota-se que falta ritmo e é normal. Ainda assim, não comprometeu.

Souza (3) – Parece ser opção para quando o FC Porto pretende segurar o meio campo. É um jogador que tem características que permitem jogar em várias posições do meio campo, contudo, a que tem jogado menos é na posição 6, curiosamente, a posição para que foi contratado. Penso que deveria ganhar rotinas nesta posição, pois o FC Porto tem jogadores mais completos para jogar à frente de Fernando.

Cristian Rodriguez (2) - Poucos minutos em campo, claramente para sentir a atmosfera do jogo e para adquirir motivação e confiança. Está ainda muito longe do Rodriguez da primeira época no FC Porto. Não se entende as lesões que tem tido, ora está bem, ora está lesionado. Um caso para acompanhar mais de perto. Mas com Varela em menor produção é muito importante aparecer alguém com condições para equilibrar o ataque, juntamente com Hulk e Falcão.
 
Era muito importante fechar este ciclo com vitórias e o FC Porto conseguiu, tal como Villas Boas referiu no flash interview. Vêm aí novo ciclo de 6 jogos, teoricamente mais complicados e com a Liga Europa pelo meio, mas penso que até seja benéfico para o FC Porto, que demonstra muita vontade em jogar à bola e sobretudo na Liga Europa impor-se como candidato à conquista.

 
Última palavra para os adeptos, que ou muito me engano ou foi a maior romaria de adeptos portistas a Vila do Conde. Na transmissão televisiva, até parecia que estávamos no Dragão. O FC Porto merece este apoio contínuo e em massa, quer no norte mas sobretudo quando viajar para sul.

alt
 
Tempo agora para uma pausa de competição, onde Villas Boas terá oportunidade de trabalhar com menos pressão dos jogos, as suas ideias e integrar os jogadores novos, pois apenas Moutinho tem aparecido em todos os jogos oficiais do FC Porto.
 
Ricardo Jorge
Categoria: FCPorto

Viatura adaptada ... visitem e divulguem por uma causa justa!


Contribuam! O pouco de muitos pode concretizar um enorme sonho!
 
O Manuel é um grande portista, membro da nossa rede social http://www.fcplink.com/blog.php?user=mfdragon&blogentry_id=1140  e tem um sonho simples ... possuir uma viatura adaptada que lhe permita ter uma vida mais autónoma.
 
Visitem o seu grupo no facebook http://www.facebook.com/group.php?gid=109165995807954&ref=ts, não se trata de nenhuma brincadeira ou fraude. Divulguem pelos vossos amigos, contribuam com o que puderem.


 
Por Manuel:

Dizem que o sonho comanda a vida! A minha é regida por objectivos que nunca desisto de superar.

Sou assistente técnico numa faculdade da Universidade do Porto desde 2001. Apesar de ser portador duma paralisia cerebral com um grau elevado, não fugi às minhas responsabilidades profissionais, as quais encarei como o meu rumo de vida, um sonho tornado realidade ao alcance de poucos deficientes em Portugal. Vivo em Perafita - Matosinhos e nunca consegui um transporte adequado para ir trabalhar. Mas, desde o princípio que um grave problema me afecta: o meu transporte! A minha mãe, aquela minha companheira de sempre, assumiu voluntariamente o papel de “motorista” e até hoje que essa situação se mantém! Isto porque neste Grande Porto, à qual chamam de Nação (eu inclusivé), não existe uma empresa ou instituição que se dedique ao transporte de deficientes! Já foram procuradas mil e uma soluções... A minha mãe, que já não é muito nova, tem que me pegar ao colo algumas vezes por dia, ora do carro para a cadeira de rodas, ora vice-versa, o que torna tudo muito mais complicado! A minha mãe começa a dar sinais que não vai poder pegar-me em peso por muito mais tempo.

Uma viatura devidamente adaptada é a solução!
Como não tenho possibilidades financeiras para essa ajuda técnica muito cara, conto com a sua contribuição para garantir a continuação dum futuro risonho!

NIB: 0036 0056 99100139213 08

Manuel Francisco Costa
T. 914 682 807 | E. mfrancisco@netcabo.pt
 

Categoria: FCPorto

Publicado por Carla Correia em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt


O FC Porto apresentou-se esta noite no Dragão com um onze diferente. Beto entrou para o lugar de Helton, Ruben Micael que já havia mostrado estar em boa forma frente ao Beira-Mar entrou para o lugar de Belluschi, Souza também entra para o onze, para o lugar que era de Moutinho, sendo que este subiu no terreno e ficou a assistir Falcao e Hulk (de regresso, para o lugar de Varela).

 
O FC Porto entrou no jogo dominador, criando várias oportunidades junto da baliza do Genk, quase todas elas com Hulk na jogada. No entanto, apesar da nossa equipa começar melhor, quem marcou primeiro foi o Genk! No mesmo minuto Hulk falha um penalty, mas a partir do minuto 36 começou a reviravolta.
 
Hulk marcou de livre, redimindo-se do penalty falhado, e dedicando esse golo à sobrinha recentemente falecida. Até final da primeira parte a equipa foi desperdiçando oportunidades para aumentar a vantagem.
 
alt
 
Na segunda parte, depois de algumas perdas de bola, Fernando faz o segundo do Porto, o que leva Villas Boas a trocar Falcao por Varela de forma a dar descanso ao avançado portista: a qualificação para a fase de grupos estava praticamente garantida. Logo depois, novamente depois de um cruzamento, o Genk empata, deixando entrever as debilidades defensivas de que ainda sofre a nossa equipa.
 
Depois disso, e praticamente seguidos, Hulk marca mais dois golos de bola parada: um de penalty, que desta vez não falhou, e outro novamente de livre directo. Hulk parece ter vindo de pontaria afinada desta pausa forçada, e sem dúvida que o hat-trick que assinou foi a melhor forma de homenagear a sobrinha.
 
O resto do jogo resumiu-se a uma mão cheia de oportunidades claras de golo desperdiçadas. Varela por duas vezes podia ter marcado, mas complicou demasiado. E mesmo ao cair do pano, um tiro do meio da rua de Castro, que embateu nas malhas laterais da baliza do Genk, ainda fez o Dragão gritar golo!
 
Foi uma vitória justa e fácil, que pecou por escassa em golos, dadas as inúmeras oportunidades que foram desperdiçadas. Destaque natural para Hulk, que marcou 3 dos 4 golos, e foi o grande motor da equipa, aquele que deu velocidade e mais perigo levou à baliza adversária. Destaque também para Fernando, que várias vezes entrou por terrenos mais avançados, chegando mesmo a marcar um dos tentos portistas. E, por fim, destaque para o 4-4-2 em que se apresentou a equipa, que pareceu resultar muito bem. Temos médios de qualidade para poder jogar num esquema deste tipo.
 
Em termos defensivos a equipa tremeu um pouco, sofrendo os primeiros golos da época em termos oficiais. Otamendi começa a colocar pressão na nossa dupla de centrais, muito embora Maicon em várias ocasiões se tenha mostrado providencial.
 
Estamos na fase de grupos da Liga Europa com o Sporting (Já agora os meus parabéns pela reviravolta. Quantas mais equipas portuguesas a pontuar fora, mas oportunidades teremos nas competições europeias no futuro!!!).

 
Venha a próxima jornada, sempre a vencer!
 
Saudações portistas,
 
DF
Categoria: FCPorto

Publicada por Carla Correia em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt
 
Primeiro jogo oficial da época no Dragão com estádio com estádio a condizer! Uma boa casa para a recepção ao Beira Mar, e uma claque incansável que em momento algum deixou de apoiar a equipa. Tudo a apontar para uma grande noite, e o futebol da nossa equipa não desiludiu.
Pela primeira vez após a final da Supertaça assistimos a um futebol bonito e desenvolto.

 
Villas Boas pôs a jogar o mesmo onze que defrontou o Genk, mas um infortúnio fez com que logo aos 2 minutos Ukra tivesse que ser substituído por Souza. Ao entrar este centro-campista, Belluschi subiu no terreno e jogou a extremo, posição já por ele bem conhecida (e talvez aquela em que se adaptará melhor, dadas as suas características). Souza jogou bem, alguns passes falhados, mas nada fora do normal para um jogador que ainda se está a adaptar ao ritmo de jogo europeu, sem dúvida muito mais rápido que o brasileiro. Quanto a Belluschi, a jogar na posição de extremos, estava nas setes quintas. Marcou o segundo tento portista de livre directo ( que levre tão bem marcado!). Na última análise que fiz lembro-me de ter dito que deveriam apostar em Belluschi para a marcação deste tipo de livres, pois Hulk tem tentado, mas falhado sempre! E hoje comprovou-se a impressão que tinha.
 
Destaco também Moutinho que neste jogo conseguiu aparecer mais. Com uma série e grandes passes, outras jogagas interessantes, para estar agora a entrosar-se melhor na forma de jogar do FC Porto.
 
Ainda no meio-campo, Ruben Micael entrou para o lugar de Varela, veio trazer mais qualidade ao jogo, culminando na assistência que originou o segundo golo de Falcao.
 
Isto tudo para dizer que as decisões a meio campo complicam-se! Temos várias soluções, todas elas com qualidade, e será uma questão de Villas Boas dar a devida rotatividade a todas elas pelas várias competições que estamos a disputar, para também que os jogadores mantenham a sua motivação ao mais alto nível.
 
