« Página Anterior  |  resultados 1-10 de 22  |  Página Seguinte »

Teimosia

Colocado: 09/28/2009 - 0 comentário [ Comentar ] - 0 trackback(s) [ Trackback ]
Categoria: Desporto

Paulo Bento é, já se sabia, teimoso. Em termos técnicos e tácticos, claro: não se trata de um treinador facilmente flexível, insiste nas suas ideias até ao final e não troca a sua filosofia por nada. Não raras vezes ouvimos comentários críticos ao seu losango, o esquema preferido e habitual desde que assumiu o comando do Sporting, há quatro anos, acusado de estar demasiado gasto e rotinado. Outro exemplo dessa forma de ser, também totalmente frontal e sem rodeios, foi a aposta em Rui Patrício. Na altura, todos torceram o nariz à titularidade do jovem guarda-redes em detrimento de Stojkovic. Aos poucos, Bento foi ganhando a aposta. A exibição de Patrício, no Dragão, mostra bem a forma como o jogador cresceu.

Continuam a haver, porém, opções bem difíceis de entender. A titularidade de Polga é, porventura, a maior de todas elas. É certo que o central brasileiro foi um dos principais esteios da defensiva leonina e fulcral em muitas ocasiões mas também não é menos verdade que atravessa, desde meados da temporada transacta, uma fase negativa. Está diferente, não parece sequer o mesmo jogador que se assumia como um verdadeiro líder - esse, agora, é Daniel Carriço, outro jovem da formação que se transformou num senhor jogador. Não se entende a razão por que não tem Tonel uma oportunidade para mostrar o seu valor. Agora, com a ausência de Polga devido à expulsão no clássico, irá tê-la. Paulo Bento também.

Categoria: Desporto

Leia o texto original!

 

COMENTÁRIO

Respondendo, desde já, à pergunta: muito! Em jornada de clássico, ganho justamente pelo FC Porto, o outro Sporting, o de Braga, alcançou um feito que está, grosso modo, apenas destinado aos grandes: venceu pela sexta vez consecutiva, somando assim por vitórias todos os jogos realizados. Mantém-se, por isso, na liderança. Com todo o mérito, aliás. Na perseguição mais directa está o Benfica que, mais uma vez, voltou a marcar muitos golos (cinco) num triunfo confortável. Realce, também, para as primeiras vitórias de Naval e Paços de Ferreira. Pela negativa, a série de três derrotas do Marítimo e a falta de vitórias em Coimbra.

Entrada fulgurante, progressiva desaceleração, alguns sustos e vitória. Assim, de forma sintética, se pode resumir a vitória do FC Porto no primeiro clássico da época. Para o Sporting foi precisamente o contrário porque começou mal e ficou sufocado pelo quarto de hora frenético que os portistas tiveram. Sofreram um golo, a frio. Depois, contudo, houve oportunidades para um empate que bem poderia ter acontecido. Na segunda etapa, quando era preciso dar o tudo por tudo em busca do golo, o início voltou a ser fatal. Oito minutos depois do descanso, a equipa ficou reduzida a dez e as esperanças de ainda conseguir a vitória caíram no vazio - Clique para aceder à crónica do FC Porto-Sporting)

Sexta vitória consecutiva, única equipa que ainda não cedeu qualquer ponto nas seis jornadas iniciais, e consequente liderança. Assim se resume a prestação do Sp.Braga até este momento. Uma equipa absolutamente notável na forma como é coesa, unida e consegue ultrapassar as dificuldades que o destino lhe coloca no caminho. Depois de vencer o FC Porto, sem qualquer tipo de contestação, os bracarenses alcançaram uma vitória complicada, embora justa, frente ao Olhanense. Pode-se dizer, recorrendo a um lugar comum, que foi mesmo arrancada a ferros. Alan, o mesmo que havia dado o triunfo com os portistas, teve esperança e arte para contribuir ainda mais para euforia que os adeptos minhotos vivem... com um golo aos noventa e quatro minutos, é bem verdade.

