Uns guerreiros que suportam tudo. Queriam testar a resistência do Sp.Braga? O Restelo foi, então, um grande teste à capacidade minhota: primeiro jogo do campeonato sem Vandinho e Mossoró, pressionados por olharem para cima e, agora, terem o Benfica à frente. Os encarnados têm mais um jogo, mas empataram no Bonfim. Ao Sp.Braga, Domingos já o tinha dito, o escorregão dos encarnados era mais um estímulo. As dificuldades, contudo, aumentaram: uma grande penalidade e uma expulsão, de Moisés, aos quinze minutos. Eduardo agigantou-se, atirou as pretensões do Belenenses para bem longe dali. Mais: foi o mote para uma vitória categórica, repleta de cinismo e com uma eficácia quase total. As grandes equipas crescem assim. Está aí, bem à vista, a prova cabal de força vinda dos bracarenses.
No Dragão, no jogo da Taça de Portugal, o FC Porto atingiu o pico exibicional desta temporada: subjugou o Sporting, teve domínio total do jogo, deu pouco espaço de manobra aos leões e juntou-lhe os golos. Na recepção à Naval, ninguém esperaria que os portistas voltassem a jogar futebol de alto nível. Aliás, o próprio adversário, uma equipa que joga habitualmente fechada e faz da coesão defensiva a sua maior arma, não o permitiria. Frente aos figueirenses, era necessário um jogo paciente e prático. Tomás Costa abriu o marcador, deu tranquilidade ao FC Porto, encaminhou a vitória, obrigou a Naval a arriscar algo. Os dragões ganharam 3-0. Com todo o mérito. Falcao, um finalizador letal, fez o golo da praxe. Varela colocou a cereja no topo do bolo, já em cima do final. O dragão está em recuperação da chama.
Pela terceira vez consecutiva, o leão bateu com estrondo. O adeus há muito anunciado ao título confirmou-se em Braga, na ronda anterior. Pelo meio, até este jogo com a Académica, o Sporting acabou derrotado, no Dragão, para a Taça, por números gordos. Importava, por isso, no regresso a Alvalade ultrapassar essas duas derrotas, recuperar a série vitoriosa e fazer tréguas na relação atribulada com os adeptos. Jogou sob brasas. No terceiro minuto, num erro de Rui Patrício que ecoou nas bancadas, os estudantes colocaram-se em vantagem. O Sporting conseguiu chegar ao empate, criou oportunidades para passar para a frente, levou a Académica a recuar para o seu último reduto. Instalou-se no ataque. Perdida de bola, contra-ataque supersónico, novo golo da equipa de Villas Boas. Mais do que isso: outra machadada no Sporting.
Abriu-se a possibilidade, para o União de Leiria, beneficiando da derrota do Sporting, de ultrapassar os leões e subir ao quarto lugar, mas os leirienses saíram derrotados, por 1-0, dos Barreiros (o Marítimo está, agora, a somente um ponto da equipa de Lito Vidigal). Na luta pelos lugares europeus, o Vitória de Guimarães atrasou-se, perdendo, em casa, com o Paços de Ferreira, que, ao invés, consegue um suplemento de confiança para a luta pela manutenção - os vimaranenses levam três jogos sem vencer. O Leixões mantém-se nos lugares de descida, após ter sido vencido em Vila do Conde, por 2-0, com dois golpes de génio de Bruno Gama (um jogo que culminou no abandono de José Mota dos leixonenses). O Olhanense conseguiu vencer o Nacional, por 1-0, conquistado três pontos preciosos.