A baliza encontra-se guardada da melhor forma. Helton encontra-se ao seu melhor nível, e em termos oficiais este é capaz de ser um dos melhores começos do Porto nos últimos anos: uma média de golos superior a 2, e sem qualquer golo sofrido! Em termos defensivos, falta ainda algum entrosamento entre Maicon e Rolando, mas sem dúvida alguma que a contratação de Otamendi trará maior qualidade à nossa defesa!
 
Tal como a baliza, também o ataque não podia estar melhor entregue. Relativamente aos dois últimos jogos, Varela subiu de rendimento, embora possa fazer melhor. Já Falcao mostrou estar no ponto. Dois grandes golos à ponta de lança calam todas as críticas feitas ao jogador durante a pré-época! Falcao está aí para marcar, e a ver se este ano ganha o troféu de melhor marcador da liga que o ano passado mereceu, mas não recebeu (lembrem-se da quantidade de golos mal anulados ao jogador-pelo menos quatro, que me lembre!!).
 
Uma palavra ainda à entrade de Fucile em jogo! Esperemos bem que este se mantenha na equipa! Os adeptos gostam dele, e traz ao nosso lado direito da defesa uma dinâmica ofensiva que Sapunaru não consegue trazer.
 
No geral a equipa subiu de rendimento! Corrigiu alguns erros, tal como Villas Boas havia prometido, e os adeptos também lá estiveram para dar o devido incentivo! Falta corrigir alguns erros posicionais, principalmente na defesa. E apesar das adversidades (estamos sem algumas opções, nomeadamente Hulk, Rodriguez, James, Mariano e agora Ukra), mostrámos que temos soluções de qualidade!

 
Mantendo a mesma dinâmica de evolução, podemos esperar um Porto muito mais competitivo nas próximas jornadas! E as consecutivas derrotas do nosso mais directo adversário só nos pode trazer mais motivação!
 
Siga, rumo ao título!
 
Saudações portistas,
 
DF

Categoria: FCPorto

Publicada por Ricardo Jorge em pronunciadodragao.blogspot.com 

 

 
alt
 
O FC Porto deu esta noite um passo de gigante para garantir o acesso à fase de grupos da Liga Europa, depois de ter vencido no terreno do Racing Genk, por 3-0.
 
Globalmente, o FC Porto realizou uma exibição tranquila, em ritmo baixo, mas suficiente, para ter conseguido marcar 3 golos num só jogo, facto que só tinha conseguido melhor este ano no jogo de preparação com o Tourizense (vitória por 4-1). É um facto que os acontecimentos da partida estiveram do lado do FC Porto, nomeadamente a expulsão de um jogador Belga e o 2º golo que apareceu no momento em que o Genk estava por cima do jogo. Ainda assim, é justo frisar que a expulsão é perfeitamente normal, face a uma entrada a matar sobre João Moutinho.
 
O FC Porto, face à experiência que tem soube gerir o jogo, os acontecimentos, as falhas do adversário e sem levar o jogo nos limites físicos, venceu com toda a justiça e assim gerir o esforço fisico, que nesta altura é importante face aos níveis ainda baixos, para o jogo da segunda mão, de hoje a uma semana, no Dragão.
 
Foi uma primeira parte totalmente dominada pelo FC Porto, onde o Genk praticamente não existiu como equipa, nem criou lances de perigo junto da baliza defendida por Helton. Não foi brilhante a exibição do FC Porto, mas foi qb para controlar o jogo e criar situações complicadas para a defesa do Genk. A primeira parte fica marcada pelo lance do penalti, que em lance corrido não parece ser falta, mas em câmara lenta dá a sensação clara que ao cair o defesa Belga atinge Falcão. A partir daí, o Genk enervou-se e começaram algumas picardias entre jogadores. Nota para a ineficácia dos alas Ukra e Varela, jogadores fundamentais para o esquema de 4X3X3.
 
Na segunda parte, o FC Porto entrou mais apático, na expectativa do que o adversário iria fazer e foi tanta a expectativa que o Genk começou a criar lances de perigo sucessivos, com Helton a realizar um punhado de excelentes intervenções. O abalo da equipa da casa deu-se com a expulsão de um jogador do meio campo, que entrou, literalmente a matar, sobre João Moutinho. O árbitro esteve muito bem neste lance, demonstrando a frieza e atenção ao jogo, tal como a FIFA e UEFA recomendam. A partir daqui, o Genk com 10 elementos, continuou a criar algumas jogadas de perigo, fruto igualmente de algumas desatenções da defesa portista. Villas Boas percebeu que as coisas não estavam bem, Ukra e Varela continuavam uma nulidade, e face às reduzidas opções de ataque optou mais uma vez por Souza e pelo esquema 4X4X2. Com esta alteração o FC Porto ganhou o controlo novamente e pouco tempo depois marcou, num excelente remate de Souza. A partir daqui, foi o controlo total, Ruben Micael e Walter entraram para os lugares de Ukra e Falcão e perto do fim, com o meio campo fortalecido a trocar bem a bola, Belluschi fechou a contagem com mais um golo de belo efeito.
 
Mais uma vez, Villas Boas fez uma boa leitura do jogo, mexeu na altura certa e mais uma vez com proveitos. Ganhou consistência no meio campo, melhorando o sector defensivo e baralhando o meio campo e defesa do Genk, que permitiu as subidas dos médios, na ausência de avançados. Nota negativa para as aparições de Souza estarem a acontecer num plano diferente do que aquele que inicialmente foi contratado, o de médio defensivo. Não está a ganhar rotinas de jogo nessa posição o que pode ser preocupante não ter uma alternativa forte a Fernando.

 
 
Algumas notas para os jogadores que estiveram em campo:
 
Helton (5) – Sem trabalho na primeira parte. Muito trabalho na segunda. Realizou uma mão cheia de excelente defesas. Poucas vezes chamado, mas sempre que foi necessário esteve num nível excelente. Nota máxima.
 
Sapunaru (3)– Sem grande trabalho defensivo na primeira parte, fruto também de uma boa colocação na marcação. Optou por não subir tantas vezes no terreno. Na segunda parte mais trabalho e consequentemente mais desconcentrações. Continua a não apoiar o ataque como um bom lateral o deve fazer.
 
Alvaro Pereira (3) - Ao contrário de Sapunaru, procurou subir várias vezes no terreno e ao mesmo tempo garantia solidez defensiva. Sem grande trabalho na primeira parte mas com mais trabalho e desatenções na segunda parte, tal como toda a defesa.
 
Maicon (3) – Teve alguns lances onde mostrou a tranquilidade e segurança na marcação, contudo na segunda parte, algumas desatenções que com outros avançados causaria mais problemas a Helton.
 
Rolando (3) – Tal como Maicon, seguro a defender, mas sem grande trabalho na primeira parte ao contrário da segunda que teve tal como a defesa, no geral, muitas desatenções.
 
Fernando (4)– O melhor e o que mais deu nas vistas. Intransponivel e ainda teve tempo para dobrar os defesas e lançar ataques. Está numa excelente forma e, com mais liberdade para avançar acaba por dar ainda mais nas vistas. Muito confiante.
 
Moutinho (3) – Esteve muito agarrado à posição no terreno, não se libertou como sabe e pode. Ainda assim, apoiou a defesa e lançou os colegas de ataque. Não se dá muito por ele, mas ele está lá. Claramente mais 8 que 10, mas que dada a excelente flexibilidade e alto rendimento é indiferente actuar numa ou na outra posição.
 
Belluschi (3)– Aquele que tem o papel de levar o jogo para a frente, não esteve ao melhor nível, sobretudo na primeira parte. Não está na melhor forma e este jogo denota isso mesmo, pois com espaço para manobrar e um adversário com pouca agressividade, não consguiu impor o seu jogo e mais valia técnica. Na segunda parte melhorou no passe e acaba por ser recordado pelo grande golo, o terceiro do jogo.
 
Ukra (2)– Tal como Varela, não criou desequilíbrios na ala. Trocou de flanco e não surgiu melhorias. Na segunda parte ainda actuou mais central ao lado de Falcão, mas nem isso fez om que sobressaisse. Este jogo, face à ausência de ultima hora de Hulk, e face ao adversário, seria o ideal para mostrar trabalho, mas penso que faça todo o sentido ser emprestado para poder jogar com mais regularidade.
 
Varela (2) – Não conseguiu criar os desequilíbrios que sabe criar. Teve muito espaço e não conseguiu aproveitar, ao contrário do último jogo com a Naval, que aí sim, foi muito bem anulado. Sem criatividade preso de movimentos saiu aos 60 minutos e deu o lugar a Souza. É já o segundo jogo consecutivo de reduzido rendimento, face ao que mostrou no jogo da Supertaça.
 
Falcão (3) – Muito mexido neste jogo. Boas tabelinhas com os companheiros ainda que sem criar situações de grande perigo. Sofreu o penalti e converte-o. Na segunda parte, teve uma boa ocasião mas deixou-se antecipar. Com o avançar dos jogos e com os alas e meio campo mais interventivos e criativos, chegará ao nível que demonstrou o ano passado.
 
Souza (3) – Entrou para o lugar de Varela e para actuar numa posição do meio campo que não é para a que foi contratado. Alguns pormenores técnicos, nota-se que tem força e técnica, mas será lembrado mais pelo golo que marcou, um grande remate, um grande golo. Claramente, não está a ganhar ritmo como médio defensivo.
 