Foram oito, depois quatro, agora cinco. O Benfica continua com um brutal poder de fogo, letal na hora de acertar nas balizas contrárias. Não precisa, para isso, de ser sempre exuberante mas é inquestionável que o ataque é o sector mais bem apetrechado desta equipa encarnada. Frente a um Leixões mais preocupado em não deixar jogar do que em alcançar a baliza de Quim e demasiado cedo reduzidos a dez jogadores, a vitória do Benfica surgiu de forma natural. O jogo ficou sentenciado dez minutos depois do intervalo: Cardozo marcou o segundo golo na sequência de uma grande penalidade que terminou na expulsão de Nuno Silva, ou seja, deixou a equipa de José Mota com apenas nove elementos. A partir daí, o resultado engordou, até à mão cheia, tal como era de prever. Tão diferente que está este Leixões, também.

Sem estar terminada a jornada - faltam ainda jogar, hoje, o Vitória de Guimarães-União de Leiria e, apenas no próximo dia doze, o Belenenses-Nacional -, destaque para a primeira vitória da Naval (frente ao Marítimo, na Madeira, resultando em contestação para Carlos Carvalhal) e do Paços de Ferreira que saiu vitorioso de Setúbal. No outro jogo, Rio Ave, que está agora à frente do Sporting na tabela classificativa, e Académica empataram sem golos. Contrariamente ao que acontece com os vila-condenseses, imbatíveis, os estudantes ainda não venceram qualquer partida deste campeonato.

Categoria: Desporto

O DRAGÃO SOUBE VIVER DE UM GOLO MADRUGADOR

Entrada fulgurante, progressiva desaceleração, alguns sustos e vitória. Assim, de forma sintética, se pode resumir a vitória do FC Porto no primeiro clássico da época. Para o Sporting foi precisamente o contrário porque começou mal e ficou sufocado pelo quarto de hora frenético que os portistas tiveram. Sofreram um golo, a frio. Depois, contudo, houve oportunidades para um empate que bem poderia ter acontecido. Na segunda etapa, quando era preciso dar o tudo por tudo em busca do golo, o início voltou a ser fatal. Oito minutos depois do descanso, a equipa ficou reduzida a dez e as esperanças de ainda conseguir a vitória caíram no vazio.

 

Continue a ler, clicando aqui!

Categoria: Desporto

Leia o texto original, clicando aqui!

 

ANÁLISE

Abram alas para o líder. A frase foi erguida, numa enorme tarja, pelos adeptos do Sp.Braga e serviu como incentivo para os noventa minutos que se aproximavam. Tratou-se, ao mesmo tempo, o relembrar desse estatuto de líder, totalmente vitorioso, perante o tetracampeão FC Porto, imbatível para o campeonato há mais de dez meses. O objectivo foi alcançado e os arsenalistas completaram um pleno de cinco partidas a ganhar. Daí aproveitaram, da melhor maneira, Benfica e Sporting: os encarnados isolaram-se no segundo lugar, ao passo que os leões se colaram ao FC Porto. O clássico da próxima jornada, no Dragão, com as equipas em igualdade pontual, terá ainda maior importância.

Já depois de ter saído vitorioso em Alvalade e no Funchal, o líder Sp.Braga tinha pela frente aquilo a que se convencionou chamar um verdadeiro teste de fogo. A visita do FC Porto, tetracampeão nacional, colocava os dois extremos lado-a-lado: uma vitória possibilitaria o continuar de uma série histórica, coroada com a liderança do campeonato, enquanto uma derrota, longe de ser motivo para corar pelo poderio do adversário, terminava com um período ganhador. Guerreiros, tal como gostam de ser apelidados, os jogadores do Sp.Braga elevaram-se perante uns portistas nervosos e erráticos que nunca se encontraram. Venceram, por isso, com toda a justiça através de um golo, é certo que algo estranho, de Alan. Chapeau para a equipa de Domingos Paciência. Lembra-se, leitor, de como começaram mal a época?

No jogo de Braga viu o Benfica uma chance soberana para se distanciar do FC Porto - até aí eram verdadeiras almas gémeas. Em Leiria, não houve o mesmo jogo ofensivo, por vezes até sufocante, nem a espectacularidade de outrora, mas os três pontos foram alcançados. Desta vez, a base de sucesso do Benfica esteve, como afirmou Jorge Jesus, na crença e vontade evidenciada pelos jogadores.
Voltou, tal como fizera no Restelo na passada jornada, a marcar cedo (aos quatro minutos, de novo por Saviola) e isso poderia ser meio caminho andado para uma vitória confortável. O Leiria empatou, contudo, à passagem dos vinte minutos. A vitória do Benfica, essa, ficou confirmada a onze minutos do final, num golo de Cardozo - a sua segunda grande penalidade convertida, em quatro tentativas.

