O Porto começa o campeonato com um empate. Já havia apontado muitos problemas à nossa equipa, e no geral reparei que há demasiada confiança. Tem que haver uma séria revisão daquilo que está feito, dos jogadores que têm sido constantemente escolhidos para integrar o 11 inicial, do modo como a equipa tem jogado. Temos jogadores que estão constantemente no banco de qualidade superior a outros que são escolhidos para a equipa principal. Há, claramente, dois elos mais fracos na equipa, e os dois do lado direito: Fucile e Mariano. O primeiro continua a falhar muitos passes, a perder muitas bolas, quando inicia um ataque quase nunca o conclui, pois acaba sempre por perder a bola. Além disso tem muitas falhas defensivas, quer de posicionamento, quer de marcação. Também o Mariano exagera sempre. Joga pouco para a equipa, querendo fazer tudo sozinho, e na maior parte das vezes faz asneira. Quando centra para a área parece-me que faz ao acaso, não se preocupa para quem envia a bola. É muito trapalhão e demasiado confiante. Quando precisavamos de discernimento na parte final do jogo, foi aquele que mais bolas perdeu. Para o lugares destes jogadores existem opções com muito mais qualidade. Sapunaru teve exibições muito mais consistentes do que alguma vez Fucile teve; e as boas exibições de Varela deveriam ter-lhe valido a titularidade (naturalmente do lado esquerdo, passando Hulk para a direita), numa altura em que Cristian Rodriguez está lesionado.
Bem, no que diz respeito ao jogo, este voltou a ser de fraca qualidade, mas com um problema a acrescentar: foi um jogo muito violento, com muitas faltas duras, com muitas faltas de anti-jogo, principalmente da parte do Paços. Os jogadores do Porto eram constantemente empurrados, e a certo momento não conseguiram manter o sangue frio. O Hulk esteve mal, jogou pouco para a equipa, e quando perdia a bola não mantinha o discernimento e cometia falta. Basta notar que com a sua expulsão, e mesmo com dez, o Porto começou a jogar muito melhor. Na verdade, parece-me que o Porto esteve toda a primeira parte a jogar para o Hulk e não como equipa, e dado que ele esteve mal, isso repercutiu-se na exibição do todo. O Farias também não fez muito, mas isso aconteceu porque os jogadores que o deveriam servir não o estavam a fazer. O Raul Meireles também me pareceu muito desconcentrado hoje, e isso, no jogador que deve ser aquele que conduz o jogo, produz efeitos imediatos na equipa. Por fim, também o Álvaro Pereira me pareceu andar muito desorientado.
Contudo, devo elogiar dois jogadores que saltaram do banco e que mudaram a forma do Porto jogar. Refiro-me ao Falcão, o qual se bateu muito bem, sempre muito esforçado, muito lutador, talvez mais lutador que o Farías é. Tem mais qualidade no um-para-um que Farías e segura muito bem a bola. Marcou o golo do empate, aquele que nos salvou de ter começado o campeonato com uma derrota. Faço um elogio também a Tomás Costa, o qual veio trazer mais acerto ao meio campo. Recuperou muitas bolas, raramente falhou um passe e abriu muitos espaços. Tomás Costa é um jogador em ascenção e uma mais valia no banco.
Foi um jogo que deixa no adepto, que quer ver boas exibições de futebol, muito a desejar. Mas não é dramático. É o primeiro jogo do campeonato. Mas exige-se que as melhoras apareçam o mais rápido possível. É que na próxima semana recebemos o Nacional...

 
 
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