Ruben Micael (3) – Jogou alguns minutos no jogo que marcou o regresso aos jogos oficiais. È uma mais valia no meio campo, sobretudo pela qualidade de passe e tranquilidade a jogar. E face a um decréscimo de Belluschi é importante existir uma concorrência forte.
 
Walter (2) – Escassos 10 minutos em campo, para sentir mais a atmosfera do que propriamente ganhar ritmo. Necessita de muito trabalho físico para começar a render no FC Porto, mas já é bom sinal estar entre a equipa e dar o contributo, pois é mais uma alternativa para Villas Boas.

Quanto ao árbitro destaco a análise correcta que fez do lance da expulsão. Pena que este árbitro não apite em Portugal, no que diz respeito a análise de faltas grosseiras, pois no jogo da Supertaça entradas iguais e mais graves, nem cartão amarelo mereceram.
 
Última nota para Hulk que não jogou por questões familiares. As mais sinceras condolências para toda a família.
 
Ricardo Jorge
Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com por Carla Correia

 


O FC Porto entrou com o mesmo onze que havia jogado frente ao Benfica com a Naval, mas esse onze parecia reduzido a metade na vontade de jogar.
 
Sim, o Fc Porto entrou mal no campeonato e entrou mal no jogo. Mas nada que a pré-época pouco convincente não fizesse adivinhar.
 
O onze seria o de esperar, dada a recuperação de Sapunaru e ainda a indefinição no plantel quanto à manutenção de Raul Meireles e de Fucile que, de resto, nem sequer foram convocados.
 
A Naval entrou melhor que o Fc Porto, com garra e vontade de ganhar o primeiro jogo em casa. Aos 20 minutos ainda não se tinha visto nada do Fc Porto, nem sequer um remate, e a Naval já levava quatro. Além disso, estava muito bem organizada defensivamente, impedindo que os jogadores do FC Porto conseguissem circular a bola perto da grande área adversária.
 
Helton, mais uma vez, esteve muito bem, e conseguiu colocar fim aos lances de perigo da Naval. (A braçadeira de capitão fica-lhe bem! É um jogador maduro, que traz estabilidade e confiança à equipa!)
 
A nossa equipa continua a cometer alguns erros de transição, com alguns passes falhados, e alguma incapacidade de levar o jogo até à grande área da Naval. E desta forma chegou ao intervalo.
 
Com a segunda parte surgiu a necessidade de mexer na equipa. O jogo, que estava muito indefinido e muito físico, exigia um médio possante, e dessa forma Villas Boas colocou Guarín em campo para o lugar de Varela, que esteve bastante mais apagado do que no jogo frente ao Benfica. Esteve bastante marcado e com poucos espaços para progredir.
 
Com a entrada de Guarin e a equipa a jogar em 4-4-2 as oportunidades começaram a surgir. Hulk tentou de todas as maneiras possíveis e imaginárias (uma nota para o facto de ele tentar, tentar, tentar, tentar, mas nunca conseguir marcar de lance livre!! Talvez devesse dar mais a oportunidades a Belluschi para marcar neste tipo de lances!). A pressão foi sempre aumentando, até que aos 84 minutos (num lance um pouco duvidoso), Jonathas toca com a mão na bola. Penalty convertido de forma irrepreensível por Hulk, e primeiros três pontos da época!


A reter:
 
1. A nossa equipa não pode obter motivação apenas dos jogos que disputa frente ao Benfica! A motivação terá que ser a mesma jogo a jogo, para que no final o título seja nosso!
 
2.Para o bem da equipa, o plantel tem que ficar definido o mais rapidamente possível, para saibamos com quem podemos contar e, dessa forma, haver mais estabilidade (incluindo a emocional!)
 
3. Há processos de transição que ainda têm que ser trabalhados, passes que não podem ser falhados, bolas que não devem ser perdidas (a fúria de Hulk tem que ser controlada, porque em muitas ocasiões é prejudicial)
 
Este foi o primeiro jogo do campeonato e, pelo menos, entrámos a vencer, o que era o mais importante! Agora venham as exibições (temos esperança!)!!

Declarações de Villas Boas

Saudações portistas,
 
DF
 

Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 

 
alt
 O Maior Troféu do Mundo
 
Corria a época de 1947/48 e o FC Porto convidou o Arsenal, considerado na altura o melhor clube do mundo, para um jogo particular. Foi a 6 de Maio de 1948, no Estádio do Lima e ficou FC Porto 3 - Arsenal 2.
 
Vivia-se ainda o período do pós-guerra, quando os «gunners», considerados na altura a melhor equipa do mundo, se deslocaram à Cidade Invicta para fazer um amigável contra os azuis e brancos.
 
Era um jogo do David contra o Golias. 
 
Pelo FC Porto alinharam Barrigana, Alfredo Pais, Francisco, Virgílio, Romão, Joaquim, Lourenço, Araújo, Correia Dias, Gastão e Catolino, treinados pelo Sr. Vachetto.
 
Na altura toda a gente acreditava que o FC Porto não teria a mínima das hipóteses em levar de vencido um conjunto que era composto por alguns dos melhores jogadores do planeta e orientada por um dos maiores “mestres da táctica” de todos os tempos: Herbert Chapman. 
Nada mais nada menos do que o treinador que havia inventado a táctica do W.M.
 
alt
 
 
 Miguel Lourenço Pereira in Huddersfield, o laboratório de Chapman
 
Foi a maior revolução táctica dos primeiros 50 anos do século XX. Manteve-se até aos anos 50 em muitos países como o principal sistema táctico. Caiu em desuso com a popularidade do 4-2-4 húngaro e brasileiro (que depois passariam ao formato 4-4-2 e 4-3-3 a partir dos anos 60). E resultou obra de uma mente privilegiada que resultou como peça chave na evolução táctica do jogo. A aplicação do WM era a chave do sucesso gunner. Isso e a insistência de Chapman em rodear-se dos melhores. O técnico tardou alguns anos em fazer do seu modelo vencedor. Mas quando deu na tecla certa a equipa nunca mais o desiludiu. Contratou os melhores, montou uma geração de talentos únicos como Highbury Park não voltaria a conhecer. E dominou a First Division anos a fio. Para a história ficou o seu papel como treinador do Arsenal.
 
O Arsenal nesse ano, vinha de uma digressão 100 % vitoriosa, por diversos países da europa… e só tombou no Estádio do Lima perante o FC Porto.
 
A cidade engalanou-se e despertou o interesse dos amantes de uma modalidade que ainda dava os primeiros passos no nosso País. E não era para menos, a cidade do Porto recebia a melhor equipa do Mundo da altura, oriunda do país que inventou o futebol (Inglaterra), para defrontar o clube da sua cidade.
 
Para surpresa de muitos, talvez de todos, os dragões escaparam à humilhação anunciada e venceram por 3-2, numa partida jogada no antigo Estádio do Lima. O F.C. Porto tinha como treinador o argentino Eladio Vaschetto e os marcadores dos golos que selaram a histórica vitória foram Correia Dias (2) e Araújo. Aos 30 minutos, os portistas já venciam por 3-0 e depois foi só resistir aos constantes bombardeamentos dos canhões de Londres.
 
alt
 
 Apesar do carácter amigável da contenda, o triunfo teve também um sabor especial porque foi conseguido pouco tempo após a selecção de Inglaterra ter esmagado por 10-0 a selecção portuguesa.
Vitória no Lima dá direito à aquisição do maior troféu do mundo
 
Já um ano depois da realização do inesquecível duelo com o Arsenal, alguns sócios do F.C. Porto entenderam perpetuar o feito através da feitura de um troféu. Decidiram chamá-lo Taça Arsenal e após uma subscrição pública a que centenas de simpatizantes aderiram, foi recolhido dinheiro suficiente para fazer do ceptro algo de majestoso.
 
O troféu divide-se em duas peças: o relicário, que pesa mais de 120 quilos e tem 2,8 metros de altura; e, no interior, uma taça totalmente em prata.
 
alt
 
No total, este grupo de associados investiram 200 contos, na antiga moeda, no ano de 1949. Uma fortuna, está bom de ver. Registe-se que esta gigantesca peça ainda hoje pode ser vista no museu do F.C. Porto. Para finalizar, deixamos o nome dos seis sócios que avançaram para a subscrição pública e tornaram possível oferecer ao clube aquele que entrou no «guiness» por ser o maior troféu do mundo. Esses homens foram Eduardo Soares, José Moreira, Ivo Araújo, Manuel Ferreira, Elói da Silva e Torcato Plácido.
 
Concepcionada pela Ourivesaria Aliança, na sequência de um esboço dos escultores Marinho Brito e Albano França, este é sem margem para dúvidas um dos troféus mais bonitos e imponentes que figuram nas vitrinas do FC Porto. 
 
Categoria: FCPorto


Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 

 

 
Ontem assistimos a um momento insólito, o presidente do FC Porto manifestou o seu apoio a Carlos Queiroz e acrescentou que o processo disciplinar instaurado ao seleccionador nacional "é ridículo". Em declarações aos jornalistas foi mais longe e, em jeito de brincadeira, mostrou como os insultos podem não ser ofensivos.
 
O jornalista faz uma pergunta ridícula: "se no futebol é comum esta linguagem".
 
Pinto da Costa ri-se do "murcão" do jornalista e responde «Não sei como é aqui, mas lá no norte se alguém perguntar: «oh filho da p u t a, tudo bem?», ninguém vai achar que está a ofender a sua mãe.»
 