Ninguém o esperaria, por certo, mas o facto é que se jogou em Alvalade aquele que terá sido o melhor jogo que o campeonato português teve até agora. O Olhanense, espantando tudo e todos, em vinte minutos marcou dois golos. Por Rabiola e Castro - monumental! -, dois jogadores emprestados pelo FC Porto e que fizeram de tudo para impedir que o clube a que pertencem fosse igualado pelos leões. Com um resultado assim, com tão pouco de jogo, era necessário que o Sporting reagisse o mais rapidamente possível. Fê-lo: em sete minutos, aos 35' e 42', chegou à igualdade - este último golo na conversão de um penalty mal assinalado por Rui Costa mas, verdade seja dita, ainda com 0-2, ficara outro por marcar. A quatro minutos do final, Vukcevic consumou a reviravolta e apimentou o clássico que se aproxima. Sempre em busca da vitória, Jorge Costa deve ter ficado orgulhoso da sua equipa.

Na tabela classificativa, ao Sp.Braga e aos grandes, segue-se um surpreendente Rio Ave que, até ao momento, ainda não sofreu qualquer derrota - tal como acontece com arsenalistas e benfiquistas - e defrontou um Paços de Ferreira que vive a situação inversa, isto é, ainda não venceu nenhum dos seus cinco embates. Outro jogo grande da jornada foi o derby madeirense, onde o Nacional, mesmo jogando toda a segunda parte reduzido a dez, por expulsão de Luiz Alberto, venceu graças a dois golos de Edgar Silva. A primeira vitória da equipa de Manuel Machado no campeonato que, assim, igualou o rival insular (cinco pontos).

Também o Leixões bateu o Vitória de Guimarães, por 3-1, num confronto de clubes históricos que arrancaram a meio-gás. O Vitória de Setúbal, após a saída de Carlos Azenha do comando técnico, ganhou, na Figueira da Foz, o seu primeiro jogo oficial - uma partida que marcou, além disso, a estreia de ambos os técnicos: Joaquim Serafim, popular Quim, nos sadinos e Augusto Inácio nos figueirenses. Bem perto, em Coimbra, Rogério Gonçalves está cada vez mais na corda bamba, após o empate frente ao Belenenses e também por não ter ainda alcançado qualquer vitória (tem dois pontos somados, um a mais do que a vizinha Naval).

Categoria: Desporto

Clique aqui para ler o texto na íntegra, no blogue FUTEBOLÊS

 

O resultado primeiro que tudo: o Sp.Braga venceu, graças a um golo de Alan, o FC Porto. E fê-lo com toda a justiça, completando assim uma série extraordinária de cinco vitórias noutros tantos jogos. Foi a única equipa a consegui-lo, aliás, e defrontou já dois crónicos candidatos ao título - antes do campeão, havia ganho em Alvalade, ao Sporting. A proeza é, contudo, ainda maior porque os portistas não perdiam, para o campeonato, desde o primeiro dia de Novembro do ano anterior. O mote já tinha sido dado, pelos adeptos minhotos, alguns minutos antes do início da partida. Abram alas para o líder era a mensagem que se podia ler numa enorme tarja bem erguida.

Os jogadores, feitos em reais guerreiros que não viram a cara à luta, fizeram uma ligação perfeita com os adeptos e partiram em busca da História. O Sp.Braga, curiosamente desde os tempos de Jesualdo Ferreira, que pretende fixar-se como o quarto grande clube nacional, intrometendo-se entre os candidatos ao título. O início desta temporada, com a precoce eliminação europeia, não correspondeu com o que era expectável pelos arsenalistas. Chegou, inclusive, a ser questionado o trabalho de Domingos Paciência. A essa queda seguiu-se, porém, uma série de cinco jogos sempre a vencer no campeonato. Sem receios e cheio de vontade de ganhar, é assim que se apresenta este Sp.Braga.
Alan e Eduardo, os dois aniversariantes do dia, foram os grandes protagonistas: um marcou, o outro guardou o triunfo.

