Categoria: FCPorto

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Depois do bloqueio azul na sexta-feira foi a vez do Sporting ceder um empate em casa. Mas se o resultado do jogo no Dragão constitui noticia já a igualdade entre leões e maritimistas não é mais do que a confirmação que a nuvem negra instalada sobre a equipa de Alvalade tarda em dissipar-se. A classificação da equipa começa agora a ser adequada ao futebol praticado e, ao treinador, resta a tarefa de mentalizar dirigentes, jogadores e sócios que o titulo de campeão só poderá ser disputado, nesta ou noutra qualquer época, quando o Sporting jogar melhor do que Rio Ave, Nacional e União de Leiria, equipas que antecedem os leões na tabela.
Do jogo com o Maritimo fica a certeza de que nenhum outro treinador poderá levar este Sporting mais além. O tempo que um novo técnico levaria a conhecer o plantel reduziria as hipóteses da equipa terminar a Liga com uma pontuação digna do seu historial. Acresce que no plantel sportinguista, a meu ver, existem 5 jogaadores de nivel internacional, sendo que 2 deles estiveram de fora desta partida (Vukcevic e Izmailov).
Sobram Daniel Carriço, Moutinho e Liedson que se entregam aos jogos com a nobreza dos viscondes mas que se perdem no esforço de puxar por uma Corte onde os demais são bobos...! Poderão os adeptos queixar-se da sorte? Talvez, o lance de Caicedo ao cair do pano podia oferecer os 3 pontos e o golo de Manu acontece 1 vez...em cada duas vidas! Mas ao recordar as circunstâncias em que o Sporting alcançou as vitorias contra o Olhanense (depois de estar a perder por 2), Académica (Liedson "inventou" uma vitória) e mesmo o empate em Guimarães, percebe-se que a equipa não produz o suficiente para ganhar nem pressiona de maneira a evitar que o adversário concretize.
Paulo Bento não tem matéria-prima para ombrear com os 3 primeiros classificados, facto! Mas isso tem a ver com a preparação fisica e técnica que o próprio não soube promover. Os sportinguistas precisam de saber quem foi o mentor das contrataçoes efetuadas já que nenhuma delas merece unanimidade quanto á sua utilidade; foi gasta uma pequena fortuna na contratação de um jogador para uma posição salvaguardada por Moutinho, Vukcevic ou até mesmo Helder Postiga (que de ponta-de-lança tem cada vez menos), Angulo e Caicedo exilaram-se em Alvalade para continuarem as suas carreiras de futebolistas mas muito pouco futebol foi visto sair dos pés de qualquer um deles. Esta politica deixou a defesa sob o comando de Carriço que com 20 anos joga como se de um veterano se tratasse, entre Grimis, Polgas e Silvas é dificil não parecer sólido e raçudo.
Espera-se agora uma vitória contra os humildes letões na quinta-feira pois esse será a única forma da equipa conseguir levar alma e futebol a vila do Conde na próxima jornada. Caso contrário a "guerra fria" entre adeptos e direção tomará proporções nunca vistas no Alvalade XXI. Em Portugal alguns podem desejar que o clube perca o campeonato, poucos serão os que gostavam que o campeonato perdesse clube...!
Em Braga havia encontro marcado com a liderança e dele surgiu, por mérito próprio, um candidato ao titulo. A equipa de Domingos nada tem a ver, por exemplo, com o Leixões de José Mota. Não se prevê deserção de peças chave do 11 titular como aconteceu com Wesley, principal figura dos leixonenses. O Braga tem uma estrutura estabilizada, para a qual muito contribuiram os técnicos que agora comandam o segundo, terceiro e quinto classificados. Diria até que esta equipa tem tanto de Jesuldo, Jesus e Machado como de Domingos Paciência. Todos contribuiram para a estabilização de um clube entre Clubes, de uma marca já com cotação europeia e de uma massa associativa que começa a assumir o Sporting local como clube do coração.

Do que se passou dentro de campo há duas ideias a reter, uma positiva e outra á qual o futuro se encarregará de responder: o sporting de Braga, em termos colectivos tem capacidade para disputar o jogo com qualquer adversário ao que se pode acrescentar alguns jogadores que individualmente podem colocar a equipa em vantagem quando esta não é justificada pela estatistica. Contra o Benfica, os arsenalistas, pelo pé de Hugo Viana viram-se na frente do marcador e souberem através do empenho, da raça e da virilidade demonstrada manter o adversário em sentido, levando-o mesmo a perder a clarividência em alturas determinantes do jogo. A questão é que o Braga só voltará a encontrar o Benfica uma vez, nas próximas 21 jornadas. Será credível que esta atitude guerreira, empenhada e cinicamente eficaz venha ao de cima em jogos menos "populares" e nos quais os jogadores não estejam na "montra" televisiva a mostrarem-se para milhões de espectatores? Em Vila do Conde isso não aconteceu....tem a palavra Domingos Paciência.
O Benfica perdeu a batalha de Braga mas jogou o suficiente para deixar os adeptos com a equipa. Tal como no empate da 1ª jornada não foi a letargia ou a incapacidade de desiquilibrar no ataque que roubaram pontos á equipa mas sim, um adversário feroz e hiper-motivado, uma noite desligada das balizas e um árbitro sem caráter que, para manter seu critério aquando do lance anulado a Luisão teria de sistematicamente marcar faltas sempre que houvesse contato entre jogadores dentro das áreas. Tal não aconteceu, nem o Benfica poderá esperar dos árbitros um tratamento coerente em todos os jogos. Até porque foi este mesmo árbitro, o primeiro português a apitar um encontro da equipa de Jorge Jesus (Benfica 4 - 0 Portshmouth) e logo aí se viu a necessidade da equipa encarnada ser bastante superior ao adversário para que as "encomendas" do costume não pusessem em causa a vitória da equipa. Não foi, certamente, Jorge Sousa a oferecer os 3 pontos ao Braga. Há muito mérito minhoto no resultado final. Como não foi Jorge Sousa a inventar um penalty em Leira como é desonestamente afirmado por quem não sabe assumir o valor da equipa de Jesus.
A verdade é que da 9ª jornada resultam 2 certezas: as exibições do Sporting Clube de Braga serão, apartir de agora, escrutinadas como se de um candidato ao titulo se tratasse. A pressão será maior quer para a equipa minhota quer para a equipa de arbitragem que terá milhões de olhos em cima, ansiando que a proteção aos bracarenses termine, ou pelo menos, seja menos evidente.
Certo é, também, que os candidatos ao titulo continuam a ser 3...embora nenhum deles seja o Sporting Clube de Portugal.