E o jornalista responde "mas isso é no Porto"!!! e Pinto da Costa responde "aqui em Lisboa também, acho eu"!!!
 
O jornalista ficou tão envergonhado, que Pinto da Costa até o abraça, e ao saber que ele é do Correio da Manhã, goza com ele pelo facto do jornal noticiar constantemente que Pinto da Costa adquire casas por balúrdios de dinheiro.
 
Enfim, os fifiquistas já começaram a circular no youtube o vídeo, com o título "Pinto da Costa insulta jornalista", o que não é verdade.
 
O jornalista é tão murcão que Pinto da Costa até brinca com ele, e o abraça -o como quem diz "foda-se, levaste a mal carago"!
Categoria: FCPorto
Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 

 
alt
 
Anderson Luís de Souza, mais conhecido como Deco, (São Bernardo do Campo, 27 de Agosto de 1977) é um futebolista naturalizado português nascido no Brasil. Foi no Alverca que mostrou o seu futebol, passando ainda pelo Salgueiros, para depois ingressar no F.C.Porto, onde ajudou este a vencer dois campeonatos nacionais, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça de Portugal. Deco foi o «patrão» do FC Porto, o «maestro» da equipa. Esteve envolvido em grandes conquistas do clube, como a Champions League, a Taça UEFA, o "Penta" e inúmeras taças e supertaças. É actualmente um dos melhores jogadores do mundo, tendo sido eleito pela UEFA como o melhor jogador do ano de 2004. Deco ficará para sempre como um dos mais admirados jogadores do FC Porto.

Palmarés Corinthians

Campeonato Paulista: 1997

Palmarés FC Porto:
 
Campeonato Português: 1998/99, 2002/03 e 2003/04
 
Taça de Portugal: 1999/00, 2000/01 e 2002/03
 
Supertaça de Portugal: 2001/02 e 2003/04
 
Taça UEFA: 2002/03
 
Liga dos Campeões da UEFA: 2003/04

Palmarés Barcelona

La Liga: 2004-2005 e 2005-2006

Supertaça de Espanha: 2005 e 2006

UEFA Champions League: 2005-06


Palmarés Chelsea

FA Cup: 2008-09, 2009-10

Community Shield: 2009

Premier League: 2009-10

Adere ao grupo de fãs, na rede social dos portistas em http://www.fcplink.com/group/70/



Ontem Deco deu uma entrevista ao site maisfutebol.iol.pt, afirmando «Serei portista para sempre».

Há 13 anos aterrava no aeroporto de Lisboa aquele que, no Brasil, era conhecido como «Maradoninha». Ninguém sabia, mas estava ali um dos jogadores mais importantes da história do futebol português. Ninguém sabia, mas estava ali o motor do F.C. Porto campeão da Europa em 2004. Ninguém sabia, mas estava ali aquele que seria o maestro da selecção portuguesa nas gloriosas campanhas do Euro 2004 e do Mundial 2006.

O próprio Deco não sabia de tudo, também. Não sabia que se envolveria em polémica ao optar pela nacionalidade portuguesa, algo esbatido a cada toque de quinas ao peito. Não sabia que arrancava um percurso de anos e anos de braço dado com o sucesso. Não sabia, imagine-se, que não era no Benfica que ia jogar...

«A final do Euro 2004 foi a pior derrota da minha carreira»

Se com o F.C. Porto, Barcelona e Chelsea encheu o curriculum de títulos, para Deco fica uma mágoa: a ausência de títulos de quinas ao peito. A naturalização de Deco foi um processo que fez correr muita tinta em 2003, quando o talento do médio explodia nos relvados portugueses. Aos poucos, os contestatários foram diminuindo, embora houvesse quem nunca ficasse convencido. Deco optou sempre por ignorar e trabalhar.

Tornou-se o substituto natural de Rui Costa, partilhando, ainda, com o, agora, director desportivo do Benfica, o balneário do Euro 2004. O tal que prometia ser o torneio de todas as alegrias e acabou por ser a maior decepção.

«No tempo que passei na Europa só me faltou ganhar alguma coisa com a selecção. Aquela final do Euro 2004 foi a pior derrota da minha carreira», confessou Deco, quando questionado sobre as mágoas que leva dos 13 anos passados na Europa.

Depois, ainda esteve em mais dois Mundiais e no Europeu da Áustria e da Suíça. Antes do torneio sul-africano anunciou que seria ali a sua meta na selecção. O desejo de regressar ao Brasil para terminar a carreira junto da família pesou na decisão e é altura de os responsáveis da selecção encontrarem uma solução definitiva para um problema que, a espaços, surgia. Durante muito tempo questionou-se quem substituiria Deco numa eventual ausência do luso-brasileiro. Pois bem, agora não há mais Deco. O substituto terá de ser definitivo e o médio do Fluminense não encontra problemas nisso.

«Um novo Deco? Não creio que isso vá ser um problema. Há sempre jogadores novos a aparecer e vai aparecer alguém para fazer esse lugar. Não interessa estar agora a avaliar quem. Vai aparecer alguém, é só esperar e ver quem vai despontar», assegurou.

Deco acabou por entrar num carro rumo a Alverca e estava longe de imaginar que o início conturbado da aventura europeia seria, apenas, mais uma estória para contar, de um jogador que se habituou a reescrever a história.

«Sou sincero, depois daquele início não pensei que ia ser assim. Sempre acreditei, é obvio, mas acabou por ser melhor do que tudo o que eu esperava. Tinha sonhos como é lógico e felizmente a minha carreira na Europa teve mais altos do que baixos. No geral levo excelentes memórias da Europa, principalmente da minha relação com Portugal. Tudo o que vivi no F.C. Porto e na selecção é inesquecível, mas também os anos que passei no Barcelona e estes últimos tempos no Chelsea. Foram muitos anos e foram tempos fantásticos», começa por dizer Deco, em declarações ao Maisfutebol

Escassearam as oportunidades no reino da águia, impôs-se de dragão ao peito. Participou no histórico «penta», carregou a equipa para a inédita Taça UEFA e tocou o céu ao levantar a Liga dos Campeões. Tudo isto vai com Deco para o Brasil.

«Vou continuar portista para sempre. Foi um clube que eu aprendi a amar e onde aprendi muito. Deu-me tudo e o F.C. Porto fica comigo para sempre. Lembro-me da recepção que tive o ano passado quando fui lá jogar pelo Chelsea, com muita gente a cantar o meu nome. Foi dos momentos mais emocionantes da minha carreira», confessou.

«Comparar Villas-Boas a Mourinho? É muito novo...»

Com a conversa a chegar aos tempos actuais, Deco opta por vincar um tópico importante na sua relação com o Benfica. O luso-brasileiro confessa não ter qualquer espécie de celeuma com os encarnados. «É passado», refere.

«Nunca tive nenhum problema com o Benfica. Eles fizeram a opção deles que não passava por mim naquele momento e eu decidi seguir em frente. Mas não ficaram ressentimentos», garante.

Agora sim, o presente. E o presente, no F.C. Porto, dá pelo nome de André Villas-Boas. Deco conhece o actual treinador dos dragões, do tempo em que era o observador de adversários de José Mourinho, quando ambos estavam no F.C. Porto. Mas, mesmo assim, evita falar do actual timoneiro dos dragões.

«Não queria muito comentar isso, até porque não conheço assim tão bem o André Villas-Boas. Quando o conheci já trabalhava com o Mourinho há algum tempo, mas acho que se apostaram nele é porque mostrou trabalho para isso. Acho que tem demonstrado que pode ter sucesso, porque não é qualquer um que treina o F.C. Porto. As comparações com Mourinho? Ainda é muito novo, para que se possa comparar», concluiu.


alt alt alt
Categoria: FCPorto

Publicado por Ricardo Jorge em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt


O FC Porto conquistou hoje a 17ª supertaça numa das melhores exibições dos últimos anos. É caso para dizer, um Porto da melhor colheita dos últimos anos.


A azia dos comentadores da TVI ...



O FC Porto realizou uma exibição estupenda. Nem o facto de estarmos no início da época, de ter tido como adversário, uma equipa, que entrou em campo já vencedora da Supertaça, e as últimas exibições da equipa não terem sido nada famosas, os jogadores esqueceram isso tudo, e entregaram tudo o que tinham em campo.
 
Controlámos o jogo, controlámos o adversário, fomos a equipa que mais rematou, fomos a equipa que mais bolas recuperou, fomos a equipa que mais correu, fomos os melhores em tudo.
 
Villas Boas, não surpreendeu no onze inicial, apenas Sapunaru apareceu como titular, quando seria mais esperado Miguel Lopes. Defensivamente, o FC Porto não tremeu, concentração máxima, muita agressividade que nunca se traduziu em violência ao contrário do nosso adversário.
 
No meio campo, a equipa sempre soube defender e atacar. Mais perfeito que isto é díficil. Foi um meio campo de pressão constante e foi um meio campo de saber organizar o jogo e lançar o ataque.
 
No ataque, Hulk e principalmente Varela, abriram os espaços na defesa contrária e não fosse algum desacerto na hora da finalização, ou a defesa contrária conseguir suster alguns lances de golo feito, o resultado até poderia ser mais volumoso.
 