 

Leia mais no blogue FUTEBOLÊS

Categoria: Desporto

Clique aqui para ver o texto original no blogue FUTEBOLÊS

 

A notícia, triste, caiu como uma verdadeira bomba: Nuno Ribeiro, ciclista da Liberty Seguros e vencedor da Volta a Portugal deste ano, deu positivo num controlo antidoping. A análise foi feita ainda antes do início da prova maior do ciclismo nacional e, além do vencedor, também os seus colegas Hector Guerra e Isidro Nozal acusaram a presença de EPO/CERA, ou seja, uma substância dopante de última geração. Ok, o doping há muito que deixou de ser novidade no ciclismo mas... sem dúvida que se trata de um abalo brutal no pelotão velocipédico. E, acima de tudo, mais um rombo numa Volta a Portugal cada vez mais frágil.

Se ainda bem recentemente, em 2006, tivemos a desclassificação do vencedor do Tour de France, Floyd Landis, por ter acusado níveis elevados de testosterona, o facto é que tal também não é inédito em Portugal pois Joaquim Agostinho, Fernando Mendes e Marco Chagas foram outrora desclassificados pelo mesmo motivo. Têm sido, infelizmente, incontáveis os casos semelhantes em qualquer das grandes corridas internacionais - muitas vezes sem o próprio conhecimento de quem o ingere, é verdade, e Nuno Ribeiro afirma não o ter feito em consciência. Esta é mais uma machadada na credibilidade e principalmente no esforço dos ciclistas. Afinal, quem não irá agora olhar para os corredores de forma desconfiada? Quem acreditará que conseguirão subir as montanhas mais íngremes somente devido ao seu suor e sem ajudas médicas?

A imagem da consagração de Nuno Ribeiro, em Viseu, a meados de Agosto, ficou marcada na memória de todos. Foi a recompensa pelo esforço, pela garra e pela vontade de triunfar que lhe deu a camisola amarela na Senhora da Graça e uma espectacular vitória na Serra da Estrela. Nesse último dia de prova, no contra-relógio, o ciclista da Liberty, longe de ser um especialista, cerrou os dentes e conseguiu carimbar a sua segunda vitória na Volta. Quebrou, também, o interregno de seis anos sem que nenhum português tenha conseguido triunfar, exactamente após a sua primeira glória. Transformou as forças em fraquezas e ganhou com justiça, no fundo.

Até hoje, poucos seriam os que não pensavam desta forma. Tudo mudou, num ápice. A vitória que Nuno Ribeiro havia alcançado com tanto sacrifício e vontade não passa, porém, de um resultado ilegal. Havia substâncias dopantes no organismo do ciclista, acusadas numa análise realizada antes do início da septuagésima edição da Volta a Portugal. Olhando e conhecendo o percurso de Nuno Ribeiro, sempre disponível e trabalhador em prol da equipa, causa estranheza que também ele tenha sido apanhado na teia do doping. A verdade é pura e dura, contudo: a Liberty Seguros, dirigida por Américo Silva, talvez a formação mais completa do pelotão nacional foi imediatamente extinta, ao passo que Nuno Ribeiro ficará sem a vitória e com um carimbo para sempre. Infelizmente. Tantos casos e nenhum serviu de lição?

Categoria: Desporto

Pode ler o texto original, consultando o blogue FUTEBOLÊS

 

Disputou-se ontem a primeira jornada da nova Liga Europa e, tal como era expectável, houve sortes diferentes para as equipas portuguesas em prova. Benfica e Sporting, teoricamente as formações com maior potencial dos seus respectivos agrupamentos, venceram, enquanto o Nacional da Madeira, embora se tenha batido bem, foi derrotado pelo poderoso Werder Bremen. Os encarnados partilham a liderança do Grupo I com o Everton (4-0 ao AEK), os leões são líderes do Grupo D - fruto do empate entre Hertha e Ventspils - ao passo que, no Grupo L, onde está o Nacional, o Bilbao (vitória sobre o Áustria de Viena por 3-0) e o Bremen lideram.