http://futebolartte.blogspot.com/2009/10/assim-vai-o-mundo-azul_31.html

 

Ora bem, o que eu ainda não consegui entender é porque é que o 4-4-2 ou o 4-2-4 tem de ser os sistemas usados em desespero! Tal como com a Académica, um jogo em casa com o Belenenses é para se ganhar. E para se ganhar cedo! Até sou de opinião que os primeiros dez minutos foram de alguma pressão e de bom futebol, mas é muito pouco. Apesar de normalmente ser crítico de Mariano, acho que até foi um jogagor que lutou e foi criando alguma coisa. O problema estava mais atrás.
Com Meireles ainda longe da melhor forma, Belluschi sente-se um pouco perdido num meio-campo a três. Parece que se sente preso da sua liberdade criativa que podia ser solta num vértice ofensivo de um losango. E o que se viu na primeira parte foi falta de ideias! Hulk e Mariano em iniciativas individuais e Farias isolado na frente. Começa a segunda parte! Belluschi é o sacrificado para entrar Falcao. Um 4-2-4 que leva um imenso balde de água fria aos 40 segundos. O Belenenses que até aí nada tinha feito, aproveita um erro posicional de Pereira e marca o 0-1. Passados uns minutos o Professor retira Sapunaru e põe Rodriguez. Mariano desce para lateral e Rodriguez passa a interior esquerdo. Resultado: dez minutos de caos táctico. Na esquerda Pereira, Rodriguez e Hulk pouco produziam, na direita Mariano e Meireles imitavam-nos. Farias tinha agora a companhia de Falcao mas só para falar do tempo porque não tinham bola. Aliás, o golo do empate resulta de um mau corte a um cruzamento fácil, Falcao luta pela bola e Farias faz o que sabe fazer, marca. Sem saber como os dois avançados criaram um golo.
Segui-se a alteração de Hulk para a direita, Rodriguez como ala esquerdo e um 4-2-4 declarado. A pressão aumentou e as oportunidades surgiram. Bruno Alves, Rolando, Meireles, Rodrigues, Hulk, Falcao, Farias, Guarin (quando entrou para o lugar de Mariano) todos tiveram oportunidade de marcar um golo. Mas a bola não entrou! Começa a ser cansativo ouvir Jesualdo Ferreira a dizer que não se podem dar 45 minutos! Parte dele por a jogar um sistema e onze jogadores que criem situações de golo desde o primeiro minuto. Terça feira há um jogo que pode dar desde já o apuramento para os oitavos da Champions. O FCP terá de fazer um jogo inteligente mas não um jogo temeroso. Nada se conquista sem ambição! E essa tem de partir do treinador. Assim vai o mundo azul...

Categoria: FCPorto

O empate cedido pelo FCP em casa, contra uma equipa crente, jovem, mas muito fraquinha, veio confirmar o estado de "atrofia" da equipa. Faz tempo que as exibições deixaram de agradar os adeptos mas o certo é que chegavam para manter o 1º lugar a um jogo de distancia e na Champions os oitavos estão no bolso. No Dragão Mariano Gonzalez é dizimado. Apontam-no como o mau da fita por ser aparentado com "um empregado do café Tortoni em Buenos Aires".
É mais fácil eleger um patinho feio do que assumir que o FCPorto é uma equipa seca de génio e sem capacidade de exercer pressão sobre o adversário mais do que um quarto de hora. Enquanto o ex-benfiquista CRodriguez não voltar do estaleiro de vez, é o ex-quase-benfiquista Falcao que vai somando pontos nas ligas. Isto, é claro, sob o comando do ex-benfiquista Jesualdo Ferreira dizer que anda atento ás prestações do benfiquista Pablo Aimar. Fora de brincadeiras, as ideias da equipa portista esgotam-se de jogo para jogo. Sem Meireles e CRodriguez a jogarem a 100% não ha forma do Porto se impor no jogo.
O primeiro pelo poder de fogo e qualidade de passe, o segundo por conseguir progredir com bola e/ou finalizar bem dentro da área. Sem esta dupla a equipa é passiva e previsivel, mais ainda porque a má forma de Raul Meireles influi diretamente nos desempenhos de Bellushi e Fernando. O trio de médios acaba por formar um enorme grão na engrenagem que não promove o ataque rápido nem alimenta os avançados com assistências. Hulk ainda vai tendo uns assomos patéticos de genialidade mas não é com Jesualdo que vai explodir, precisa de melhor. Quem olhar para a equipa do FCPorto de forma séria tem a noção clara de que disputa o 2º lugar do campeonato com o Braga, quer em qualidade de jogo quer em cultura tática. Nao sera o Mariano o culpado de tudo...

 

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