Tacticamente, o FC Porto, jogou com os sectores muito perto uns dos outros, verdadeiros blocos a defender e a atacar. A frescura física que aparentou, nas sucessivas recuperações de bola, mesmo até na segunda parte, para além de ter surpreendido o adversário, impediu qualquer hipótese de reacção do mesmo.
 
Não concordo com o facto de ter marcado muito cedo, ter decidido ou projectado a vitória do FC Porto. Mais, a capacidade de pressão e controlo do jogo, mesmo sabendo que estava a ganhar desde os 3 minutos, foi a verdadeira prova de campeões que estes jogadores mostraram dentro de campo. Nunca, o FC Porto se remeteu à sua defesa, e conseguiu, após alguns momentos de maior pressão do adversário, virar novamente o jogo para o seu lado.
 
Villas Boas, esteve muito bem nas substituições, soube esperar o momento certo para retirar Varela, e dar frescura ao ataque com Cristian Rodriguez que continuou a pressionar a equipa adversária.
 
A nível individual aqui ficam algumas notas:
 
Helton (4) - À semelhança da pré-época, as poucas intervenções que teve, esteve sempre bem. É isto que se espera de um guarda redes de topo. Hoje como capitão, soube sempre falar com os companheiros e passar muitas mensagens de incentivo para a equipa.
 
Sapunaru (2) - Foi talvez o jogador em menos evidência na equipa. Comprometeu em alguns lances do lado direito, abrindo muitos espaços e no apoio ao ataque teve muito tímido, provavelmente por algumas incapacidades fisicas e baixo ritmo. Contudo teve um remate perigoso, muito bem colocado, naquela que foi a melhor defesa do guarda redes do adversário.
 
Alvaro Pereira (4) - É impressionante a qualidade deste jogador. De todos, o que tem menos tempo de treino, menos ritmo, mas é igualmente aquele que tem um pulmão impressionante. Defendeu muito bem e apoiou sempre o ataque, criando sobretudo com Varela excelentes combinações, quer na primeira parte quer na segunda. Jogou os 90 minutos num ritmo alucinante.
 
Maicon (3) - Manteve o bom nível demonstrado na pré-época. Não comprometeu, sempre muito atento, rápido. Mesmo em situações, esporádicas, de pressão do adversário, não cometeu erros.
 
Rolando (3) - Com menos tempo de treino, voltou às boas exibições. O facto de ter marcado o golo ajudou claramente para realizar uma boa exibição. Não comprometeu e o facto do adversário não ter sufocado nem criado muitas situações de golo é derivado ao excelente trabalho conjunto com o meio campo.
 
Fernando (4) - Á semelhança de Helton, demonstrou o porquê de ter sido até ao momento um dos jogadores do FC Porto em melhor forma. Não subiu tantas vezes no terreno, em contrapartida foi ele sempre o primeiro a defender e a recuperar bolas. Penso que seja este o papel que Fernando rende mais. Neste ritmo, será provavelmente uns dos melhores jogadores da época do FC Porto.
 
Moutinho (3) - Juntamente com Belluschi, soube ocupar o meio campo, quer em tarefas defensivas quer em tarefas atacantes. Parece que joga no FC Porto há vários anos. É a capacidade de sacrifício e a inteligência táctica as principais qualidades de Moutinho.
 
Belluschi (3) - Apesar de juntamente com Moutinho formar uma dupla de médios com estatura reduzida, o que é certo é que combinaram muito bem. Tal como Villas Boas pretende, não se limitou a atacar nem a defender, mas sim, ambas. Com mais alguns jogos nas pernas, penso que colocará mais técnica e visão de jogo no ataque e assim criar mais situações de golo.
 
Hulk (3) - Não esteve tão decisivo como nos últimos jogos, mas teve um papel importante na posição que ocupou no terreno. Soube prender os laterais do adversário, e soube abrir os espaços para os companheiros. Na segunda parte, decaiu um pouco, mas soube sempre guardar a bola, lançar os companheiros e ajudar em questões defensivas. Mais trabalhador para a equipa.
 
Varela (5) - Nota máxima para Varela, não porque atingiu o máximo das capacidades, mas porque face a menos minutos de jogo nas pernas, foi o jogador do sector atacante que mais desequilibrou o adversário. E nem com as sucessivas entradas perigosas dos adversários, o impediu de dar a marcar o 2º golo, numa jogada à Varela, curiosamente, lançado por Alvaro Pereira, outro que não se percebeu que tinha menos ritmo que os restantes colegas. Consegue imprimir mudanças de velocidade surpreendentes e dribles fantásticos. O melhor do FC Porto e o melhor em campo.
 
Falcão (4) - Estava destinado que iria marcar ao Benfica. Para além da excelente movimentação e o gesto técnico no lance do golo, Falcão mostrou uma frescura fisica assinalável, pressionou sempre a defesa contrária e soube receber e guardar a bola, mesmo em situações que parecia que a ia perder. Quando os dois jogadores do ataque que o servem estiverem ao mesmo nível, certamente irão aparecer mais golos.
 
Rodriguez (3) - Entrou já na segunda parte, e após o 2º golo, para o lugar de Varela. Ainda não está ao nível da primeira época de dragão ao peito, mas mostrou muita garra, a defender e a atacar. Não comprometeu e até poderia ter marcado num pontapé de primeira que a entrar na baliza seria um grande golo.
 
Miguel Lopes (3) - Poucos minutos em campo, substitui Sapunaru, quando este teve problemas físicos. Penso que a substituição poderia ter ocorrido mais cedo, pois era o sector da defesa que mostrava mais fragilidades. Cumpriu, não comprometeu, mas nesta altura o adversário já estava KO.
 
Meireles (2) - Muito pouco tempo em campo. Penso que é claro que a decisão da SAD, face a tudo o que se falou, é que só sairá pela clausula de rescisão. Não se podia esperar muito dele, em tão pouco tempo, ainda assim, soube posicionar-se em campo, e manteve a qualidade que o meio campo vinha a imprimir. A ficar no plantel, teremos claramente, um meio campo fortíssimo.

 
 
Quanto ao árbitro, muito mal a nível disciplinar. Dou o benefício da dúvida, por não ter visto Cardozo a agredir Sapunaru, mas não ter visto a entrada duríssima de César Peixoto a Varela e várias entradas ao mesmo nível de Carlos Martins, jogadores que não viram qualquer amarelo durante o jogo, quando puniu e bem Aimar, é no mínimo estranho. Tal como é estranho o critério para com David Luiz. Quem não se lembra de um FC Porto - Corunha, que por um gesto semelhante, e sem intenção, Jorge Andrade foi expulso. Será que David Luiz não tinha intenção de pisar no calcanhar, zona propicia a lesões graves, de Sapunaru?
 
Vamos ver o critério dos árbitros nos próximos jogos e efectuar as devidas comparações. Agora o que nunca tinha visto foi um árbitro agarrar o queixo de um jogador de futebol da forma como o fez. Será que a benevolência de não ter expulso Alvaro Pereira, por este se ter defendido e bem, tem a ver com a noção do que tinha acabado de fazer?
 
Peço à SAD que faça uma exposição à FPF, sobre este lance e sobre a agressão não punida pelo árbitro de Cardozo a Sapunaru. Não é pelo facto de termos ganho o jogo, que deveremos ignorar estes lances.
 
Uma nota para os adeptos que em massa se deslocaram a Aveiro. Ao contrário da final da taça da Liga e das finais da taça de Portugal, estivemos presentes em número assinalável. É este o caminho. No próximo fim de semana, temos de mostrar esta força na Figueira da Foz. Os jogadores agradecem.
 
O mercado ainda está aberto mais umas semanas. Percebeu-se claramente que é o sector defensivo que precisa de ser reforçado. É esperado um defesa central, mas penso que a situação de Fucile, terá que ser igualmente ponderada de ser reforçada ou não. É urgente definir estas situações, é certo que o jogo de hoje correu muito bem, mas é certo que a motivação para este jogo e com este adversário, fez com que os jogadores passassem todos os limites. Importante fechar estes dossiers o mais rápido possível.
 
Força Porto.
 
Ricardo Jorge
 
O "Perna Curta", a "Ovelha Choné", o "Caimar", o "Taco-Arara", o "Cabeça de Fósforo" ... e o "Escolhido"
 
alt
 
9 minutos - entrada dura por trás de Airton sobre Moutinho ... amarelo por mostrar.
 
11 minutos - entrada dura do Perna Curta sobre Varela ... amarelo por mostrar.
 
12 minutos - Cotovelada do Cabeça de Fósforo sobre o Falcao ... vermelho por mostar.
 
14 minutos - Cotovelada de Taco-Arara sobre Sapunaru ... vermelho por mostrar.
 
18 minutos - primeira falta de Fernando ... e leva amarelo ... rídiculo!!!
 
20 minutos - entrada por trás da Ovelha Choné sobre Falcao, à entrada da área ... amarelo por mostrar.
 
23 minutos - entrada dura por trás do Perna Curta sobre Hulk .... amarelo por mostrar.
 
25 minutos - Taco-Arara dá com a mão na cara de Maicon ... intencional e em provocação ... amarelo por mostrar.
 
Início da segunda parte ... duas pisadelas bárbaras de César Peixoto em Varela ... vamos ver que punição vai ter o jogador ... vermelho por mostrar.
 
48 minutos - Fora de jogo mal assinalado a Falcao que já se isolava ... erro grosseiro do "Escolhido".
 