O Sporting foi a primeira formação nacional a entrar em campo. Regressou à Holanda, onde havia defrontado o Twente, na eliminatória de acesso ao playoff da Liga dos Campeões, para jogar frente ao Heerenveen - equipa que, apesar do mau arranque desta temporada, terminou a anterior na quinta posição tendo, por isso, lugar na segunda competição europeia de clubes. Assumidamente favoritos, os leões não se livraram, porém, de alguns sustos. Venceram, é certo, tiveram sempre maior ascendente sobre a baliza contrária e coleccionaram oportunidades de golo mas foi preciso um Liedson repleto de inspiração e golos para fazer um hat-trick e resolver um jogo que não precisava de tanto sofrimento - o Herenveen adiantou-se aos 12', por Sibon, e empatou, num livre directo de Dingsdang, aos 77'.

Na Luz, o Benfica recebeu o BATE Borisov que, mesmo sendo campeão e demonstrando algum poderio na Bielorrússia, se trata de uma equipa frágil. Por isso mesmo, Jorge Jesus decidiu fazer algumas mudanças e entregar a titularidade da baliza a Júlio César (Quim ficou fora dos convocados), dar uma chance a Nuno Gomes (Saviola foi suplente) e promover a estreia do jovem brasileiro Filipe Menezes, o último reforço a chegar a Lisboa, no lugar de Aimar. Sem ter alcançado o caudal ofensivo de jogos recentes nem a espectacularidade exibicional, o Benfica conseguiu construir uma vitória confortável. Marcaram Nuno Gomes e Cardozo, a dupla atacante inicial. Um jogo que serviu, ainda, para Jesus fazer a tal gestão do plantel pois a formação bielorussa apenas nos últimos dez/quinze criou algum perigo para a baliza de Júlio César.

À mesma hora, o Nacional - e importa reforçar que a equipa de Manuel Machado já conseguiu uma grande proe
za ao afastar o Zenit, algo que lhe permitiu chegar a esta fase - foi derrotado, em casa, pelo Werder Bremen. A maior capacidade dos alemães deu-lhes uma vitória justa mas nem por isso fácil. Acaba, também, por ficar um sabor ainda mais amargo para os madeirenses porque conseguiram, graças a tentos de Felipe Lopes e Halliche, anular a vantagem de dois golos que o Bremen possuía. O mais difícil estava feito, então. No entanto, já dentro dos últimos cinco minutos, Claudio Pizarro marcou o golo da vitória da sua equipa e gelou os portugueses. Nota positiva para o Nacional, de qualquer das formas.

Categoria: Desporto

Clique aqui para ler o texto original no blogue FUTEBOLÊS

 

É quase uma opinião unânime entre os adeptos portugueses: Cristiano Ronaldo não tem na Selecção, o mesmo rendimento que evidencia nos seus clubes. Primeiro e principalmente, no Manchester. Aí, víamos o jogador português a correr, jogar, encantar e marcar. De cabeça, com o pé esquerdo, com o direito, enfim, de todas as formas possíveis e mais algumas. Na Selecção, não: as fintas não têm efeito, os livres também não, Ronaldo gesticula e protesta qualquer decisão dos árbitros. Agora, aos poucos, também no Real Madrid está a adquirir a forma que o tornou no melhor do Mundo. Já leva dois golos na Liga espanhola e, ontem, para a Liga dos Campeões, fez mais dois frente ao Zurique.

Não pretendo com isto fazer qualquer crítica à atitude de Cristiano Ronaldo quando joga por Portugal. No entanto, pessoalmente, parece-me algo estranho que, na Selecção, as coisas lhe corram tão mal quanto é possível ver. Há enormes diferenças entre ver o Ronaldo de Manchester ou Madrid e o capitão da equipa nacional. Não tem a mesma alegria nem magia no seu jogo, fica bem mais empobrecido. Acusa em demasia o facto de ser o melhor jogador do Mundo, no fundo. Há mesmo quem diga que, nos seus clubes, tal não acontece pois está rodeado de outras estrelas e não tem a necessidade de resolver um jogo sozinho.

Contudo, para além disso, também existe uma cobrança muito grande por parte dos adeptos. É perfeitamente normal, leitor, porque esperamos sempre que os grandes jogadores nos surpreendam. Quantas vezes não pedimos para que resolvam jogos sozinhos? Inúmeras. Esquecemos, até, os seus colegas. Ronaldo, tal como todos os outros jogadores de topo, obviamente que não pode manter sempre o mesmo nível exibicional. Porém, terá de saber que a ele se pede o céu a Lua porque é um jogador extraordinário. Aos outros, não se pedirá tanto. Ronaldo precisa de recuperar a alegria e a confiança quando joga por Portugal.

Categoria: Desporto

 

Clique aqui para ler a mensagem original no blogue FUTEBOLÊS

 

A tradição, ou melhor a maldição, manteve-se porque ainda não foi desta tentativa que o FC Porto conseguiu vencer em Inglaterra. Um golo de Anelka, apenas três minutos depois do regresso dos balneários, deu a vitória ao Chelsea, em Stamford Bridge. Teve, depois disso, boas oportunidades para chegar a um segundo golo, é verdade. Nos últimos vinte minutos, porém, os portistas aproximaram-se mais da baliza de Petr Cech e, contando com um pouquinho de sorte, poderiam mesmo ter chegado ao empate. Não seria nada de anormal, aliás. Vitória do Chelsea, a equipa mais dominadora, frente a um FC Porto que se mostrou bem duro de roer.

Quase que seguindo uma linha muito própria de encarar este tipo de jogos, Jesualdo Ferreira apresentou novidades no onze titular. Era esperado que assim fosse - o técnico portista já o havia adiantado na antevisão da partida - mas, seja como for, houve surpresas de última hora. Cristian Rodríguez e Mariano González foram os escolhidos para se juntarem a Hulk, na frente de ataque, em detrimento de Falcao e Varela ao passo que Guarín, médio que apenas jogou um par de minutos na Supertaça Cândido de Oliveira, substituiu Belluschi no trio do meio-campo. Mesmo tendo a equipa realizado uma primeira parte de bom nível, embora sempre com maior domínio e controlo do Chelsea, as alterações não resultaram como Jesualdo Ferreira esperaria.

Após o bom golo de Nicolas Anelka, de ângulo apertado, o Chelsea dispôs de mais um punhado de boas ocasiões (Helton foi, nesta altura, importantíssimo com defesas de qualidade) e, portanto, era necessário que o FC Porto partisse em busca do resultado. Contudo, à equipa que iniciou o jogo faltava capacidade de criação e poder de fogo. Rodríguez e Mariano estiveram pouco em jogo, nunca conseguindo arrancadas que levassem perigo à área londrina, Hulk não tem, de todo, o mesmo rendimento a jogar no centro do ataque e Guarín não é um médio criativo. Jesualdo viria a emendar as opções iniciais, lançando Falcao (53', por Mariano) e Varela (64', por Rodríguez).

Depois dessa fase de sufoco aplicada pela equipa inglesa, o FC Porto pôde enfim acercar-se da baliza de Cech. Fê-lo com personalidade, com atitude e com garra. Sem nunca virar a cara à luta, procurando o empate até ao último apito de Konrad Plautz. Varela e Guarín tiveram boas chances mas o guarda-redes checo opôs-se com categoria, tal como Ricardo Carvalho que representou um verdadeiro problema para as pretensões dos atacantes do FC Porto. Esteve perto mas nunca conseguiu marcar. Não quebrou a malapata e, acima de tudo, perdeu no arranque da Liga dos Campeões. O Chelsea, mesmo sem Drogba e Bosingwa, confirmou o seu favoritismo. Na partida e na qualificação à fase seguinte. Uma boa notícia para os portistas chegou de Madrid, onde o Atlético, o próximo adversário e o maior inimigo nas contas do agrupamento, não foi além de um empate frente ao APOEL.

Categoria: Desporto

O FC Porto regressa hoje, na sua estreia na edição da Liga dos Campeões desta época, ao local onde foi eliminado da prova em 2007: Stamford Bridge. Completaram-se dois anos, em Março, que os portistas, já treinados por Jesualdo Ferreira, foram afastados dos quartos-de-final pelo Chelsea, então comandado por José Mourinho embora na fase mais descendente da passagem do special one por Inglaterra. Além disso, também em 2004-05, na temporada seguinte à conquista do título europeu, os portistas defrontaram os londrinos na fase de grupos da liga milionária. Tal como agora. São outros tempos, é certo, mas as dificuldades não mudam.

 

Clique aqui a leia a antevisão na íntegra

« Página Anterior  |  resultados 1-10 de 22  |  Página Seguinte »
Pesquisar
Pesquisar
Categorias
Publicidade
Segue-nosFacebook  Twitter  Blogger