50 minutos - "Caimar" tem uma entrada por trás sobre Belluschi ... amarelo por mostrar.
 
52 minutos - "Caimar" pé alto e acerta na cabeça de Belluschi ... amarelo por mostrar.
 
54 minutos - Perna Curta com entrada por trás sobre Varela ... amarelo por mostrar ... mas dá amarelo a Alvaro Pereira por protestos!
 
56 minutos - Pisadela da Ovelha Choné no calcanhar de Sapunaru ... vermelho por mostrar ... vamos ver que punição vai ter o jogador.
 
63 minutos - Perna Curta com entrada por trás sobre Belluschi ... amarelo por mostrar.
 
77 minutos - Perna Curta com pisadela violenta em Belluschi ... vermelho por mostrar ... vamos ver que punição vai ter o jogador.

Perna Curta - Carlos Martins
Ovelha Choné - David Luiz
Cabeça de Fósforo - Luisão
Caimar - Aimar
Taco-Arara - Cardozo
 
actor convidado ...

 
alt
 
 
O "Escolhido" João Ferreira, provoca Alvaro Pereira, colocando a mão no rosto deste. Alvaro manda-o retirar a mão!
 

 
4 comentários
Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt
 

in maisfutebol.iol.pt

O F.C. Porto oficializou a transferência num comunicado enviado à CMVM, revelando que recebe 22 milhões de euros pela venda do capitão.

«A Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD, nos termos do artigo 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que chegou a um acordo de princípio com o Football Club Zenit St. Petersburg (Zenit) para a cedência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva do jogador profissional de futebol Bruno Alves pelo valor de 22.000.000 € (vinte e dois milhões de euros).

Mais se informa que a formalização final deste acordo está dependente da celebração do contrato de trabalho do atleta com o Zenit, assim como da conclusão dos exames clínicos a que se irá submeter, com o consentimento da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD.

O Conselho de Administração

Porto, 3 de Agosto de 2010»
 
«Quero agradecer ao F.C. Porto, aos adeptos que sempre me apoiaram em todos os momentos e também aos meus colegas. Eu não vou estar cá, mas o meu pensamento vai estar com eles, para os ajudar. Que continuem a ganhar, porque eu levo o F.C. Porto no coração», afirmou o jogador, minutos antes de embarcar.
Bruno Alves apanhou o voo para Frankfurt, Alemanha, que partia às 6h20, do Porto. Da cidade germânica segue directamente para São Petersburgo, a sua nova casa. A despedida, confessou, não foi fácil. «Claro que é difícil sair de uma casa que me proporcionou muitas alegrias. Mas com os jogadores é assim, vivemos de momentos e chegou a altura de ter uma nova experiência na minha vida. Continuo a torcer por aquele clube que sempre me proporcionou grandes momentos», assegurou.

Várias vezes associado a grandes colossos europeus, Bruno Alves acaba por partir para um campeonato menos mediático, mas o facto não afecta a moral do defesa: «Estou satisfeito com o que aconteceu. Foi bom para mim e foi bom para o clube. Saímos todos beneficiados.»

 

 



 
 
Era inevitável a saída do Bruno.

Um jogador que conquista os títulos todos em Portugal, com 29 anos, agora só ambiciona um melhor contrato, e não o podemos criticar por tal.

Sempre deu tudo pelo nosso clube, e só temos de lhe agradecer tudo o que deu ao nosso Porto.

Perdemos uma referência no balneário, uma voz de comando em campo, e isso sim deve preocupar os portistas.

Temos de ir ao mercado contratar um central, com características semelhantes às do Bruno.
 
Tem de ser um central forte na marcação, bom no jogo aéreo ... um central à Porto!
 
Temos várias soluções no mercado:
 
Moisés ( Braga)

Rodriguez (Braga)
 
Diego Lugano (Fenerbahçe)
 
Diego Ângelo (Naval)

Se fosse eu a tomar a decisão, contrataria Diego Lugano e Diego Angelo.
Lugano pela sua experiência. Diego Ângelo como aposta de futuro, e tentando antecipar o Génova na sua contratação.

Mas o mais certo é mesmo vir o Rodriguez do Braga....
 
Os próximos dias serão decisivos!
Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt
 
A tarde de ontem, quarta-feira, foi de glória para a letã Ineta Radevica, saltadora que chegou este ano ao FC Porto.

No Campeonato da Europa de Atletismo realizado em Barcelona, a saltadora, já conhecida como "musa do Dragão", Radevica "roubou" a medalha de ouro a Naide.

A atleta portuguesa chegou a estar na liderança da prova, mas por muito pouco tempo. Ao quarto salto conseguiu a melhor marca e minutos depois Ineta Radevica, igualou a distância. O desempate foi feito pelo melhor segundo salto, que pertenceu e Radevica. 6,87 metros da letã contra os 6,68 metros de Naide Gomes.

Ineta Radevica a "musa do dragão"

Bruno Roseiro, Publicado em 13 de Fevereiro de 2010, no jornal i

Não sabe cantar como Ruth Marlene ou Ana Malhoa, não representa como Cristina Areia, não namorou com o melhor futebolista do mundo como Nereida Gallardo nem tem o sentido de humor de Ricardo Araújo Pereira, mas também tem os seus atributos e já posou para a "Playboy". Neste caso, a verdadeira "Playboy". Com tanto estilo que entra no top 10 de qualquer ranking de desportistas que se tenham despido para a famosa revista. Conhece Ineta Radevica? Talvez não. Saltadora letã do comprimento e do triplo? Nada? Ok, uma dica - apareceu na edição de Setembro de 2004, dedicada aos Jogos Olímpicos de Atenas. E vai estar hoje e amanhã em Pombal, na final do campeonato nacional de clubes em pista coberta. Vestida, claro. E de azul e branco.

Após 15 anos de reinado completo, o FC Porto desafia o poderio do campeoníssimo Sporting no sector feminino. Afinal, após o futebol e o andebol (as únicas grandes modalidades em que competem os três grandes do país), só faltava quebrar a hegemonia leonina no atletismo. E investimento não faltou: à dupla lituana Kris Saltanovic-Natalja Cakova (contratada na última temporada), os dragões juntaram agora mais duas atletas da Lituânia - Lina Grincikaite e Egle Balciunaite - e a menina que fez a Letónia subir ao pódio mundial sem ter conquistado nenhuma medalha nos Jogos Olímpicos de 2004: Radevica, 13.a classificada no triplo salto, e 20.a no salto em comprimento. À frente mesmo de Jelena Rublevska, que ganhou a prata no pentatlo e se tornou a única letã a conseguir uma medalha em Jogos Olímpicos.

Treinada pelo ex-atleta Igor Ter-Ovanesyan - soviético que conquistou o bronze no comprimento nos Jogos de 1960 e 1964, entre três ouros e duas pratas em campeonatos europeus - e casada com o jogador de hóquei em gelo Petr Schastlivy (que chegou a representar os Ottawa Senators, na liga norte-americana), a saltadora estreia-se em grandes competições nacionais frente a uma rival de peso: Naide Gomes. Ao mesmo tempo que pretende mostrar que a gravidez (que a impediu de ir aos Jogos Olímpicos de 2008) não desviou o rumo da carreira, tentará provar que o bronze no europeu de Sub-23 e os dois campeonatos da NCAA pela universidade de Nebraska não foram obra do acaso.
 
 

alt alt

Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 

 
altalt


Já que nenhuma televisão transmite o jogo do nosso FC Porto, fica uma lista de links de Live Streams que poderão transmitir o jogo, às 18h00 de Portugal.


http://www.ligtvdevu.net (USTREAM/FREEDOCAST)

http://www.ligtvdevi.net
(USTREAM)

http://www.freesoccerlive.com (USTREAM)

http://www.kululu17tvs.blogspot.com (USTREAM)

http://futbolhdtv.tk (JUSTIN)


A fonte destes links é o fórum:

http://www.asiaplate.com/forum/viewtopic.php?t=5423
Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 


Emídio Rafael, lateral-esquerdo da Académica, assinou ontem um contrato válido por três anos com o FC Porto e junta-se já hoje ao plantel portista, que arranca formalmente o estágio em Marienfeld, na Alemanha.
O lateral, que tinha mais um ano de contrato com a Académica e uma cláusula de rescisão de 500 mil euros, estava praticamente negociado com um clube ucraniano, mas o FC Porto, por indicação de Villas-Boas, desviou-o dessa rota, a troco de uma verba inferior à cláusula (400 mil euros é o valor adiantado, sem confirmação oficial) e do empréstimo de um jogador, com o ganês e também lateral-esquerdo Addy como hipótese mais forte.
 
No site oficial do clube:
 
«O FC Porto acordou esta sexta-feira a contratação de Emídio Rafael. O defesa, que representava a Académica, assinou um contrato válido para as próximas três temporadas».
 
 
Este jogador já constava da nossa lista do blogue, de jogadores a ter em conta.
Foi com agrado que recebi a notícia da contratação deste lateral-esquerdo que fez uma excelente época ao serviço da Académica de Coimbra.
Em Portugal os laterais esquerdos de nacionalidade portuguesa não abundam, por isso acho que fizemos uma excelente contratação, dando a possibilidade do jovem Addy rodar num clube de qualidade como é a Académica.

Emídio Rafael
 
IDADE: 24 anos (24/01/86)

NACIONALIDADE: Português
 
POSIÇÃO: Lateral-esquerdo
 
ALTURA: 182 cm
 
PESO: 73 kg

CLUBES: Sporting (formação), Casa Pia, Real Massamá, Portimonense, Académica
 
JOGOS CAMPEONATO 2009/10: 26

GOLOS: 1

Fontes: ojogo.pt, fcporto.pt
Categoria: FCPorto

Publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 
 
 
João Moutinho assinou contrato de quatro épocas pelo Futebol Clube do Porto, segundo acaba de anunciar a SIC.
 
O médio estava descontente com a situação em Alvalade e foi noticiado por vários jornais que terá discutido com o director desportivo dos leões, Costinha.
 
Dirigentes dos dois clubes estiveram esta madrugada reunidos nos arredores de Lisboa a ultimarem os detalhes da que deve ser uma das transferências mais sonantes deste Verão, devendo o negócio ficar concluído este fim-de-semana, antes do Sporting partir na segunda-feira para França, onde vai realizar o estágio de preparação para a nova época.
 
João Moutinho tem 23 anos (08/09/1986), foi formado na Academia de Alcochete e nas últimas temporadas foi um dos símbolos do Sporting.
 
Internacional português, o jogador falhou a presença no Mundial da África do Sul, depois de uma época menos conseguida.

Categoria: FCPorto

publicado em pronunciadodragao.blogspot.com

 
O F.C. Porto iniciou hoje a preparação da nova época 2010/2011 que terá a seguinte calendarização:
 
in fcporto.ws
 
2 de Julho: Início da preparação da nova época. Está previsto um jogo-treino com o Tourizense, antes da partida para a Alemanha;
 
9-16 de Julho: Estágio em Marienfeld, na Alemanha;
 
11 de Julho: Preussen Munster-FC Porto;
 
15 de Julho: Trabzonspor-FC Porto;
 
18 de Julho (18h00), Apresentação aos sócios: FC Porto-Ajax;
 
Digressão a Angola - Taça Super Bock;
 
31 de Julho (17h45), Torneio Internacional de Paris: Paris SG-FC Porto;
 
1 de Agosto (15h45), Torneio Internacional de Paris: Bordeaux-FC Porto;
 
7 de Agosto: Supertaça : FC Porto-Benfica
 
Não se apresentaram ao trabalho, Valeri, Pelé e Prediguer que foram dispensados, Orlando Sá que em principio será emprestado ao Marítimo, e Nuno que rescindiu por mútuo acordo e que possivelmente representará o Málaga do Prof. Jesualdo Ferreira
 
Nota para a inclusão de vários jovens jogadores da nossa formação que estavam cedidos, tais como Ukra, Diogo Viana, Castro, André Pinto e Ventura. O jovem guarda-redes norte-americano Samir que estava nos juniores vai também fazer o estágio de pré-temporada.
 
A estes juntam-se as aquisições para a nova época, uns já se apresentaram hoje, outros chegarão nos próximos dias:
 
Walter (ex Internacional de Porto Alegre)
Kléber (ex Atlético Mineiro)
Sereno (ex Valladolid)
Souza (ex Vasco da Gama)
James Rodriguez (ex Banfield)
Kieszek (ex-Braga)
 
Villas Boas não conta ainda nos próximos dias com os jogadores que estiveram os estão no Mundial 2010, casos de Bruno Alves, Beto, Raul Meireles, Rolando, Álvaro Pereira e Fucile.
 
Seguem então para estágio:
 
Guarda-Redes: Helton, Ventura, Samir, Kieszek
 
Defesas Direitos: Sapunaru, Miguel Lopes
 
Defesas Esquerdos: Addy
 
Defesas Centrais: N.A. Coelho, Maicon, Sereno, André Pinto
 
Médios Centro: Fernando, Souza, Belluschi, Guarin, Rúben Micael, Tomás Costa, Castro
 
Médios/Alas: James Rodriguez, Cebola, Varela, Ukra, Diogo Viana, Mariano Gonzalez
 
Avançados: Hulk, Falcão, Kléber, Walter, Farias
Categoria: FCPorto

Publicado também em pronunciadodragao.blogspot.com

 
alt

 
Nuno acertou ontem a rescisão do contrato que o ligava ao FC Porto por mais um ano. Nuno aos 36 anos pousa assim as luvas, pondo fim a uma carreira com uma palmarés invejável.
 
Comunicado da FC Porto – Futebol, SAD

O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD e o atleta Nuno Espírito Santo acordaram esta segunda-feira a rescisão por comum acordo do contrato que ligava o guarda-redes à sociedade.

Depois de vários anos e muitos títulos nacionais e internacionais ao serviço do clube, Nuno Espírito Santo vai agora abraçar uma nova etapa na carreira, para a qual a FC Porto – Futebol, SAD lhe endereça as maiores felicidades.

Porto, 21 de Junho de 2010
 
Declaração do Presidente do FC Porto
 
«O Nuno Espírito Santo fica na história do FC Porto devido à participação em alguns dos feitos mais extraordinários da história do nosso futebol, mas também pelo profissionalismo e pelo espírito de Dragão que sempre encarnou ao longo de todos estes anos. No momento em que decide assumir uma nova etapa, este é um sublinhado que se impõe e ao qual devo juntar os votos de sucesso. O sucesso, de resto, tem estado presente na sua vida no futebol. Em nome do FC Porto, e em meu nome pessoal, quero deixar-lhe um abraço e o nosso “muito obrigado”»
 
Nuno Espírito Santo: «Sou e serei Porto!»
 
«O Futebol Clube do Porto é muito mais que um grandioso Clube, é uma escola de valores como a Lealdade, Fidelidade, Dignidade, Honestidade e Dedicação, que faz de todos os que passamos por esta Casa melhores pessoas. Agradecido pelas palavras do Sr. Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, sinto-me Honrado e Orgulhoso por pertencer à bela história do Futebol Clube do Porto. Sou e serei Porto!»

Um abraço,
Nuno Espírito Santo
 
alt
Aqui fica a sua história ...
 
Nuno Herlander Simões Espírito Santo nasceu em São Tomé e Principe em 25 de Janeiro de 1974.
Revelação do Guimarães em meados da década de 90, Nuno tornou-se no primeiro negócio do agora superempresário Jorge mendes, mudando-se, com alguma polémica pelo meio, para o Corunha. Com o objectivo de jogar com assiduidade, foi emprestado, duas épocas, ao Mérida (e conquistou mesmo a distinção de melhor guarda-redes da II Liga espanhola) e depois rumou ao Osasuna. Voltou ao Corunha, e ao banco, em 2001/02.
Em Julho de 2002, o Porto pagou 3 M€ para trazer Nuno de Espanha. Ele é lembrado por fazer parte da equipa do Porto que venceu a Liga dos Campeões Europeus de 2003-04, e no qual substituiu Vítor Baía durante a Taça Intercontinental contra o Once Caldas.
 
Experimentou o campeonato russo em meados da época 2005/2006, mas aguentou poucos meses, transferindo-se para o Aves antes ainda do regresso ao FC Porto. Scolari chamou-o para o Euro'2008 depois da lesão de Quim.
 

Palmarés
 
Campeonato Português: 2002/2003, 2003/2004, 2007/2008, 2008/2009
 
Taça de Portugal: 2002/2003, 2008/2009

Supertaça Cândido de Oliveira: 2002/2003, 2003/2004, 2008/2009
 
Taça UEFA: 2002/2003
 
Liga dos Campeões 2003/2004

Final da Taça Intercontinental,  entre FC Porto e Once Caldas. 
Nuno substituiu Baía e defendeu brilhantemente no desempate por penalties, levando o nosso FC Porto à conquista da segunda Taça Intercontinental da nossa história.



Nuno Espirito Santo foi o porta voz da revolta do plantel aos castigos a Hulk e Sapunaru.

 

Categoria: FCPorto

Publicado também em pronunciadodragao.blogspot.com

 

alt


Tinha eu 15 anos, quando nas épocas 93/94 (meia época), 94/95 e 95/96, ainda o futebol era aos domingos à tarde no velhinho estádio das Antas, eu assistia ao mais belo futebol praticado pelo meu Porto até aos dias de hoje.
Jogávamos num 4*4*2, e tínhamos um futebol simples e rápido, de ataque muito atractivo. Baia, João Pinto, Rui Jorge, Aloísio, Zé Carlos, Emerson, Kulkov, Drulovic, Secretário, Domingos e Yuran.
Na época 93/94 apesar de só vir a meio da época, ainda ganhou uma Taça de Portugal ao Sporting que o tinha despedido, e levou nos até às meias finais da liga dos campeões, onde fomos vencidos pelo gigante Barcelona, que acabou por perder a final da taça dos campeões europeus contra o Milão por 4-0. Nessa meia final cometeu um erro muito badalado na altura… colocou o Aloísio a lateral esquerdo.
Fica também para a história na fase de apuramento a fantástica vitória por 5-0 na casa do então poderoso Werder Bremen. O F.C. Porto cilindrou completamente o Werder Bremen na altura a melhor equipa alemã. Numa equipa onde jogavam Timofte, Domingos, José Carlos e Fernando Couto, a equipa portista deu uma lição de futebol aos alemães.
Nesse ano só o Barcelona nos travou nas meias finais da Liga dos Campeões.
Na época de 94/95 marcamos 73 golos em 34 jogos e na época de 95/96 marcamos 84 golos em 34 jogos.
Eram épocas em que goleávamos nas antas, muitas das vezes ainda me estava a sentar e já lá morava o primeiro. Não tenho certeza absoluta, mas numa dessas épocas chegamos a marcar o golo mais rápido até então.
Sempre tentou falar português nas conferências de imprensa, onde misturava português com inglês e toda a gente entendia. Sempre sorridente quando pisava o relvado antes dos jogos, acenava aos adeptos, e vinha sempre verificar se o relvado havia sido bem regado.
Trocou nos pelo Barcelona, não tendo a atitude mais correcta com o nosso presidente e clube, mas nada disto irá apagar da minha memória os jogos fantásticos que assisti naquelas tarde de domingo no velhinho Estádio das Antas.
Bobby Robson, o cavalheiro do sorriso permanente e contagiante, cedeu em 31 de Julho de 2009 no último jogo da vida, frente ao mais difícil dos adversários, que já por várias vezes havia fintado e até derrotado. Tinha 76 anos e, segundo comunicado da família, "perdeu a sua longa e corajosa batalha contra o cancro e morreu, em paz, na sua casa do condado de Durham, com a mulher e a família ao seu lado".
 
José Mourinho de “Traductor” a “Special One”
 
José Mário dos Santos Mourinho Félix nasceu em Setúbal, Portugal no dia 26 de Janeiro de 1963.
 
José Mourinho é filho do ex-guarda-redes e treinador português, Félix Mourinho.
José Mourinho nunca conseguiu seguir uma carreira de futebolista, chegou a jogar nos juniores do Belenenses. Já sénior vestiu a camisola do Rio Ave. Mais tarde voltou ao Restelo, depois ao Sesimbra e acabou no Comércio e Indústria.
Já na altura leccionava Educação Física e começava a preparar-se para ser treinador de futebol, mas desde muito cedo mostrou uma habilidade inata para organizar e preparar os relatórios e os dossiers das equipas do pai.
 
Na década de 90, Mourinho esteve no Estrela da Amadora e no Vitória de Setúbal. Em meados da década é contratado para trabalhar com o técnico inglês Bobby Robson, no Sporting Clube de Portugal.
 
Na época 93/94, acompanha Sir. Bobby Robson na vinda para o FC Porto. De Mourinho sabia-se apenas que era o tradutor do técnico inglês.

alt
Mourinho ganha assim alcunha de Traductor. 
Mantém-se braço direito do treinador inglês quando ele muda para o para o Barcelona.
Torna-se um conhecedor do futebol espanhol e quando Robson sai para o PSV, Mourinho permanece na Catalunha com o holandês Van Gaal. A confiança e o profissionalismo de Mourinho alargam-lhe o leque de funções. Do seu papel de tradutor, começa a contribuir activamente nos treinos e na preparação dos jogos. Passa a ser treinador adjunto de Van Gaal.
 
Em 2000, é escolhido pelo Benfica para substituir Heynckes após a 4ª jornada.
Muda a presidência de Vale e Azevedo para o Manuel Vilarinho. José Mourinho entra em rotura com a nova direcção e sai do Benfica após 9 jogos.
Na época seguinte, 2001/02, Mourinho começa a trabalhar na União de Leiria, com grande sucesso e em Janeiro de 2002 substitui Octávio Machado no comando técnico do FC Porto. Concluiu a época em terceiro lugar com 11 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.

alt
 
Mourinho rapidamente identifica os jogadores-chave: Vítor Baía, Ricardo Carvalho, Jorge Costa, Costinha, Deco, Dmitri Alenichev e Postiga. A esta espinha dorsal juntam-se, entre outros, Maniche e Edgaras Jankauskas (Benfica), Paulo Ferreira (Vitória de Setúbal), Nuno Valente e Derlei (ambos da União de Leiria). Com o rigor táctico e a determinação sui generis de Mourinho nasce o Porto Mágico. Em dois anos venceram duas competições europeias e as duas Superligas.
Em 2003, Mourinho ganha o primeiro campeonato português com 27 vitórias, 5 empates e 2 derrotas, vence a Taça de Portugal e conquista a Taça UEFA (contra o Celtic de Glasgow).
No ano seguinte, o FC Porto conseguiu ganhar mais uma vez a Superliga, agora com 8 pontos de vantagem. Perde na final da Taça de Portugal contra o eterno rival Benfica, mas 2 semanas depois triunfa na mais alta prova da UEFA. Derrota o AS Monaco (3-0) na final da Liga dos Campeões (3-0). Em toda a prova o Porto de Mourinho só perdeu com o Real Madrid na primeira fase de Grupos e elimina o Manchester United, Olympique Lyonnais e o Deportivo da Coruña.
 
Com tal percurso não foi surpresa a cobiça de diversos clubes, entre eles o Chelsea de Abramovich. Em Junho de 2004, torna-se um dos treinadores mais bem pagos do Mundo ganhando cerca de 12 milhões de euros por ano.
Tal como fez no FC Porto, Mourinho constrói uma equipa à sua medida. A fortuna do russo Abramovich ajuda Mourinho na contratação de Tiago, Drogba, Robben e Kezman, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira.
Conquista títulos sem contudo obter a glória de uma conquista europeia ao serviço dos ingleses.
Ganha em Inglaterra a alcunha do “Special One”.
 
Sai do Chelsea e vai para o Inter de Milão, conquista Itália e a Europa, à semelhança do que tinha acontecido no FC Porto. Vence mais uma vez a Liga dos Campeões … e ganha contrato milionário com o Real Madrid que vai treinar na próxima época.
 
André Villas-Boas de “discípulo de Sir Bobby Robson” a “olhos e ouvidos de Mourinho”
 
alt
Luis André Pina Cabral Villas-Boas nasceu a 17 de Outubro de 1977 no seio de uma família de viscondes. O treinador é bisneto de José Gerardo Coelho Vieira Pinto do Vale Peixoto de Villas-Boas, primeiro visconde de Guilhomil.
Em 1994, o jovem André Villas-Boas de 17 anos depara-se com Sir Bobby Robson no seu prédio. Neto de uma inglesa e de um português com estatuto, o pequeno André encheu-se de coragem e meteu conversa com o novo treinador do F.C. Porto. Esta feito o mais difícil.
 
Bobby Robson ficou agradado com os conhecimentos de André Villas Boas e o domínio da língua inglesa e apontou-lhe o caminho: tirar o curso de treinador. Inicialmente, este preferia seguir Educação Física, abordar o desporto em geral. Mas a oportunidade estava ali, bastava agarrar.
 
André Villas Boas devorava futebol. Alimentou o amor ao desporto desde cedo, mas faltava-lhe o talento na ponta das chuteiras. Resignou-se. Pegou nos livros, comprou cadernetas e devorou jornais. Todos os dias, lá estava ele no café, a compilar informações sobre os craques dos campeonatos nacionais.
 
O saudoso treinador britânico foi crucial para o jovem português. André Villas Boas tinha apenas 17 anos, idade insuficiente para tirar o curso na Football Association de Inglaterra e na homóloga de Escócia. Robson falou com o responsável Charles Hughes (um acérrimo defensor da escola do pontapé para a frente) e contornou a questão. Como estágio, o aspirante luso seguiu os treinos do Ipswich de George Burley.
 
André Villas Boas crescia como técnico e estava pronto para a primeira experiência. Entra no F.C. Porto para treinar as camadas jovens, enquanto tira os vários níveis do curso de treinadores da UEFA.
 
Do Porto para o Mundo
 
O cargo de director-técnico da selecção das Ilhas Virgens Britânicas, logo em 2000, permite a Villas Boas conhecer a realidade do futebol nas Caraíbas e crescer, crescer até com as pesadas derrotas.
 
Um ano depois, o F.C. Porto volta a abrir-lhe as portas.
 
José Mourinho chega entretanto e reencontra o miúdo que andava sempre com Bobby Robson.
André Villas Boas passa a encarregar-se da observação de adversários. Fá-lo com mestria. Admirador confesso do Championship Manager, desenvolve capacidades no futebol real e transforma-se num valor seguro.

alt
José Mourinho não mais prescinde de André Villas Boas e apresenta o jovem como os seus «olhos e ouvidos». Necessariamente discreto, condição essencial para trabalhar com o «Special One», Villas Boas passa a elaborar dossiers completos sobre os adversários do F.C. Porto. Viria a fazer o mesmo no Chelsea.
 
O processo era simples. Aparecia nos treinos dos adversários, sempre de forma incógnita, e começava a reunir informações sobre os principais jogadores da equipa. Aliás, de todos os jogadores, se for preciso. Em quatro dias, durante a semana, André Villas Boas compilava todos os dados. Depois, bastava apresentá-los a José Mourinho e jogadores, para estes saberem ao pormenor quem iam defrontar no encontro seguinte.
 
Mourinho leva Villas Boas do F.C. Porto para o Chelsea, do Chelsea para o Inter de Milão. Aos poucos, André conquista capital de confiança para aspirar a uma carreira a solo. Aos 31 anos, 32 feitos entretanto, a Académica acena-lhe com um convite. O empresário Jorge Mendes intermedeia o negócio. O discurso à chegada, os primeiros resultados e o ar fresco fazem o resto. Esteve perto do Sporting, diz-se, assinou pelo F.C. Porto.

O futuro é dele.

fontes: wikipédia; maisfutebol.iol.pt
« Página Anterior  |  resultados 1-20 de 84  |  Página Seguinte »
Segue-nosFacebook  Twitter  Blogger